Mercado de cosméticos abre 6,3 milhões de vagas no Brasil

O setor de cosméticos no Brasil atravessa um momento de expansão, impulsionado pelo aumento da demanda interna, pelos avanços tecnológicos e pela diversificação de produtos. Esse movimento tem refletido diretamente no mercado de trabalho, com a abertura de milhões de vagas e a valorização de profissionais qualificados, especialmente na área farmacêutica. 

 

Indústria de cosméticos movimenta US$ 27 bilhões e gera milhões de vagas

 

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC) e a plataforma Statista, o setor movimentou US$ 27 bilhões em 2024 e tem previsão de atingir US$ 32 bilhões até 2027. A taxa média de crescimento anual estimada é de 4,55%, ritmo que tonifica a indústria como uma das mais fortes do país em geração de empregos.

 

Esse desempenho coloca o Brasil como o quarto maior mercado consumidor de cosméticos do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, da China e do Japão. Só em 2024 foram 6,3 milhões de empregos diretos e indiretos criados no setor, um avanço de 3,6% em relação ao ano anterior. Além da forte presença no varejo, a expansão também se reflete em áreas técnicas, científicas e regulatórias.

 

Com essa evolução, empresas de diferentes portes têm ampliado seus quadros de funcionários, especialmente em funções ligadas a desenvolvimento de produtos, controle de qualidade e pesquisa científica. A combinação entre crescimento de mercado e demanda por inovação vem criando novas oportunidades de trabalho qualificado.

 

Contratações de farmacêuticos e cosmetólogos crescem quase 19%

 

Entre julho de 2023 e junho de 2024, as contratações formais no segmento de farmácia e cosméticos cresceram 18,89%, segundo dados do Caged. A expansão está diretamente relacionada à necessidade de profissionais com formação técnica e científica para atender ao ritmo de inovação da indústria de cosméticos.

 

Farmacêuticos têm ocupado posições estratégicas no setor. As funções incluem pesquisa de matérias-primas, desenvolvimento de formulações, controle de qualidade e acompanhamento de processos industriais. Também ganham espaço os profissionais responsáveis por testes de eficácia, estudos de estabilidade e adequação dos produtos às exigências sanitárias.

 

A remuneração inicial varia, em média, entre R$ 3.000 e R$ 5.000, com possibilidade de crescimento, conforme o nível de especialização e a experiência profissional. Cargos voltados a pesquisa, desenvolvimento e regulamentação costumam apresentar salários mais altos. Além de laboratórios e fábricas, há também espaço em consultorias técnicas e órgãos públicos.

 

O aumento das contratações sinaliza um mercado aquecido para quem busca ingressar ou se consolidar nessa área. O setor tem atraído cada vez mais profissionais interessados em unir ciência, tecnologia e inovação com um mercado de consumo em expansão.

 

Principais áreas de atuação para profissionais formados

 

As oportunidades para farmacêuticos na indústria de cosméticos vão além da produção em larga escala. Uma das principais frentes é o desenvolvimento e o registro de novos produtos, etapa que exige conhecimento técnico e atenção rigorosa. Também se destacam as funções relacionadas ao controle e à garantia de qualidade, fundamentais para manter padrões elevados de segurança e eficácia.

 

Outras áreas em crescimento envolvem estudos de estabilidade, testes clínicos e análise de desempenho dos produtos. Há ainda uma demanda expressiva por profissionais especializados em armazenamento e transporte, além de assuntos regulatórios com a Anvisa.

 

Para quem concluiu a faculdade de farmácia, esse cenário representa uma das portas de entrada mais sólidas no mercado de trabalho. A indústria de cosméticos tem se mostrado uma das áreas mais receptivas para novos profissionais, com boas perspectivas de crescimento e remuneração competitiva.

 

Além disso, trata-se de um campo em constante transformação, induzido por inovações tecnológicas e pela busca por produtos mais sustentáveis e personalizados. O vínculo entre ciência e mercado tem se fortalecido, criando espaço para profissionais que aliam conhecimento técnico e visão estratégica.

 

O fortalecimento do mercado de cosméticos no Brasil está diretamente ligado ao investimento em inovação e formação de profissionais qualificados. O setor movimenta cifras expressivas e tem se tornado um dos principais empregadores do país, com espaço para farmacêuticos em diferentes etapas da cadeia produtiva.

 

A indústria de cosméticos vem se firmando como uma ótima oportunidade para quem busca carreiras técnicas e científicas, ajudando a fortalecer a economia e incentivando a pesquisa no país. 

Mercado de smartphones seminovos cresce no Brasil e se consolida como alternativa aos lançamentos

Os altos preços dos eletrônicos têm feito muitos brasileiros repensarem a forma de consumir tecnologia. Comprar o celular do momento, para muita gente, virou quase um luxo. Nesse novo cenário, o mercado de smartphones seminovos começa a ocupar o espaço que antes pertencia aos lançamentos: o de oferecer inovação, mas com os pés no chão do orçamento.

 

De acordo com levantamento do Buscapé, os celulares ficaram 36% mais caros em 2025. A valorização do dólar, os custos de importação e o avanço das tecnologias embarcadas empurraram os preços para cima. O resultado foi imediato: consumidores passaram a procurar saídas mais acessíveis, e os aparelhos de segunda mão se transformaram em protagonistas de um mercado em plena expansão.

 

Alta nos preços de lançamentos impulsiona busca por smartphones seminovos

 

Em um mundo em que os lançamentos custam quase o mesmo que uma viagem internacional, muitos brasileiros descobriram que não é preciso pagar caro para ter qualidade. Modelos lançados há dois ou três anos continuam cumprindo bem o papel no dia a dia, abrem aplicativos rapidamente, fazem boas fotos e rodam vídeos em alta resolução sem engasgar.

 

Um levantamento da Trocafone mostrou que o iPhone 11 foi o smartphone usado mais vendido do Brasil em 2024, o que confirma a preferência por aparelhos de gerações anteriores, ainda potentes, mas com custo mais acessível.

 

Nas lojas especializadas e nas plataformas de revenda, esse movimento é visível. O consumidor médio percebe que pode ter um bom celular sem gastar o equivalente a um salário inteiro. É uma mudança de mentalidade: tecnologia boa não precisa vir lacrada na caixa.

 

Economia e sustentabilidade fortalecem o mercado de usados

 

O interesse pelos celulares usados não se resume ao bolso. Cada vez mais, a escolha passa também pela consciência ambiental. Comprar um aparelho seminovo é, de certa forma, dar uma segunda vida a um objeto que ainda tem muito a entregar. É um pequeno gesto que ajuda a reduzir o descarte de lixo eletrônico e a fortalecer a chamada economia circular, em que tudo é reaproveitado por mais tempo.

 

A profissionalização das empresas de revenda tem impulsionado ainda mais esse movimento. Hoje, é possível encontrar lojas que oferecem garantia, certificação de procedência e testes de qualidade, o que aumenta a segurança e a confiança de quem compra.

 

Entre os modelos mais procurados, está o iPhone 13, que se tornou símbolo desse equilíbrio entre desempenho e preço. Mesmo sem ser o mais novo do mercado, o aparelho segue atual, com bons recursos e aceitação sólida entre revendedores. Para muitos consumidores, representa o meio-termo ideal: tecnologia moderna sem o susto do valor no boleto.

 

O que considerar antes de comprar um celular seminovo

 

A compra de um seminovo, no entanto, exige atenção a alguns detalhes. Antes de fechar negócio, é importante:

 

  • verificar a procedência e o número de IMEI;
  • checar o estado da bateria e dos componentes, como tela e câmeras;
  • confirmar se há nota fiscal ou garantia de revenda;
  • dar preferência a lojas e sites especializados, que façam testes de qualidade.

 

Esses cuidados simples ajudam a evitar dores de cabeça e garantem uma compra segura.

 

O crescimento do mercado de smartphones seminovos mostra que o brasileiro está mais atento à relação entre custo, qualidade e sustentabilidade. Com os lançamentos cada vez mais caros, comprar um celular de segunda mão deixou de ser um plano B. Hoje, é uma escolha inteligente para quem quer continuar conectado, sem perder o equilíbrio entre bolso e consciência.

Como as fintechs estão promovendo a mudança do setor financeiro

Atualmente, existem empresas que unem tecnologia e serviços financeiros que têm revolucionado o setor financeiro global. Com origem nos anos 90, as fintechs vêm ganhando cada vez mais destaque, principalmente após a crise financeira de 2008. Por oferecer alternativas inovadoras aos serviços bancários tradicionais.

Com esse crescimento exponencial, as fintechs têm impulsionado o setor financeiro com avanços tecnológicos. Gerando uma crescente demanda por parte dos usuários de soluções cada vez mais ágeis e personalizadas.

Quais são os impactos das fintechs no setor financeiro?

Inovação e competitividade

Com produtos e serviços cada vez mais inovadores e acessíveis, como processos integrados a blockchain e IA, as fintechs fizeram com que os bancos tradicionais fossem obrigados a se atualizar. Isso aconteceu porque essas inovações geraram mais eficiência e transparência de transações financeiras, o que acabou caindo no gosto do grande público.

Inclusão financeira

Através de serviços digitais mais acessíveis, as fintechs conseguiram ampliar o acesso de grande parte do público a diversos produtos financeiros, que anteriormente eram nichados em somente algumas parcelas da população. 

Com isso, houve uma democratização de serviços bancários e um crescimento na demanda, forçando as grandes instituições a se adaptarem novamente para permanecerem relevantes em um mercado cada vez mais competitivo.

Personalização

Ao integrar análise de dados e machine learning, as fintechs conseguiram oferecer um atendimento personalizado e que atende às necessidades de cada cliente. Isso gerou uma alta na satisfação com os serviços por parte dos usuários, além de aumento na fidelização de clientes. 

Quais são as tendências para o futuro?

Inteligência artificial integrada

A combinação de IA e Open Finance era somente uma questão de tempo. Essa junção promete revolucionar a oferta de serviços, já que, com os dados compartilhados entre as instituições financeiras, é possível ter uma análise preditiva e recomendar produtos que melhor se adequem à realidade do cliente.

Expansão a nível mundial

Diversas fintechs têm se interessado cada vez mais por mercados emergentes. Entre eles, estão América Latina, Ásia e África, que possuem uma gama nova de clientes e uma boa chance para que essas instituições consigam diversificar suas operações.

Parcerias estratégicas

Com o tempo, as fintechs, os bancos tradicionais e as empresas de tecnologia tendem a firmar mais parcerias. Isso é motivado pela combinação de expertise e infraestrutura dessas companhias. O que permite a oferta de soluções financeiras completas por parte dessas novas instituições, focadas na integração de tecnologia com inovação.

Qual é o papel do assessor de investimentos nesse novo cenário?

No meio dessa revolução do setor financeiro, o assessor de investimentos pode ser de extrema importância. Isso porque, com cada vez mais opções de produtos, muitos deles até complexos, uma orientação especializada é essencial para gerar uma tomada de decisão informada e alinhada com os objetivos financeiros de cada investidor.

Um ponto importante é que, com a tecnologia, a atuação desses profissionais tem sido cada vez mais assertiva, já que ela permite realizar análises mais personalizadas para cada cliente. Isso gera um serviço mais qualificado e até mesmo permite o fortalecimento do relacionamento com os clientes.

Em suma, é possível dizer que as fintechs estão promovendo uma mudança radical no setor financeiro. Ao oferecer produtos e serviços mais inovadores, os bancos tradicionais têm corrido atrás do prejuízo para se manterem relevantes em um mercado cada vez mais exigente.

Apostas esportivas são uma exceção à regra de “a casa sempre vence”

De acordo com Ricardo Santos, fundador da Fulltrader Sports, esse conceito é mais aplicado ao universo dos cassinos, onde as chances de ganhos são verdadeiramente mínimas

A frase “a casa sempre vence” é um mantra associado a cassinos e jogos de azar, sugerindo que os estabelecimentos estão destinados a lucrar, independentemente do resultado para os jogadores. No entanto, quando se trata de apostas esportivas, essa premissa não se aplica da mesma forma. 

Esse conceito é considerado ultrapassado e é mais associado aos cassinos tradicionais, onde os jogos são projetados para favorecer a casa a longo prazo. Roletas e caça-níqueis, por exemplo, são baseados puramente na sorte e nas probabilidades matemáticas que costumam favorecer o estabelecimento.

De acordo com Ricardo Santos, cientista de dados especialista em análise estatística para apostas esportivas em Futebol e fundador da Fulltrader Sports, empresa líder da América Latina em Softwares Saas para Público Final de Trade Esportivo, apostar em eventos esportivos é um campo único, onde os resultados não estão nas mãos das casas. “O desfecho é determinado pelo desempenho real dos times ou atletas em um evento esportivo. Os sites de apostas atuam com o papel de intermediários, facilitando as operações para qualquer pessoa”, revela. 

O especialista aponta que as casas de apostas têm uma margem embutida nas probabilidades que oferecem. “Ao ajustar as odds para refletir as percepções do público em relação a um determinado evento esportivo, as casas de apostas garantem que, em média, elas obtenham um lucro, independentemente do resultado. No entanto, os estabelecimentos não têm controle sobre o que acontece nos jogos e, portanto, o sucesso ou fracasso em um evento não está diretamente relacionado à vitória ou derrota de seus clientes”, pontua.

Ao contrário dos jogos de cassino, as apostas esportivas envolvem habilidades e estratégias, onde os apostadores podem analisar estatísticas, lesões de jogadores, condições climáticas e muitos outros fatores para tomar decisões informadas ao fazer uma aposta. “Aqueles que investem tempo e esforço em pesquisa e análise, têm a oportunidade de superar as expectativas e alcançar resultados extraordinários”, declara o analista.

É importante compreender, no entanto, que embora seja possível obter sucesso nas apostas esportivas, não existem garantias de lucro. “A gestão adequada, a compreensão e a moderação das probabilidades são essenciais para minimizar os riscos. Com a abordagem certa, é possível ter uma participação emocionante e lucrativa no mundo dos esportes tradicionais e eletrônicos”, finaliza.

*Ricardo Santos é cientista de dados especialista em análise estatística para apostas esportivas em Futebol e fundador da Fulltrader Sports, empresa líder da América Latina em Softwares Saas para Público Final de Trade Esportivo. Também atua como trader em Probabilidades de Futebol há 12 anos.