Novartis e CONASEMS publicam impressões sobre manejo das doenças cardiovasculares no Brasil

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Novartis e CONASEMS publicam impressões sobre manejo das doenças cardiovasculares no Brasil

O projeto VIVA Saúde Cardiovascular, parceria da Novartis com o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), com apoio técnico da Kune Consulting, consultoria especializada no setor de saúde, publicou um relatório com mais de 50 recomendações para o fortalecimento da saúde cardiovascular no Sistema Único de Saúde (SUS). O documento, apresentado durante o XXXVII Congresso Conasems, é fruto da primeira fase da parceria, que analisou e discutiu de forma técnica entre gestores, trabalhadores da saúde, especialistas e demais atores estratégicos os desafios e fortalezas do manejo da saúde cardiovascular na rede pública de saúde do Brasil.

As recomendações feitas seguem 5 linhas estratégicas, que envolvem a gestão da atenção básica, coordenação assistencial e clínica, autocuidado, acesso e governança. Em cada uma dessas categorias, há as linhas de melhoria, que então elencam ações concretas para a implementação desses avanços. Dentre os pontos listados estão, por exemplo, o aumento do conhecimento da população sobre as doenças cardiovasculares e os fatores de risco, e a adoção de soluções digitais para agilizar o atendimento às demandas de saúde cardiovascular.

O fortalecimento da coordenação dos cuidados cardiovasculares entre as equipes da atenção básica e os demais níveis de cuidado na saúde – transversalidade essa que poderia ser alcançada com a incorporação de tecnologias de apoio à coordenação assistencial e clínica – também são apontados como fatores que poderiam melhorar a gestão da saúde cardiovascular em todos os níveis de atenção.

“Foram 18 meses de muito trabalho para mapear e analisar as potências e desafios da saúde cardiovascular no Brasil. Foram envolvidos no processo diversos especialistas e representantes de entidades públicas para contribuir com a elaboração das recomendações de melhorias para fortalecimento do SUS”, conta Jessica Salgado, líder de Novas Parcerias e Modelos Comerciais da Novartis. “Coletivamente com os parceiros, concluímos que 24 das 53 recomendações são implementáveis a partir da perspectiva da gestão municipal, enquanto as demais requerem o engajamento estadual e federal”, completa.

Segundo Hisham Hamida, Presidente do Conasems, o foco é proporcionar uma melhor saúde para a população, que encare de frente a questão cardiovascular e que reconheça esse desafio, apoiando as pessoas e as comunidades por meio das equipes de saúde para assim, todos viverem melhor. 

“O projeto Viva Saúde Cardiovascular, permitiu – de forma holística – identificar ações para melhorar a resposta do SUS às doenças cardiovasculares, que são uma das principais causas de morte e incapacidade no Brasil. Nesse primeiro momento, o projeto identificou o que deve ser feito, e as próximas etapas devem focar mais no desenvolvimento e na implementação dessas ações. Para isso, é importante considerar à participação estruturada dos usuários nas decisões e na avaliação das ações e da qualidade da assistência, assim como, levar em conta a magnitude continental do Brasil, que exige necessariamente adaptações locais para o desenvolvimento de soluções e intervenções que contemplem organizacional e estruturalmente as diferenças existentes e um nível adequado de autogestão clínica, municipal ou regional”, comenta Karen Costa, CEO Kune Saúde Consulting.

Para Leandro Fonseca, diretor de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade dos Sistemas de Saúde da Novartis Brasil, as recomendações vão ao encontro do compromisso da companhia com a saúde pública e com a saúde dos pacientes: “Somos parte do sistema de saúde e queremos contribuir para que a atenção básica do SUS seja fortalecida e que esteja bem estruturada para fornecer os cuidados primários e preventivos à saúde cardiovascular. A identificação precoce e o tratamento adequado dessas condições primárias, evitando que eventos mais graves ocorram, é mais efetiva em preservar a saúde cardiovascular e a qualidade de vida dos pacientes do que o tratamento de complicações já avançadas”, explica Leandro Fonseca. “Queremos ser parceiros estratégicos do sistema público de saúde na assistência à condição cardiovascular, que é a principal causa de morte no País, contribuindo para melhorar a jornada do paciente e fortalecendo a atenção básica”, completa.

Doenças cardiovasculares no Brasil

As doenças cardiovasculares são a principal causa de mortes em todo o mundo, atingindo, no Brasil, cerca de 400 mil mortes/ano – surpreendentemente, causando a morte de 1 brasileiro a cada 90 segundos – de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC)[i]. Também segundo a entidade médica, as doenças cardiovasculares causam o dobro de mortes que todos os tipos de câncer juntos e 2,3 vezes mais que as todas as causas externas (acidentes e violência).

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares lideram as causas de óbitos entre as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), causando grande impacto na qualidade de vida, com altos custos financeiros e sociais [ii]. E mais de três quartos das mortes por doenças cardiovasculares ocorrem em países de baixa e média renda [iii].

Sobre a Novartis 

A Novartis está reimaginando a medicina para melhorar e ampliar a vida das pessoas. Como líder mundial em medicamentos, utiliza tecnologias científicas e digitais inovadoras para criar tratamentos transformadores em áreas de grandes necessidades médicas. A empresa é constantemente classificada entre as principais do mundo em investimento em pesquisa e desenvolvimento. Os produtos da Novartis alcançam quase 800 milhões de pessoas em todo o mundo e a empresa busca maneiras inovadoras de expandir o acesso aos tratamentos mais recentes. Cerca de 110 mil pessoas de mais de 140 nacionalidades trabalham na Novartis em todo o mundo. Saiba mais em http://www.novartis.com.br.

Liderança, saúde emocional e psicanálise: livro aproxima do trabalhador as ideias de Freud e de seu sucessor Lacan

Um a cada três trabalhadores brasileiros apresenta sintomas de depressão ou ansiedade; leitor pode compreender como alinhar saúde emocional ao desenvolvimento intelectual

Foto: Reprodução

Mesmo tendo escrito teorias há décadas, Freud e Lacan continuam sendo objetos de estudo e referências na psicanálise. Com o objetivo de tornar a compreensão mais simples e estimular conceitos de relacionamento e liderança, Fabiana Ratti lança em 16 de setembro a obra “Café com Freud e Lacan”, um livro capaz de levar o leitor mais leigo a compreender assuntos complexos da psicanálise de forma simples e aplicá-los na vida pessoal e profissional.

Um estudo realizado pela Zenklub sobre saúde mental e bem-estar do trabalhador brasileiro, realizado com mais de 600 mil clientes e usuários, demonstrou que 32% das pessoas têm sintomas moderados e moderados/graves de ansiedade e 36% das pessoas têm sintomas moderados e moderados/graves de depressão.

Para Freud, o líder possui um papel essencial para o bom funcionamento de um grupo. É o líder que une um grupo, graças a sua posição, ocupando um local importante no inconsciente de seus membros.

“Nas páginas são apresentados e discutidos termos psicanalíticos que levam à construção da liderança, políticas de relacionamento nas empresas e na vida pessoal. Se cada um tem uma impressão digital, uma singularidade, cada pessoa tem condição de propor, direcionar e liderar. Porém, existem impedimentos psíquicos que inibem e deixam o ser humano alienado, sem utilizar muitos de seus potenciais, o que pode ser compreendido na obra de Freud”, explica Fabiana Ratti, psicanalista e mestre em psicologia pela PUC-SP. 

Ainda segundo a autora, a sociedade não está conseguindo se realizar, mostrar seus talentos e características, e assim fica imersa em sintomas de ansiedade, TOC, stress, burnout, e até tentativas de suicídio levam as pessoas à sintomatologia, ao invés de um ‘saber-fazer’ com suas características e habilidades. “No livro quero mostrar como utilizar conceitos psicanalíticos na prática cotidiana, como aplicá-los no trabalho e como o emocional pode jogar no mesmo time do intelectual”, afirma.

Após mais de 25 anos prestando atendimentos para médicos, advogados, empresários e CEO’s, a Fabiana aproxima as teorias de Freud e Lacan ao mercado de trabalho, exibindo contribuições acessíveis do neurologista e psiquiatra para o cotidiano do mundo corporativo.

Alguns dos temas aprofundados no decorrer da obra são:

  • Narcisismo, sinais e características;
  • Tempo Lógico, o real, simbólico e imaginário;
  • Liderança e a busca do eu ideal e idealizado;
  • Satisfação a médio e curto prazo; 
  • Ansiedade e doenças psíquicas.

A busca pelo inconsciente e o entendimento do líder

Apenas nos anos 1990 que a discussão sobre saúde mental nas empresas ganhou força. O livro “Inteligência Emocional”, de Daniel Coleman, iniciou uma discussão que se expandiu nos últimos anos e mostrou que tanto empregadores quanto empregados deveriam dar uma atenção especial ao tema.

Sabendo que o consciente individual representa apenas 20% da mente, Fabiana acredita ser fundamental não excluir mais o inconsciente e torná-lo acessível. Afinal, emoções bem direcionadas podem ajudar e muito as organizações, enfatizando que a razão não pode ser aplicada em 100% dos casos, tampouco emoções descontroladas devem ditar o ritmo das tomadas de decisões.

“No mundo corporativo, somos ensinados e treinados a desenvolver um raciocínio lógico e cartesiano. Somos desestimulados a usar a ‘intuição’ que, na verdade, é o nosso inconsciente querendo nos dar uma direção. Esse inconsciente, localizado no maior computador já inventado, tem uma capacidade de processar dados muito superior a qualquer ferramenta. Ou seja, se qualquer pessoa considera importante tomar decisões baseadas em dados, necessariamente deveria saber escutar e acreditar no inconsciente”, comenta Felipe Guis Monteiro, head de gestão de investimentos na Empiricus/ BTG Pactual.

Entender essa relação do inconsciente é essencial para desenvolver a parceria do emocional com o intelectual para que todos joguem no mesmo time. Tida como uma das 10 habilidades para o profissional do futuro, entender as próprias emoções e compreender como lidar com elas em diversos momentos, além de conseguir usá-las em seu favor, é de fundamental importância para qualquer um que deseja se destacar no mercado atual.

Serviço 

Lançamento da obra “Café com Freud e Lacan”

Data e horário: Sábado, dia 16/09, a partir das 19h30

Endereço: Vinícola Campestre – Av. Pedroso de Morais, 1047 – Pinheiros, São Paulo – SP, 05419-001

Sobre a autora Fabiana

Graduada em psicologia pela Faculdade de Psicologia da PUC em São Paulo, Fabiana Ratti é psicanalista lacaniana e atende em consultório particular desde 1998. Fez sua formação de psicanálise pelo Instituto de Psicanálise Lacaniano e, em 2014, concluiu seu mestrado em psicologia clínica pela PUC-SP. Ao longo dos anos, em paralelo com os estudos, se dedicou à clínica, atendendo e supervisionando instituições do terceiro setor. 

Em 2019 formou a Rede de atendimento Psicanalítico Lacaniano – UNBEWUSSTE. Essa Rede dá suporte a algumas instituições e empresas, atendendo pessoas do Brasil todo, online e presencial. Fabiana Ratti oferece aulas de Freud e de Lacan que são vendidas pela plataforma sympla.com.br e tem como diferencial a didática e a simplicidade para falar de conceitos complexos. A Clínica Psicanalítica Unbewusste está abrindo vagas para Formação de Analista com leituras, supervisões, atendimentos e discussões clínicas. 

SEGREDOS DA LONGEVIDADE: descobertas revolucionárias da ciência no campo do envelhecimento

Valter Longo, reconhecido como o guru da longevidade, mostra os caminhos para viver mais e melhor, além de como reduzir fatores de risco de diversas doenças

“Somos o que comemos”. Esta expressão bastante conhecida, não significa apenas que não deveríamos comer muitas coisas prejudiciais, mas também indica que mesmo alimentos aparentemente saudáveis podem ser prejudiciais se associados de forma errada. É o que mostra o livro A Dieta da Longevidade, lançamento da Editora Cultrix, do bioquímico italiano Valter Longo, especialista no tema.  A obra promete revolucionar tudo que conhecemos sobre alimentação, prevenção, combate a doenças e envelhecimento saudável.

Na obra, o autor reconhecido internacionalmente por suas pesquisas sobre longevidade e uma das maiores autoridades mundial sobre o assunto, traz os resultados de mais de uma década de pesquisas – segundo ele, o livro é um resumo de sua “viagem” de cerca de 30 anos pelos segredos da longevidade – e detalha uma descoberta científica revolucionária que indica a alimentação como o principal pilar para prevenir e tratar doenças no século XXI.

Por meio de um texto de fácil compreensão, Longo condensa todas as suas pesquisas e explica: como diminuir a gordura abdominal, regenerar e rejuvenescer nosso corpo reprogramando as células, reduzir os fatores de risco de diversas doenças, além de apresentar os cinco pontos da dieta da longevidade: pesquisa de base sobre a longevidade, epidemiologia, estudos clínicos, estudos dos centenários e estudo dos sistemas complexos.

“ Na realidade, a “magia” não está na dieta da longevidade nem na dieta que imita o jejum (DMD – Dieta Mima-Digiuno), e sim no corpo humano, com sua extraordinária capacidade de se reparar e se regenerar. Basta entender como ativar seus mecanismos, que na maioria dos casos permanecem desligados” – Valter Longo, Ph. D. em neurobiologia

Eleito pela revista Time como uma 50 das pessoas mais influentes na área da saúde, Valter Longo destaca e explica em A Dieta da Longevidade que ao imitar o jejum dando ao corpo as calorias necessárias apenas para que ele funcione, o organismo passa a diminuir todas as atividades, até o momento em que as células danificadas “se matam”, sobrando apenas as boas. Dr. Longo define o ciclo como “consumo de lixo celular” a fim de desencadear a regeneração restauradora do corpo.

Simples de ser adotada, a dieta deve se aliar a prática antiga e comum em todas as culturas e esquecida por nossa sociedade: a dieta que imita o jejum, de modo “direcionado” e calibrado de acordo com as exigências da vida moderna. Uma dieta composta por duas ou três refeições ao dia, feitas ao longo de doze horas, e vários jejuns ao longo do ano, seguida de outros conselhos e receitas, que farão o leitor manter seu corpo saudável ou recuperá-lo de estados doentios.

Sobre o autor:

Valter Longo é Ph.D. em neurobiologia e um reconhecido bioquímico em nível internacional por suas pesquisas no campo do envelhecimento e das doenças a ele relacionadas. Conhecido como o “guru da longevidade”, citado pela revista Time como uma das cinquenta pessoas mais influentes do mundo na área da saúde. É diretor do Instituto de Longevidade da Faculdade de Gerontologia da Universidade do Sul da Califórnia, em Los Angeles e dirige o laboratório de longevidade e câncer do Instituto de Oncologia Molecular (IFOM), em Milão;

Sobre o Grupo Editorial Pensamento:

Mais que livros, inspiração!

Desde 1907, o Grupo Editorial Pensamento publica livros para um mundo em constante transformação e aposta em obras reflexivas e pioneiras. Na busca desse objetivo, construímos uma das maiores e mais tradicionais empresas editoriais do Brasil. Hoje, o Grupo é formado por quatro selos: Pensamento, Cultrix, Seoman e Jangada e possui em catálogo aproximadamente mil títulos. Ao longo de sua trajetória, o Grupo Editorial Pensamento aposta em mensagens que procuram expandir o corpo, a mente e o espírito.

Livro: A Dieta da Longevidade

Autor: Dr. Valer Longo, Ph. D.

Editora: Cultrix

Páginas: 304

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Doença de Alzheimer: O que você pode fazer agora?

Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

Estamos prolongando nossa expectativa de vida, mas será que estamos realmente melhorando nossa qualidade de vida?

O aumento da longevidade da população também está resultando em um aumento nos casos de doenças crônicas e neurodegenerativas, em especial a Doença de Alzheimer.

A Doença de Alzheimer, uma das formas mais comuns de demência, é uma condição progressiva causada pelo acúmulo das proteínas tau e beta-amilóide no cérebro. Essas proteínas deterioram as regiões e estruturas cerebrais. Quando essas proteínas não desempenham suas funções adequadamente, as sinapses, que são as conexões entre os neurônios, deixam de funcionar, resultando na morte desses neurônios devido a esse mau funcionamento.

No entanto, é possível promover a saúde cerebral ao longo da vida para retardar o aparecimento dos sintomas da Doença de Alzheimer. Nesse contexto, a adoção de hábitos saudáveis, o manejo do estresse, a alimentação adequada, a prática regular de exercícios físicos e a ginástica para o cérebro desempenham um papel crucial para desenvolver ou não a doença.

 

O que posso fazer hoje para reduzir o risco de desenvolver a Doença de Alzheimer?

Dado que a Doença de Alzheimer é uma condição multifatorial, a prevenção deve envolver diversos fatores. O primeiro passo é cuidar da saúde geral do organismo, controlando doenças crônicas como diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares e hipertensão, além de incorporar atividades físicas e uma alimentação equilibrada.

Uma vez que o corpo está saudável, é importante também monitorar de perto a função cognitiva, com a prática de ginástica para o cérebro e utilizando estratégias de treinamento cognitivo para retardar o aparecimento dos sintomas da doença. Ao estimular a neuroplasticidade cerebral, é possível desenvolver uma reserva cognitiva robusta. Essa reserva ajuda o cérebro a resistir melhor aos danos causados pelo envelhecimento ou por doenças. Além disso, ter parentes de primeiro grau com a doença não é necessariamente uma sentença, pois é possível fazer muito para fortalecer o cérebro, criando essa reserva cognitiva e antecipando-se a qualquer sintoma futuro.

Participe da 5ª edição do evento Despertando a sociedade para a saúde do cérebro

O maior evento dedicado à conscientização sobre a Doença de Alzheimer no Brasil está chegando! Não perca a 5ª edição do “Despertando a Sociedade para a Saúde do Cérebro”, que acontecerá em alusão ao mês de conscientização sobre a Doença de Alzheimer. O evento contará com palestras e a participação de diversos especialistas, tudo transmitido ao vivo pelo canal oficial do SUPERA no YouTube, aberto para todo o Brasil.

Qual a importância da alimentação no tratamento da Síndrome do Ovário Policístico?

A orientação nutricional é fundamental no tratamento dos Ovários Policísticos. Fatores que influenciam no estilo de vida, como prática de exercícios físicos, seleção dos alimentos consumidos e suplementação são fundamentais para a amenizar os sintomas

A Síndrome do Ovário Policístico (SOP) é uma complexa desordem endócrina, reprodutiva e metabólica que tem como principais sintomas a acne, excesso de pelos corporais, queda de cabelo e depressão. Complicações metabólicas importantes como a diabetes, dislipidemia, obesidade e hipertensão tem uma relação muito próxima com essa condição, por mais que ainda não haja um consenso sobre o sentido de causa e efeito.  

Para amenizar os sintomas, além de acompanhamento médico, a indicação é manter uma alimentação saudável, praticar exercício físico e ter uma rotina de sono regular. Em alguns casos, a suplementação de vitaminas e minerais também age de forma positiva no tratamento. 

O poder da alimentação no tratamento da SOP 

Carolina Sommer Mazon, Farmacêutica e Diretora Técnica da Equaliv, afirma que “a prática de exercício físico regular associada ao acompanhamento nutricional para redução calórica e adequação da alimentação podem ser determinantes no tratamento”. A profissional ressalta que a principal caracterização da SOP é o excesso de andrógenos, que induz a resistência à insulina e a hiper insulina compensatória. Uma dieta balanceada pode auxiliar no controle de andrógenos e reduzir os sintomas.  

Carolina explica que os sintomas da SOP estão diretamente relacionados ao perfil lipídico e a resistência à insulina. Por isso, “deve-se evitar alimentos muito calóricos, de alto índice glicêmico e ricos em gorduras”. 

A farmacêutica cita cinco alimentos que devem ser evitados por portadores de SOP: 

  1. Pão
  2. Massas 
  3. Biscoitos e cereais industrializados 
  4. Refrigerante 
  5. Sobremesas ricas em açúcares 

“Uma alimentação saudável, rica em antioxidantes e que promova uma microbiota mais balanceada também promove a redução do risco de desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis”, conta a profissional. Ela ressalta a importância do consumo de proteínas, alimentos ricos em fibras e optar por uma proporção maior de gorduras insaturadas em relação às saturadas.  

Assim, os seguintes alimentos contribuem no tratamento da patologia: 

  1. Frutas ricas em fibras, como as frutas vermelhas 
  2. Grãos e castanhas 
  3. Peixes e carnes magras 
  4. Carboidratos complexos e de baixo índice glicêmico, como batata, banana, arroz integral ou parboilizado, inhame e lentilha 

Suplementação de vitaminas e minerais no tratamento do SOP  

Carolina explica que a suplementação também tem um papel importante no tratamento. Ela cita alguns suplementos e vitaminas que podem auxiliar nos sintomas da SOP: 

  1. Magnésio Inositol: É favorável no controle de distúrbios metabólicos, visto que é essencial em patologias como diabetes, distúrbios neurológicos (depressão), doenças cardiovasculares e hipertensão, que são sintomas da SOP. 
  2. Vitamina D: Especialmente para aquelas que desejam engravidar e tem o diagnóstico de SOP, a sua suplementação pode ser uma estratégia importante a ser considerada junto aos especialistas que acompanham o paciente. A vitamina D tem efeito anti-inflamatório e de redução do hormônio anti-mulleriano, que é secretado pelos folículos em desenvolvimento e cujo excesso está relacionado à Síndrome dos Ovários Policísticos. 
  3. N-acetilcisteína (NAC): Estudos demonstraram redução considerável nos níveis de andrógenos e de testosterona e em pessoas com SOP, além de um aumento na sensibilidade periférica à insulina. 
  4. Ômega 3: Está associado a melhhttps://www.lojaequaliv.com.br/omega-3-120-capsulas—equaliv/pora da sensibilidade a insulina, principalmente em estados de eutrofia ou excesso de peso, que é um sintoma da Síndrome dos Ovários Policísticos. Além disso, o Ômega 3 possui papel importante na redução do estresse oxidativo e regulação da expressão gênica anormal em pacientes com SOP, auxiliando em parâmetros reprodutivos. 

Durma bem 

Outro ponto importante no tratamento da SOP é o sono.  Por ser uma patologia associada a distúrbios endócrinos, existe uma associação à alteração do ciclo circadiano. Por isso, pacientes podem vivenciar alterações na duração ou no início do sono, dificuldades em manter ou acordar e apneias obstrutivas. Esses sintomas possuem associação com o hiperandrogenismo e excesso de peso causados pelo aumento da testosterona. Todos estes fatores contribuem na alteração do humor, bem-estar, atenção e desempenho nas funções do dia a dia.  

Carolina destaca que “o equilíbrio ou a perda de peso tem um papel fundamental no controle dos distúrbios metabólicos. Sendo assim, a prática de atividades físicas associadas ao acompanhamento nutricional pode ser determinante no tratamento”. 

A farmacêutica explica a importância de um controle rigoroso de hábito de vida saudável, o que exige o acompanhamento de profissionais capacitados, com um time multidisciplinar que envolva ginecologista, endocrinologista, neurologista, nutricionista e psicólogo.  

Através da loja virtual da Equaliv, é possível adquirir os suplementos com praticidade e recebê-los no conforto da sua casa: https://www.lojaequaliv.com.br/. 

Sobre a Equaliv 

Equaliv é uma marca de suplementos com foco na melhora da qualidade de vida e bem-estar que faz parte do grupo farmacêutico Althaia, fundada no ano de 2010 com crescente representatividade no mercado de saúde. A empresa desenvolve, produz e comercializa as opções mais modernas existentes no mercado a um preço justo e com qualidade. Alta tecnologia e rígidos padrões de qualidade são características diferenciais da empresa que traz a excelência de seus processos para o mercado de nutracêuticos, em busca do mais moderno desenvolvimento.

Inteligência artificial na saúde: parceria entre setor público e privado leva tecnologia de ponta ao SUS para acelerar diagnósticos e detectar emergências

Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

A inteligência artificial está presente em nossas vidas há muito tempo, e o setor que mais tem recebido investimentos neste sentido ultimamente é o da saúde. Em muitos países, entre eles o Brasil, a digitalização da saúde já vai muito além da telemedicina, com a IA sendo utilizada para aumentar a velocidade e a precisão de diagnósticos e triagens, como na detecção de tumores e lesões, no desenvolvimento de novos medicamentos e tratamentos personalizados para os pacientes. Os projetos de pesquisa, desenvolvimento e lançamento de novas tecnologias com funções cada vez mais avançadas para a área da saúde estão a todo vapor.

A transformação digital está revolucionando a rotina dos hospitais e unidades de saúde, oferecendo mais possibilidades aos profissionais e muito mais bem-estar aos pacientes e familiares. A tecnologia da informação leva mais praticidade e facilidade à gestão dos hospitais e clínicas, colocando à disposição dos gestores todas as informações necessárias para as tomadas de decisão.

Segundo o relatório Artificial intelligence index report 2022[1] da Universidade Stanford, no mundo todo foram investidos US$ 11,3 bilhões em pesquisa e inovação com inteligência artificial para a saúde em 2021 pelo setor privado, 40% a mais que no ano anterior. Nos últimos cinco anos, foram US$ 28,9 bilhões investidos, colocando o setor de saúde como o principal foco de investimentos privados em IA, superando setores mais tradicionais no uso de tecnologia da informação, como o financeiro e o varejo.

No mesmo sentido, um estudo recém-divulgado pela Market Research Future[2] prevê que o mercado de inteligência artificial deve superar os 12 bilhões de dólares até 2030, com crescimento anual acima de 50%.

Nos EUA, a Microsoft anunciou recentemente um programa de pesquisa clínica que utilizará a inteligência artificial para diagnosticar e tratar o câncer de pâncreas com mais eficácia. O programa vai empregar a tecnologia da empresa para analisar uma grande quantidade de dados de pacientes para desenvolver planos de tratamentos personalizados, de acordo com as necessidades de cada paciente.

E o Brasil também está incluído nesta revolução tecnológica da saúde, inclusive com atendimento gratuito pelo SUS. Um exemplo é o algoritmo de detecção de sangramento intracraniano, desenvolvido por uma empresa israelense, que é oferecido a alguns hospitais públicos de São Paulo e Goiás pela FIDI, instituição sem fins lucrativos fundada em 1986 por médicos professores integrantes do Departamento de Diagnóstico por Imagem da Escola Paulista de Medicina, atual Universidade Federal de São Paulo (DDI-UNIFESP), para promover o desenvolvimento científico e acadêmico.

O software utiliza um algoritmo de inteligência artificial para analisar e identificar padrões de imagem em tomografias computadorizadas que possam sugerir quadros graves, como o AVC hemorrágico. Desta forma, o médico pode analisar mais rapidamente os exames realizados e notificar uma possível emergência, permitindo que pacientes subam na fila de atendimento automaticamente, tendo um tratamento mais rápido em um momento em que cada segundo pode fazer a diferença.

A fundação ainda oferece aos hospitais o command center – uma central técnica associada a uma plataforma digital que possibilita a realização de exames de tomografia computadorizada e ressonância magnética a distância, em tempo real. Com esta tecnologia, a operação do equipamento na sala de exames é monitorada por uma equipe remota de tecnólogos em radiologia, que controlam de forma automatizada a execução dos exames. A tecnologia promove benefícios como redução dos custos, aumento da qualidade dos exames, mais rapidez e praticidade, menor exposição de colaboradores à radiação, redução no índice de reconvocação de pacientes, cobertura de folgas e ausências, entre outras vantagens.

Esta parceria é também exemplo de sucesso no trabalho conjunto entre as esferas pública e privada, sendo responsável por cerca de 12% de todos os exames de imagem realizados gratuitamente pelo SUS em todo o país.

Com a tecnologia e a expertise do atendimento na rede pública, instituições deste tipo passam a ser também uma opção para hospitais e clínicas particulares otimizarem seus centros de exames de imagem, reduzindo custos e maximizando as receitas.

Uma questão que não pode deixar de ser levantada é a do custeio do desenvolvimento e implementação da inteligência artificial. Nos Estados Unidos, a agência regulatória FDA já aprovou mais de 500 algoritmos para utilização na área da saúde, sendo 396 deles para a radiologia, mas o ritmo de adoção e implementação destas tecnologias é muito mais lento. Isso acontece principalmente porque os hospitais e clínicas precisam saber a relação custo-benefício das inovações, quanto elas vão economizar, qual será o ganho de produtividade e os benefícios para os clientes. Caso contrário, é muito difícil convencer os tomadores de decisão a realizar investimentos em uma área que já é bem atendida pelos profissionais sem a assistência de novas tecnologias.

O ponto principal nesse sentido é cada instituição encontrar as ferramentas certas de inteligência artificial e a melhor proposta de valor para suas necessidades. No exemplo da radiologia, a inteligência artificial pode ser utilizada para fazer uma triagem entre casos mais simples e mais complexos, além de detectar anormalidades que passariam despercebidas pelo olho humano, o que pode aumentar a eficiência da análise por parte dos profissionais de radiologia, que podem dedicar mais tempo aos casos mais complexos. A IA não pode ser apenas custo, precisa ser parte da solução.

Um hospital é um empreendimento complexo, cheio de variáveis, onde o tempo é sempre crucial, e seu funcionamento diário traz situações que precisam ser compreendidas, controladas e resolvidas rapidamente. Com a inteligência artificial, é possível ter uma visão geral dos diversos setores e processos e oferecer respostas rápidas e efetivas a situações como controle de acesso, engajamento de pacientes, automação de processos, gestão de leitos, sinergia entre os núcleos, logística e muitos outras.

Quando a tecnologia é utilizada para promover a saúde, e a união de esforços entre as esferas pública e privada faz com que esta tecnologia chegue até a população que mais precisa, quem ganha é a sociedade como um todo. 

* Simone Vicente Reis é CEO da FIDI – Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem, organização social de saúde filantrópica que preza pela excelência e pelo atendimento humanizado, sendo referência em soluções para diagnóstico por imagem, com tecnologia de última geração e equipe altamente qualificada. 

Referências 

[1] – Disponível em: <https://aiindex.stanford.edu/wp-content/uploads/2022/03/2022-AI-Index-Report_Master.pdf> 

[2] – Disponível (em inglês) em: <https://www.marketresearchfuture.com/reports/healthcare-artificial-intelligence-market-5681>