Passo a passo de como funciona a segurança cibernética no mundo digital

como funciona a segurança cibernética

Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

Nos dias atuais, a segurança cibernética tornou-se uma preocupação fundamental no mundo digital em que vivemos. 

Com a rápida evolução da tecnologia e a crescente dependência da internet e sistemas computacionais, proteger nossos dados e informações se tornou uma prioridade. 

Nesta postagem, vamos explorar detalhadamente o que é segurança cibernética, sua importância, ameaças cibernéticas comuns, princípios fundamentais, camadas de proteção, criptografia e proteção de dados, gerenciamento de identidade e acesso.

Segurança cibernética: o que é?

A segurança cibernética, também conhecida como segurança da informação, refere-se ao conjunto de práticas, técnicas e medidas utilizadas para proteger sistemas de computadores, redes, dispositivos eletrônicos e dados contra ataques cibernéticos.

Em um site on-line de uma oficina que faz diferencial caminhão, seu principal objetivo é garantir a confidencialidade, integridade e disponibilidade das informações, evitando que sejam acessadas, modificadas ou destruídas por pessoas não autorizadas.

Se cibernética, engloba uma ampla variedade de tópicos e soluções, desde a proteção de dispositivos individuais, como smartphones e computadores pessoais, até a segurança de infraestruturas de TI de grandes empresas e até mesmo de governos. 

Com o aumento do uso da nuvem e da Internet das Coisas (IoT), a segurança cibernética tornou-se ainda mais complexa e essencial para a proteção de nossas informações pessoais e profissionais.

Segurança on-line e o porquê de ela ser tão importante

A importância dela não pode ser subestimada, pois vivemos em um mundo altamente conectado e digitalizado. 

Muitos aspectos de nossas vidas cotidianas, como comunicação, transações bancárias, compras online, acesso a serviços governamentais e, ainda, serviço de impressão 3D online ocorrem na esfera digital.

Isso cria uma grande quantidade de dados sensíveis que precisam ser protegidos contra o crescente número de cibercriminosos e hackers.

Uma violação pode ter consequências devastadoras, tanto para indivíduos quanto para organizações. A perda de dados pessoais pode levar ao roubo de identidade, extorsão financeira e invasão de privacidade. 

Para empresas, sejam empresas de locação de impressoras HP, sejam instituições governamentais, uma violação pode resultar em perda de propriedade intelectual, danos à reputação, multas regulatórias e até mesmo a interrupção completa das operações.

Além disso, ela também desempenha um papel crítico na proteção da infraestrutura nacional e na prevenção de ataques cibernéticos que poderiam afetar serviços essenciais, como fornecimento de energia, sistemas de transporte e saúde pública. 

Portanto, investir em segurança cibernética é uma medida preventiva vital para garantir a continuidade e a estabilidade de nossas atividades digitais e sociedade como um todo.

Breve histórico

A história da segurança cibernética remonta aos primórdios da computação e à era dos primeiros mainframes e sistemas de computadores. 

Nas décadas de 1960 e 1970, o foco estava em proteger hardware e software de sistemas fechados, usados principalmente por militares e grandes corporações.

Com o surgimento da internet nos anos 90, a segurança cibernética enfrentou novos desafios, pois o acesso à informação ficou mais aberto ao público em geral. 

O desenvolvimento de firewalls e sistemas de detecção de intrusões (IDS) foi uma resposta inicial para tentar conter as ameaças cibernéticas.

Contudo, à medida que a tecnologia avançava, os ataques cibernéticos também se tornavam mais sofisticados. Com isso, empreendimentos on-line que vendiam cadeira de escritório giratória colorida ficaram reféns de golpistas cibernéticos.

No início dos anos 2000, o cenário foi impactado por grandes ataques, como o worm ILOVEYOU e o vírus Blaster, que causaram danos substanciais.

A partir de então, a segurança cibernética evoluiu constantemente, integrando inteligência artificial e aprendizado de máquina para detecção de ameaças em tempo real. 

A ascensão do ransomware, phishing e outros ataques direcionados destacou a necessidade de medidas mais robustas.

Hoje, ela continua a ser uma área de rápido crescimento, com investimentos significativos em pesquisa e desenvolvimento de soluções avançadas para proteger nossa crescente infraestrutura digital.

Ameaças cibernéticas comuns

As ameaças cibernéticas representam um desafio constante para a segurança cibernética, exigindo uma abordagem proativa e atualizada para mitigá-las. 

A seguir, vamos explorar alguns dos tipos mais comuns de ameaças cibernéticas enfrentadas atualmente:

As ameaças cibernéticas podem ser classificadas em várias categorias, dependendo de suas intenções e modos de operação. Alguns dos tipos mais comuns incluem:

  • Malware;
  • Phishing;
  • Ataques de negação de serviço;
  • Ataques de força bruta;
  • Injeção de SQL;
  • Man-in-the-middle

O primeiro da lista é um software malicioso, como vírus, worms, cavalos de Troia e ransomware, que são projetados para se infiltrar em sistemas e causar danos ou extorsão. É comum vê-los atingir sites de clínica de psicologia integrada.

Phishing

Uma forma de engenharia social, onde os atacantes tentam obter informações pessoais, como senhas e dados financeiros, fingindo ser uma entidade confiável.

Ataques de negação de serviço (DDoS)

Visam sobrecarregar um servidor ou sistema, tornando-o inacessível para usuários legítimos.

Ataques de força bruta

Tentativas repetidas de adivinhar senhas e credenciais, explorando a fraqueza da autenticação.

Injeção de SQL

Em um negócio de digitalização de plantas, explora falhas em aplicativos da web para manipular bancos de dados e acessar informações confidenciais.

Man-in-the-middle (MitM)

O atacante intercepta a comunicação entre duas partes e pode monitorar, alterar ou redirecionar o tráfego.

Ataques de malware

O malware é uma das principais ameaças cibernéticas enfrentadas atualmente. Ele abrange uma ampla variedade de software malicioso que é projetado para causar danos aos sistemas ou obter informações sensíveis. Alguns dos tipos mais comuns são:

Vírus

Programas maliciosos que se anexam a outros arquivos legítimos e se espalham quando esses arquivos são executados.

Worms

Propagam-se automaticamente através de redes, explorando vulnerabilidades em sistemas conectados.

Cavalos de Troia

Disfarçam-se como software legítimo para enganar os usuários e fornecer acesso remoto ao atacante.

Ransomware

Estando em um site de revelação de fotos 15×21, bloqueia o acesso a arquivos ou sistemas até que, por fim, um resgate seja pago ao atacante.

Engenharia social e phishing

A engenharia social é uma tática usada pelos cibercriminosos para manipular pessoas e induzi-las a revelar informações confidenciais ou realizar ações prejudiciais. 

O phishing é um exemplo comum de engenharia social, onde os atacantes enviam e-mails ou mensagens falsas que parecem ser de fontes confiáveis, na tentativa de enganar as vítimas a clicar em links maliciosos ou fornecer detalhes pessoais. 

Essas táticas são altamente eficazes e destacam a importância da conscientização e educação em segurança cibernética para os usuários.

Princípios fundamentais

Para criar um ambiente seguro no mundo digital, é essencial seguir alguns princípios fundamentais da segurança cibernética. 

Esses princípios orientam as ações e decisões tomadas por profissionais de segurança e ajudam a proteger sistemas e dados de maneira abrangente.

Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade (CID)

Os princípios de Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade (CID) formam a base da segurança cibernética. 

Esses três conceitos são conhecidos como “o tripé” e representam os objetivos principais a serem alcançados ao proteger informações e sistemas.

Confidencialidade

Garantir que as informações sejam acessadas apenas por pessoas autorizadas, evitando o acesso não autorizado a dados sensíveis. 

Isso é alcançado através de mecanismos de autenticação, criptografia e controle de acesso, que regem a maneira com que usuários de um website de máquina de café para escritório acessam-no.

Integridade

Garantir que as informações permaneçam precisas, completas e não sejam alteradas por pessoas não autorizadas. A integridade é alcançada através de técnicas como checksums, assinaturas digitais e controle de versão.

Disponibilidade

Garantir que as informações e sistemas estejam disponíveis para os usuários autorizados sempre que necessário, sem interrupções indevidas. 

Isso envolve a implementação de redundâncias, backups regulares e medidas para prevenir ataques de negação de serviço (DDoS).

Princípio do menor privilégio

O princípio do menor privilégio é uma abordagem de segurança que visa minimizar os riscos, restringindo o acesso a recursos e informações apenas ao necessário para realizar uma determinada tarefa. 

Em outras palavras, os usuários devem ter apenas os privilégios mínimos necessários para realizar suas funções, sem acesso indiscriminado a recursos sensíveis.

Essa abordagem reduz a superfície de ataque e limita a exposição a riscos, caso ocorra uma violação.

Ao implementar o princípio do menor privilégio, as organizações podem evitar que um único usuário comprometido tenha acesso irrestrito a dados confidenciais ou possa realizar ações prejudiciais em todo o sistema.

Defesa em profundidade (Layered Defense)

A defesa em profundidade é uma estratégia que envolve o uso de várias camadas de segurança para proteger sistemas e informações. 

Em vez de depender de uma única solução de segurança, a abordagem em profundidade visa diversificar as medidas de proteção, criando uma série de barreiras para dificultar a ação dos atacantes.

Essas camadas podem incluir firewalls, sistemas de detecção de intrusões (IDS), antivírus, controle de acesso físico, políticas bem definidas e conscientização dos usuários. 

Com a defesa em profundidade, mesmo que um atacante consiga superar uma camada de segurança, ainda enfrentará outras barreiras para alcançar seu objetivo, aumentando a probabilidade de ser detectado e impedido.

Considerações finais

A segurança cibernética é uma necessidade incontestável na era digital, protegendo informações valiosas de ataques maliciosos. 

Através da aplicação dos princípios de confidencialidade, integridade e disponibilidade, juntamente com camadas de proteção e criptografia, podemos fortalecer nossas defesas. 

O gerenciamento de identidade e acesso, aliado à conscientização em segurança, é essencial para garantir que apenas usuários autorizados tenham acesso aos recursos adequados. 

Ao abraçarmos uma cultura de segurança cibernética, podemos enfrentar os desafios atuais e futuros, navegando no mundo digital com confiança e tranquilidade.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.