Tecnologia e vulnerabilidade: por que a cibersegurança é o novo eixo estratégico das sociedades contemporâneas

Em um mundo digitalmente interligado, a cibersegurança deixou de ser opcional e passou a ser uma condição para a estabilidade de infraestruturas estratégicas

 

Atualmente, não há dúvidas de que o desenvolvimento tecnológico trouxe consigo uma série de benefícios para a sociedade, tanto na esfera econômica quanto na política e cultural. No entanto, no cenário global marcado pela aceleração do tempo, a cibersegurança mostra-se cada vez mais importante. Como um pilar fundamental nessa nova forma de relação social que vivenciamos no mundo contemporâneo. 

 

Com o transcorrer do tempo, percebe-se que se intensificou significativamente a integração de dispositivos inteligentes ao cotidiano vivido das pessoas. Todavia, a mescla não amplia somente as oportunidades de inovação, como é possível constatar em um primeiro momento. Mas também expõe as vulnerabilidades dos sistemas e das infraestruturas tecnológicas. 

 

É neste contexto que a segurança digital passou a fazer parte fundamental da rotina de governos, empresas e demais usuários da internet que utilizam diariamente os objetos técnicos deste século. 

 

Não é à toa que, no Fórum Econômico Mundial de 2025, realizado em Davos, na Suíça, a cibersegurança foi um dos temas centrais. No relatório publicado alguns dias antes do evento, intitulado de “Global Cybersecurity Outlook 2025”, destacou-se a complexidade das ameaças do mundo online, expondo ataques sofisticados e a evolução constante de técnicas de invasão. 

Cibersegurança e Inteligência Artificial

Na medida em que a tecnologia evolui para o bem social, também evolui para outras tratativas. Nesta perspectiva, o relatório indicou que 66% das organizações preveem impactos significativos na segurança online a partir da inteligência artificial. 

 

Em contrapartida, somente 37% das organizações relataram ter ferramentas eficazes contra tais ameaças. Ainda em conformidade com o relatório, 72% dos entrevistados disseram ter  aumentado os riscos cibernéticos para as organizações, com o ransomware mantendo-se entre as principais ameaças. 

 

Além disso, 47% das organizações também destacaram os avanços em IA generativa como principal fonte de preocupação. No Brasil, especificamente, dois desafios mostraram-se centrais: a cessão indiscriminada de dados pessoais pelos brasileiros e a proteção da crescente camada de dispositivos conectados da Internet das Coisas (IoT), que acabam ampliando as vulnerabilidades e os riscos cibernéticos.

 

Se um dia a maior preocupação dos dados relacionou-se ao roubo de dados bancários ou senhas, hoje a cibersegurança envolve a proteção de infraestruturas críticas, como sistemas de abastecimento de água, energia elétrica e redes de transporte. Este processo ocorre por conta de um mundo cada vez mais globalizado e pautado por relações externas e internas, independentemente da escala. 

 

A própria computação em nuvem, embora forneça uma série de benefícios aos usuários, exige cuidados redobrados com criptografia, autenticação de usuários e políticas de backup. Isso porque o comprometimento destes serviços listados pode gerar prejuízos tanto sociais quanto econômicos em escala sem precedentes. 

 

Nesse sentido, considerando o atual cenário, adotar práticas básicas de segurança tornou-se uma exigência de todos. Isso inclui a utilização de senhas fortes, a autenticação em dois fatores, a atualização regular de sistemas e o uso de softwares. Por exemplo, um usuário comum que possui um computador, como o notebook Dell, precisa instalar programas de segurança, assim como as empresas. 

 

No fim, a cibersegurança tornou-se um elemento fundamental no mundo, que cada vez mais utiliza a internet para consumir produtos, conteúdos e serviços. O futuro digital só será promissor quando for totalmente seguro aos seus usuários. Por este motivo, na medida em que a tecnologia desenvolve-se, os sistemas de segurança precisam acompanhar esse movimento.