TV Box ilegal traz riscos aos dados dos consumidores e Anatel fecha o cerco contra pirataria

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Conscientização sobre os malefícios associados ao uso da TV Box pirata é fundamental para preservar a qualidade do entretenimento digital, afirma especialista

Com o aumento das ações de combate à pirataria promovidas pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), a utilização e comercialização das chamadas “TV Box piratas” têm sido alvo de intensas fiscalizações. Desde o início do ano, mais de 1,4 milhão de aparelhos clandestinos, avaliados em cerca de R$400,8 milhões, foram retirados de circulação, segundo informações do órgão regulador.

Cerca de 184 operadoras se uniram à Anatel para bloquear serviços clandestinos de conteúdo, realizando 22 operações contra o streaming pirata, bloqueando 743 endereços de IP e 54 domínios, o que interrompeu mais de 500 mil acessos clandestinos. 

A crescente proliferação de TVs Box ilegais preocupa autoridades, uma vez que esses dispositivos oferecem acesso não autorizado a canais de TV paga e serviços de streaming, comprometendo tanto a indústria do entretenimento quanto a segurança dos dados dos usuários.

O que é a TV Box?

O termo “TV Box” se refere a um dispositivo que permite o acesso a canais de TV e serviços de streaming via internet, transformando até mesmo televisores convencionais em Smart TVs capazes de rodar aplicativos, exibir séries e acessar sites de entretenimento.

Esses dispositivos podem ser legalizados, desde que sigam a regulamentação da Anatel. Algumas empresas oferecem TVs Box com acesso ao IPTV, e esses equipamentos possuem a homologação da Anatel, com um selo visível no aparelho ou na caixa.

No entanto, os aparelhos piratas, ou seja, aqueles que não contam com a aprovação da Anatel, representam uma séria ameaça. “Eles decodificam canais de TV paga sem autorização e não repassam os devidos pagamentos às empresas detentoras dos pacotes de assinatura”, explica Carolina Santos, diretora administrativa da MULTTV, empresa pioneira no fornecimento de serviços de entretenimento digital no Brasil.

Segundo Carolina, o uso desse tipo de serviço é prejudicial para toda a cadeia produtiva. “Quando você se conecta com operadoras ilegais, coloca em risco não só seu entretenimento, como também seus dados e contas, que podem ser roubados”, comenta.

Prejuízos em toda a cadeia produtiva

Além do prejuízo ao consumidor, as empresas também sofrem consequências. O uso de TV Box pirata resulta na perda de receitas legítimas das detentoras dos direitos autorais, além de desencorajar a inovação e o investimento no setor de entretenimento.

“A Anatel continua seu trabalho árduo para eliminar essa prática ilegal e proteger os direitos dos consumidores e das empresas envolvidas, mas a conscientização sobre os riscos associados ao uso de TV Box pirata é fundamental para preservar a qualidade do entretenimento digital e garantir a segurança dos usuários”, destaca Carolina.

Alternativas legais

A MultTV  é uma alternativa legal para o consumo de conteúdo por meio de TV Box e serviços de streaming. “Oferecemos uma plataforma de streaming que inclui uma ampla gama de canais fechados e abertos para provedores de internet, certificados e legalizados pela Anatel, garantindo aos consumidores finais uma experiência de entretenimento de qualidade e dentro dos padrões regulatórios e regularidade à empresa que contrata o nosso serviço”, conta a diretora.

Diferente das empresas que comercializam dispositivos pirateados, a MultTV opera de forma transparente, sempre orientando que os direitos autorais e os pagamentos devidos às empresas detentoras dos pacotes de assinatura sejam respeitados. “É necessário proporcionar aos ISPs a confiança de que estão investindo em um serviço legítimo e que seus clientes estão protegendo seus dados pessoais. As operações ilegais jamais conseguirão oferecer isso, diferente dos provedores de internet atendidos por nós, que estão totalmente legalizados”, finaliza Carolina.

Sobre a MultTV

A MultTV é uma empresa especializada em compartilhamento de headend e streaming, que busca viabilizar a oferta de TV por assinatura a custos acessíveis. A companhia, que opera desde 2015, tem um modelo de negócio único, atuando em parceria com a SES (empresa de satélites reconhecida mundialmente) e apoio da Associação NEO e de programadoras de TV.