Gírias Baianas

Gírias Baianas

Gírias Baianas
Colé, meu bródi! Olá, amigo.
Colé, misera! Olá, amigo.
Tô em água!
Estou bêbado.
Colé, men! Olá, amigo.
Diga aê, disgraça! Olá, amigo.
Digái, negão! Olá, amigo. (independente da cor do amigo)
E aí, viado! Olá, amigo. (independente da opção sexual do amigo)
E aê, meu rei!? Olá amigo.
Ô, véi! Olá amigo.
Diga, mô pai! Oi para você também, amigo!
ÊA! Olá, amigo.
Colé de mêrmo? Como vai você?
É niuma, miserê Sem problemas, amigo.
Relaxe mô fiu Sem problemas, amigo.
Cê tá ligado qui cê é minha corrente, né vei? Você sabe que é meu bom amigo, não é?
Bó pu regui, negão? Vamos para a festa, amigo?
Aí cê me quebra, né bacana Aí você me prejudica, não é meu amigo?
Aooonde! Não mesmo!
Vô quexá aquela pirigueti Vou paquerar aquela garota.
Vô cumê água Vou beber (álcool).
Colé de mermo? O que é que você quer mesmo? (Caso notável de compactação!)
Eu tô ligado que cê tá ligado na de colé de merma Estou ciente do seu conhecimento a respeito do assunto.
O brother tirou uma onda da porra. O cara se achou.
Tá me tirando de otário é? Está me fazendo de bobo?
Tá me comediando é? Está me fazendo de bobo?
Se plante! Fique na sua.
Se bote ae, vá! Chamada ao combate físico
Eu me saí logo Eu evitei a situação.
Shhh… Ai, mainhaaa Até hoje não se sabe a tradução. Sabe-se apenas que nas músicas de pagode, o vocalista está excitado com sua respectiva amante.
Oxe! Todo baiano usa essa expressão para tudo, mas um forasteiro nunca acerta quando usa.
Lá ele! ou Lá nele Eu não, sai fora, ou qualquer outra situação da qual a pessoa queira se livrar ou passar para outro.
Lasquei em banda! meteu sem dó nem pena.
Biriba nela mô pai Manda ver! (no sentido sexual da coisa)
Ó paí ó Olhe para aí, olhe!
Essa expressão foi utilizada pela primeira vez pelo capitão português Manoel da Padaria a frente da Nau Bolseta, que por infortúnio (leia-se burrice) perdeu-se da frota portuguesa no caminho para as índias e veio parar na Bahia. Desde então foi resgatada pelo povo baiano, assíduo leitor de Camões, já que trata-se de um texto apócrifo dOs Lusíadas, que nem os portugueses sabiam (Nenhum jamais concluiu a leitura do clássico). É muito usada por aqui, tanto que virou filme, peça teatral, música, marca de refrigerante, água de coco, barzinho, cerveja, igreja….
Num tô comeno reggae! Não estar acreditando ou dando muita importância.
Num tô comeno reggae de (fulano)! Não estar com medo de provocação/ameaça de (fulano)
Tome na seqüência misêre Tomar o troco de algo ruim que vc fez
Eu quero prova e R$ 1,00 de Big-Big! Não acreditar. O Big-Big é um chiclete muito valorizado por pessoas de todas as classes.
Sai do chão! Frase típica e predileta das bandas de axé. O intuito da mesma é de que indivíduo se agite e curta o som tocado em questão.
Rumaláporra! Agir violentamente contra alguém ou algo.
Picá a porra! Agir violentamente contra alguém ou algo.
Rumaládisgraça Agir violentamente contra alguém ou algo.
ei, ó o auê aí ô tida como unica frase universal a utilizar apenas vogais e ter sentido completo, significa parem de baderna.
Bó batê o baba Chamar os amigos para uma partida de futebol
Bó pro reggae Chamar os amigos para a balada
Salvador é também conhecida por ser uma cidade cujo dialeto deu um LAR aos mais diversos impropérios do cancioneiro popular local
Possivelmente você um dia já foi convidado a visitar A casa da porra, a casa do caralho, a casa da desgraça!
Aqui também existe a Casa de Noca que ninguém sabe onde fica, mas sabe-se que lá sempre o couro come.

via https://perdidoemsalvador.wordpress.com/

Conheça mais sobre as fascinantes gírias baianas e mergulhe na riqueza cultural desse estado encantador! 😊 Qual expressão você mais gostou? Conte para nós nos comentários abaixo! 👇 #GíriasBaianas #CulturaBaiana #Bahia

Livro infantojuvenil retrata resistência quilombola e liderança feminina no Brasil

Foto: Reprodução

Historiadora e psicopedagoga, Patrícia Rodrigues Augusto Carra narra a trajetória de uma jovem que se reconecta com a memória ancestral de sua comunidade ao lutar pelos direitos da população

Maria Flor é um livro infantojuvenil sobre ancestralidade e resistência dos quilombolas no Brasil. Escrita pela doutora em Educação, historiadora, psicopedagoga, pesquisadora e professora, Patrícia Rodrigues Augusto Carra, a obra narra a trajetória de uma jovem advogada que volta à sua comunidade para defender os direitos da população.

Neste retorno, ela se conecta com o passado da família, composta por líderes femininas responsáveis pelo sustento da Comunidade Café dos Livres. A mãe, Simplícia, cultivava flores junto com outras mulheres, que também mantinham uma produção sustentável de café e arroz. A partir de uma linguagem simples e didática, o texto percorre uma linha histórica sobre o Brasil desde o período da colonização até os dias atuais.

Simplícia contava histórias dos seus antepassados nas rodas de conversa da família, mas especialmente e com mais detalhes, nos momentos em que se detinha a trançar sem pressa os cabelos da filha: um misto de arte e de carinho. A Comunidade Café dos Livres, no cerrado mineiro, tinha as suas origens nos tempos em que a escravidão era, ainda, legalizada no Brasil. Seus fundadores eram pessoas escravizadas que conseguiam fugir do destino que parecia estar traçado. (Maria Flor, pg. 4)

Com o apoio de ilustrações de Vanessa Martinelli, psicóloga e ilustradora de produções infantojuvenis, os jovens aprendem sobre as comunidades quilombolas antes e depois da Lei Áurea e percebem a importância do protagonismo feminino para o enfrentamento dos desafios sociais. A obra, entretanto, não se restringe à história: também aborda o valor do afeto familiar e o incentivo à educação desde cedo.

Maria Flor é resultado de anos de experiência da autora com o ensino básico e faz parte do projeto Histori-se, uma revista on-line criada por Patrícia Carra para divulgar produções de mulheres. Na plataforma, o texto do livro está disponível gratuitamente em formato digital para que todos possam conhecer sobre as comunidades remanescentes dos quilombos.

Ficha Técnica
Título: Maria Flor
Autora: Patrícia Rodrigues Augusto Carra
Editora: Histori-se
ISBN: 978-65-00-55238-6
Páginas: 20
Preço: R$ 53,25
Onde comprar: AMAZON

Sobre a autora: Doutora em Educação, psicopedagoga, historiadora e pesquisadora, Patrícia Rodrigues Augusto Carra atuou por décadas como professora do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico. Aposentada desde 2020, retomou o contato com o trabalho pedagógico por meio da fundação do Histori-se, revista digital com publicações mensais de conteúdos produzidos por mulheres. Estreou na literatura com o livro infantil “Maria Flor” e tem outros contos publicados. Nasceu em Manhumirim, em Minas Gerais, e mora em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Escritoterapia para cura de feridas emocionais

Graziela Barduco lança “Minhas Curvas de Estimação” e “O Machista e a Cordelista” para refletir sobre machismo, autoestima e padrões de beleza por meio de versos

Os cordéis Minhas Curvas de Estimação e O Machista e a Cordelista versam sobre experiências comuns às mulheres na sociedade contemporânea: o machismo presente nas relações, a gordofobia e a necessidade de se encaixar nos padrões são temas tratados por Graziela Barduco. Cordelista, mestre em Artes da Cena e pesquisadora sobre cultura popular brasileira, a autora leva os debates do universo feminino para os tradicionais folhetos literários. 

Todos os poemas tratam sobre vivências pessoais da escritora. Em Minhas Curvas de Estimação, mostra como falas preconceituosas contra seu corpo afetaram a autoestima desde a infância. Por crescer com problemas como anorexia e depressão, precisou aos poucos se reconciliar com a própria imagem. Já O Machista e a Cordelista exemplifica a dificuldade de o homem manter uma relação de amizade, respeito e confiança com a mulher, sem envolver interesses amorosos. 

Tudo isso me enoja 
Eu não posso permitir 
Que me ditem estas regras 
Que me digam como agir 
Eu não vou ser uma tábua 
Sou curvas pra resistir. 
(Minhas Curvas de Estimação, pg. 16) 

utiliza a crítica social, uma das principais características do cordel, para abordar assuntos atuais por meio de uma perspectiva feminista. Com o apoio das xilogravuras de Kelmara Castro, o intuito da escritora é tornar os folhetos uma mensagem de libertação, empoderamento e enfrentamento contra os preconceitos. 

Integrante do Teodoras do Cordel, coletivo com objetivo de fortalecer o trabalho das cordelistas e preservar esta manifestação cultural em São Paulo, a pesquisadora também escreve para curar as próprias feridas. Ela afirma: “nestes textos, toco em assuntos delicados que, para mim, são como um grito de libertação, embora seja como a exposição de uma ferida aberta e purulenta, que começou a secar. São histórias reais, escritas para que eu pudesse, por fim, seguir em frente”. 

Ficha Técnica 
Título: Minhas Curvas de Estimação | O Machista e a Cordelista 
Autora: Graziela Barduco 
ISBN: 978-65-84946-38-5 | 978-65-84946-37-8 
Páginas: 25 | 26 
Preço: R$ 12 
Onde comprar: Site de vendas da autora 

Sobre a autora: Escritora, cordelista, atriz, mestre em Artes da Cena e pesquisadora sobre cultura popular brasileira, Graziela Barduco é autora dos livros “Na Rima da Menina”, “Lutei Contra 100 Leões – Todos os 100 eram Jumentos”, “A Menina e o Pé”, “O Sapinho e o Bumbum” e “Sutil Leveza – O que na alma pesou, em verso se libertou”. É integrante dos coletivos Teodoras do Cordel e Mulherio das Letras, com foco na produção literária de mulheres.

PUCRS homenageia Martinho da Vila com o Mérito Cultural

Foto: Reprodução

Em novembro, artista traz a Porto Alegre o Concerto Negra Ópera

Martinho da Vila atua há mais de 50 anos no fortalecimento da cultura nacional, abraçando causas e temáticas sociais e fazendo música para todo mundo cantar, dançar e sambar. A honraria Mérito Cultural, que simboliza o reconhecimento da instituição a uma personalidade do meio artístico, será entregue em um show especial realizado em meio às comemorações de 75 anos da PUCRS, no dia 22 de novembro (quarta-feira), às 21h, no Salão de Atos Ir. Norberto Rauch. 

Os ingressos já podem ser adquiridos no site e aplicativo Guichê Web ou no Campus da PUCRS (Av. Ipiranga, 6681 – Prédio 15, Saguão do Living 360º, em frente à PUCRS Store), de segunda a sexta-feira, das 9h às 13h e das 14h às 19h. 

O Concerto Negra Ópera, inspirado no álbum que Martinho da Vila lançou em maio deste ano, promove a união de música popular e erudita, com referências da cultura afro-brasileira e tratamento orquestral ao repertório. É baseado no livro Ópera Negra, escrito pelo artista a partir da obra Pelléas et Mélisande, de Debussy. Em estrutura, o show se assemelha a uma ópera: apresenta abertura instrumental e divisão em três atos. As músicas abordam questões como a negritude, os conflitos da vida na favela, as rodas de capoeira e os pontos de umbanda e candomblé.  

A cada ano, o Mérito Cultural PUCRS é atribuído a uma personalidade do meio artístico cuja carreira seja marcada pela defesa da cultura enquanto instrumento de humanização e educação. O Mérito já homenageou Fernanda Montenegro (2018), Maria Bethânia (2019), Lima Duarte (2020), Alcione (2021) e Alceu Valença (2022).  

Uma trajetória feita no compasso do samba 

Martinho da Vila nasceu em Duas Barras, no Rio de Janeiro, em 12 de fevereiro de 1938. A partir de 1965, passou a se dedicar de corpo e alma à Escola de Samba Unidos de Vila Isabel: compôs grande parte dos sambas-enredo consagrados e colaborou para a criação de temas de inúmeros desfiles. Surgiu para o grande público no III Festival da Record, em 1967, quando apresentou o partido alto Menina Moça. No ano seguinte, na quarta edição do mesmo festival, lançou seu primeiro sucesso, o clássico Casa de Bamba, seguido de O Pequeno Burguês. 

Nacionalmente conhecido como sambista, o artista é um legítimo representante da Música Popular Brasileira (MPB), com várias composições gravadas por cantores e cantoras de diversas vertentes musicais. Ao longo de sua trajetória, lançou mais de 20 livros, ultrapassou o marco de 50 álbuns e acumulou inúmeros prêmios e títulos, entre os quais figura agora o Mérito Cultural PUCRS 2023.   

Serviço: 

O quê: Mérito Cultural | Martinho da Vila: Concerto Negra Ópera 

Data: 22 de novembro (quarta-feira) 

Horário: 21h 

Local: Salão de Atos da PUCRS 

Ingressos: Site e aplicativo Guichê Web ou no Campus da PUCRS (Av. Ipiranga, 6681 – Prédio 15, Saguão do Living 360º, em frente à PUCRS Store), de segunda a sexta-feira, das 9h às 13h e das 14h às 19h. 

Luto por suicídio e posvenção – A outra margem

Foto: Reprodução

A obra discorre sobre a sensação de estar à deriva para quem se depara com a situação de luto após um suicídio, vivendo um misto de sentimentos ambíguos. Como especialista referência em suicidologia no Brasil, Karina Okajima Fukumitsu trata agora do reconhecimento dos impactos disso na saúde existencial de quem fica.

Diante dos cuidados com pessoas em luto por suicídio são recorrentes os depoimentos de vergonha, culpa e raiva, entre outros sentimentos turbulentos. Dedicada a se aprofundar nos estudos sobre esse processo e na trajetória da posvenção, a suicidologista Karina Okajima Fukumitsu registrou suas experiências de mais de 30 anos lidando com pesquisas das especificidades dessa vivência no livro Luto por suicídio e posvenção – A outra margem, (136 p., R$ 56,10 – Summus Editorial).

É fato que o suicídio afronta a estabilidade emocional de forma singular e a travessia desse momento requer esforço sobremaneira da pessoa em luto nessas circunstâncias. No livro, é discutida a busca de sentidos frente à impotência, ao não saber como lidar, à falta de controle da situação, e à necessidade de desenvolvimento de firmeza existencial para que a pessoa enlutada possa continuar a vida, apesar da ausência daquele que partiu.

A obra apresenta também um fluxograma do processo de luto por suicídio como base para a compreensão da posvenção, cujo objetivo principal é ser a prevenção para gerações futuras e, assim, ajudar a chegar na outra margem. Nesse sentido, Karina Okajima Fukumitsu ressalta: “Essa não é, porém, qualquer margem, à qual a pessoa enlutada deverá chegar a todo custo. A partir do momento em que se é lançado no processo de luto por suicídio, nada mais será igual e nada mais deverá ser obrigatório”.

Como psicóloga, Karina Okajima Fukumitsu é pesquisadora de suicidologia – campo de saber destinado aos estudos de prevenção de processos autodestrutivos, luto por suicídio, posvenção e saúde existencial ­- e parte de sua experiência pessoal para propor reflexões a respeito das perdas e dos caminhos da dor perante o suicídio de uma pessoa amada. “Tornamo‑nos madeira à deriva, retirados do solo conhecido e do enraizamento cotidiano. Somos jogados ao mar e, após muitas ondas e percalços, chegamos a uma margem desconhecida. Sem vitalidade, por mais que nos sintamos sem energias, ainda somos compelidos a chegar à outra margem”, descreve Karina no prefácio.

A autora

Karina Okajima Fukumitsu é psicóloga, psicopedagoga, Gestalt-terapeuta e consultora em saúde existencial. Tem pós-doutorado e doutorado em Psicologia pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IPUSP) e mestrado em Psicologia Clínica pela Michigan School of Professional Psychology (MIsPP). É coordenadora da pós-graduação em Suicidologia: Prevenção e Posvenção, Processos Autodestrutivos e Luto e da pós-graduação em Saúde Existencial: Diversidade, Inclusão e Cuidados, ambas da Faculdade Phorte; e cocoordenadora da pós-graduação em Abordagem Clínica e Institucional em Gestalt-terapia e da pós-graduação Morte e Psicologia — Promoção da Saúde e Clínica Ampliada, da Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul). É produtora e apresentadora do podcast Se tem Vida, tem Jeito, além de ser palestrante e autora de diversos livros e artigos sobre prevenção dos processos autodestrutivos, posvenção, luto por suicídio, saúde existencial, acolhimento da vida e Gestalt-terapia. Preside a associação Se tem Vida, tem Jeito (https://www.astvtj.com). 

Título: Luto por suicídio e posvenção – A outra margem

Autora: Karina Okajima Fukumitsu

Editora: Summus Editorial

Preço: R$ 56,10 (E-book: R$33,70)

Páginas: 136 (14 x 21 cm)

ISBN: 978-65-5549-128-9

Compre na AMAZON

Escrita libertadora: Marcelly Tatiani conta como transformou inquietações da adolescência em livro

Em “Rascunhos”, paulista incentiva leitores a colocarem antigas aflições no papel para, finalmente, fazerem as pazes com o próprio passado

Foto: Reprodução

Compre o livro na AMAZON

Para a escritora Marcelly Tatiani, é preciso libertar as lembranças aprisionadas – inclusive da infância e adolescência – para que novas experiências possam surgir. Por isso, ela lança Rascunhos, que imprime textos escritos desde os oito anos de idade e retratam angústias que ela sentia ao crescer: “acreditava que se as pessoas tivessem acesso a eles, elas iriam identificar situações vividas em minha vida e sempre fui uma pessoa bem discreta”.  

Após retomar esses sentimentos traduzidos em poemas e ressignificá-los na vida adulta, ela garante que escrever é libertador para compreender melhor as próprias emoções. Desta forma, destina páginas em branco dentro da obra para os leitores que – assim como ela – possam colocar no papel as aflições internas e, mais tarde, retomar para dar um novo significado. 

No livro, a escritora e graduanda em psicologia propõe reflexões sobre temas comuns à existência humana, como a influência das amizades, o sentimento de insignificância perante a grandiosidade do mundo, as despedidas constantes, o cultivo do amor-próprio e a dor da paixão. 

 Confira em entrevista como foi o processo de escrita:  

1 – Qual é a relação do título Rascunhos com a obra? Como a ação de “rascunhar as emoções” pode ajudar os leitores a aliviarem aflições internas? 

Marcelly Tatiani: O objetivo do livro é que os leitores escrevam o que eles acharem que deve ser escrito, sentimentos aprisionados para depois de algum tempo, serem revisitados e ressignificados. Espero que o leitor de “Rascunhos”, pratique, também, a escrita libertadora nas páginas em branco do livro ou em qualquer outra ferramenta. 

2 – De que forma a escrita te ajudou na adolescência, fase de descobrimento dos próprios sentimentos, medos e diferentes formas de viver? 

M.T.: A escrita, para mim, sempre foi algo libertador e funcional. Na adolescência comecei a estruturar como seria um possível livro meu. Durante anos, eu os escondi das pessoas, mas eu os revisitava sempre. Durante o processo de autoconhecimento, resolvi que iria publicá-los para atender a vontade da criança/adolescente que fui e prosseguir a minha vida de acordo com a mulher que sou hoje. Em algumas escritas, fiz pequenas alterações, mas quis deixar o mais parecido com o que escrevi originalmente. 

3 – Você acredita que a psicologia – sua área de estudo hoje – pode influenciar na forma como você escreve? 

M.T.: A psicologia é o meu propósito de vida e dedico quase todo o meu tempo livre em entender os conceitos que são apresentados nas aulas teóricas e nas supervisões, hoje assistir filmes ou ler livros que abordam questões psicológicas, por exemplo, me atraem muito. Pensar em desenvolver uma personagem baseada na compreensão que tenho sobre a mente humana é um desafio grande, não só pelo fato de a mente humana ser complexa, mas sim, pelo fato de ser estudante e ainda estar em processo de escolha sobre a abordagem teórica que seguirei como psicóloga. 

4 – Como você acredita que o ato de escrever sobre sentimentos pode contribuir para ressignificar as próprias experiências? 

M.T.: Muitas vezes, para nos conhecermos melhor é preciso dar um novo significado a nossa história de vida, acreditar que tudo o que vivemos é aprendizado, isso inclui os acertos e erros que cometemos ao longo de nossa jornada, esse processo nos traz mais segurança e clareza do que a gente verdadeiramente é.   

5 – Quais são os seus próximos planos na literatura? 

M.T.: Tenho um projeto que sairá no final do ano: serei uma das coautoras do livro “As Donas da P*** Toda”, volume 4. No meu capítulo exploro um pouco do vazio existencial e a importância de ressignificar a sua história de uma forma bem objetiva e particular.   

Sobre a autora: Graduada em Letras e pós-graduada em Jornalismo Institucional pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Marcelly Tatiani iniciou o curso em Psicologia na Universidade Cidade de São Paulo (UNICID) com objetivo de se aprofundar na mente humana. Como escritora, estreia com o livro Rascunhos, coleção de poemas e textos que escreveu em diferentes fases da vida. 

Novo livro de ficção “Eu Mudei o Mundo” conta a história da transformação digital com robô humanoide como personagem

Escrita por Durval Jacinto, a obra debate o legado da tecnologia digital em relação às formas de trabalho, consumo, mecanismos de poder e impactos econômicos e ambientais

Já imaginou ler um livro em que uma das personagens é uma robô humanoide que precisa lidar com os sentimentos humanos? Essa é a proposta de “Eu Mudei o Mundo: a Tecnologia Digital em Análise”, obra escrita pelo Engenheiro Eletrônico e Mestre em Automação Industrial Durval Jacinto, que foi lançada recentemente pela Editora Laços. O autor, que tem 37 anos de carreira nos mercados de tecnologia e comunicações como c-level, revela um livro que discute o impacto e o papel da tecnologia digital nas relações sociais, de trabalho e consumo. Também debate mecanismos de poder, economia e meio ambiente dentro deste contexto, além de trazer à tona questões sobre o uso da inteligência artificial.

Ao escrever uma ficção com traços de realidade, Jacinto traz uma perspectiva completa sobre o mundo da tecnologia, exaltando grandes nomes deste universo e trazendo dados, conceitos e muita contextualização histórica. Usando como base para sua escrita artigos, notícias, blogs e livros, o autor discorre sobre a Quarta Revolução Industrial, que abrange robótica, Internet das Coisas, computação em nuvem e muitos outros conceitos que estão mudando modelos de negócio nas empresas e formas de viver.

“Há muito tempo eu sonhava em escrever sobre transformação digital, mostrando a história das tecnologias e seus impactos no mundo atual, fruto da minha experiência no mercado. Mas eu queria algo que não fosse somente para técnicos ou profissionais da área. Assim, inspirado no romance ‘O mundo de Sofia’, de Jostein Gaarder, que fala de filosofia utilizando uma ficção, eu contei a história da tecnologia usando uma robô humanoide”, explica o autor.

“[Essa robô é] a professora DigTec, que se apresenta como representante da tecnologia. Minha personagem é uma criação futurista da inteligência artificial, totalmente autônoma e com grande conhecimento e capacidade de argumentação. Entretanto, ela entra em crise existencial ao ser programada para lidar com sentimentos humanos para torná-la mais empática no trabalho. Para se tratar, recorre à psicoterapia”, conta o autor. Na história, o psicoterapeuta de DigTec é André que, ao atendê-la, começa a questionar o papel da tecnologia, vantagens, malefícios e até questões éticas. 

Segundo o autor, a obra “Eu Mudei o Mundo” é para diversos públicos com interesse comum em tecnologia. “O livro explica aos leigos como e o que são essas tecnologias, suas histórias e criadores, além de refletir sobre os impactos positivos e negativos delas nas nossas vidas, assim como os limites. Também tratei de questões do momento, como: será que a inteligência artificial vai dominar o mundo? Um robô pode lidar com sentimentos humanos? Quem são os responsáveis pelas externalidades negativas da tecnologia?”, finaliza Durval Jacinto.

Serviço:

Livro: Eu Mudei o Mundo

Subtítulo: A Tecnologia Digital em Análise

Autor: Durval Jacinto

Páginas: 334

Categoria: Administração, Negócios e Economia

Preço: R$ 55,00 na Amazon

Explorando mundos por páginas: Hábitos para iniciar na literatura

Segundo docente da UNIFRAN, para desenvolver gosto pela leitura, é preciso compreender o que ela pode proporcionar a cada um

Foto: Reprodução

Criar o hábito de leitura é uma jornada que pode transformar vidas, abrir portas para o conhecimento e oferecer um prazer por meio das palavras. Compreender como adentrar neste mundo e os benefícios que ele traz é o primeiro passo para cultivar essa prática enriquecedora. 

Segundo Cláudio Nazaré Silveira, coordenador dos cursos de Pedagogia, Letras e História da Universidade de Franca – UNIFRAN, instituição pertencente a Cruzeiro do Sul Educacional, para desenvolver gosto e apreço pela leitura é preciso compreender o que ela pode proporcionar a cada um. “Existe uma infinidade de gêneros de livros no qual cada leitor deve iniciar a prática diária da leitura por meio dos assuntos e temas que mais lhe despertam interesse, seja para buscar informação ou para entretenimento”. 

Para aqueles que desejam começar a criar este hábito, a chave é alinhar a escolha de leitura aos próprios interesses, idade e nível educacional. Se você é jovem e gosta de esportes, revistas sobre o assunto podem ser um começo. Se temas como política ou economia chamam sua atenção, jornais e revistas especializadas são opções valiosas. Já para os amantes da ficção, romances e biografias podem transportá-los para aventuras inexploradas. 

Cláudio explica que ingressar no universo literário pode ser facilitado por textos com linguagem menos complexa, como gibis, literatura infantojuvenil e best-sellers. Esses textos são projetados para um público amplo e ajudam a construir familiaridade com a leitura. À medida que se torna mais confortável com a linguagem, explorar os clássicos oferece a oportunidade de aprimorar. 

“Além de aperfeiçoar habilidades de comunicação em diversas áreas da vida, a leitura literária proporciona prazer e satisfação únicos. Através da ficção, é possível viver sonhos e aventuras, tornando a leitura uma forma de terapia pessoal.” 

O docente ainda explica que a quantidade de páginas a serem lidas diariamente varia conforme o tempo e a disposição individual. No entanto, dedicar pelo menos meia hora por dia a uma leitura focada é um passo importante para adquirir conhecimento. 

“Estabelecer metas pode ser uma ferramenta poderosa para desenvolver a disciplina na leitura. A sugestão é aproveitar momentos ociosos para ler em vez de assistir à televisão.” 

Segundo o docente, ler abundantemente também contribui para a melhoria da escrita. A exposição diária e diversificada a diferentes estilos de escrita expande o vocabulário e a compreensão dos recursos linguísticos, enriquecendo a capacidade de se comunicar eficazmente. 

Cláudio Nazaré Silveira, coordenador dos cursos de Pedagogia, Letras e História da UNIFRAN, finaliza dizendo que qualquer ato de leitura é benéfico, não importa o gênero, mas o texto literário é realmente aquele que mais agrega valor. “A literatura transcende o tempo e o espaço, permitindo-nos compreender a humanidade em sua diversidade. A literatura é atemporal e ajuda-nos a compreender o homem de qualquer tempo e lugar, além de auxiliar a autocompreensão em nossos anseios e desejos. Literatura humaniza o homem!” 

Sobre a UNIFRAN – Com 50 anos de tradição em ensino superior no interior de São Paulo, a UNIFRAN tem em sua estrutura mais de 253 mil metros quadrados. A Instituição oferece cursos de graduação, presenciais e a distância, especializações, mestrados e doutorados, que abrangem todas as áreas do conhecimento. A Universidade está entre as melhores Instituições de Ensino Superior do mundo com base nos indicadores associados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), de acordo com a edição 2021 de 2022 do Times Higher Education Impact Rankings (THE Impact Rankings). O curso de Medicina é reconhecido como o melhor do País, entre instituições públicas e privadas, conforme Conceito Preliminar de Curso (CPC) referente ao ano de 2019, indicador de qualidade do Ministério da Educação (MEC). A UNIFRAN pertence ao grupo Cruzeiro do Sul Educacional, um dos mais representativos do País, que reúne instituições academicamente relevantes e marcas reconhecidas em seus respectivos mercados. Visite: www.unifran.edu.br  e conheça o Nosso Jeito de Ensinar.