Como montar sua cozinha? Veja 5 dicas para ter o ambiente sonhado

Projeto deve contar com auxílio de profissionais, softwares e produtos de qualidade para um resultado sofisticado

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A cozinha é uma das partes mais importantes da casa, afinal é nesse ambiente que ficam estocados alimentos dos mais variados tipos, além do preparo das refeições. Diante da importância que ganharam nos últimos anos, ganhando até a função de ser um espaço para receber visitas, as cozinhas planejadas ganharam o imaginário do brasileiro, que possui interesse em ter uma visão diferente para este cômodo.

Ter uma cozinha planejada significa aproveitar ao máximo o espaço do imóvel, afinal, com um projeto sob medida, é possível otimizar cada detalhe, criando armários e soluções específicas para o ambiente.

“As pessoas passaram a querer mais praticidade dentro das próprias casas, e o auxílio de profissionais e ferramentas que concluam os projetos de maneira adequada, mesmo que apenas em um cômodo é essencial”, explica Jaqueline Maraschin, diretora de marketing do grupo Cyncly na América Latina.

Abaixo, confira cinco dicas para já começar a seguir antes do início das obras e a construção da sua cozinha planejada:

  • Defina um orçamento

Uma cozinha planejada, além de trazer praticidade e melhor alocação de eletrodomésticos, bancadas e utensílios, pode abrigar mais itens do que uma cozinha tradicional.

Mas antes de iniciar um projeto, é importante entender qual é o orçamento disponível, assim como os itens obrigatórios e a qualidade dos mesmos. Muitas vezes comprar itens mais baratos para economizar na montagem do espaço pode causar dores de cabeça no futuro.

  • Faça um projeto completo antes das obras começarem

Atualmente, existem softwares e programas que ajudam no planejamento para construir a cozinha ideal. O Promob Professional Plus, programa desenvolvido pela Promob,  é um dos exemplos que ajuda profissionais a transformarem o desejo dos clientes em realidade nos seus lares, ambientes comerciais ou corporativos. 

Essa etapa é fundamental, pois o que será desenhado e decidido no projeto estará presente na cozinha da família, por isso, é fundamental considerar:

  • O espaço disponível: deve-se medir o tamanho da cozinha, incluindo as dimensões das paredes, do piso e do teto;
  • As necessidades de quem vai utilizá-la: é importante identificar as necessidades de uso, como a quantidade de armários e gavetas, a quantidade de eletrodomésticos que será incluído, etc;
  • O esboço da cozinha: deixe pronto um esboço da cozinha para visualizar a disposição dos móveis;
  • O espaço vertical: aproveite o espaço vertical para armazenamento, utilizando prateleiras e armários que vão até o teto;
  • O espaço embaixo da pia não pode ser esquecido: utilize o espaço embaixo da pia para armazenar produtos;
  • Personalização: já que a cozinha está sendo planejada, deixe ela de acordo com as necessidades e gostos pessoais, escolhendo móveis e eletrodomésticos que toda a família goste e que sejam funcionais.
  • Defina as cores logo no projeto

Uma simples escolha de cores é capaz de transformar qualquer ambiente, e com a cozinha não seria diferente. O preto e o branco são cores clássicas para a cozinha, que tanto podem ser usadas nos armários e bancada quanto nos eletrodomésticos, mas nada impede que outros tons possam ser bem utilizados, desde que conversem com o restante do ambiente. 

É fundamental escolher um ponto de destaque para a decoração, a pintura e o revestimento de móveis. Cores marcantes podem destacar uma personalidade mais criativa e alegre dos moradores.

  • Capriche na iluminação

Um erro comum é acreditar que apenas uma luz central para o espaço será suficiente para tudo que se faz na cozinha. Para não deixar nenhum ponto sem a luz necessária, uma alternativa é utilizar spots de led. Com boa potência e tamanho reduzido, esses spots conseguem atingir o seu objetivo e ainda serem econômicos no consumo de energia.

A melhor indicação é colocá-los no local de preparo dos alimentos, onde a luminosidade precisa ser boa, pois tudo precisa ser visto com clareza. 

Podem estar embutidos ao teto ou anexados ao móvel.  

  • Avalie a durabilidade dos móveis

Um projeto personalizado possui um custo mais elevado, porém, no longo prazo, será menos vantajoso se a qualidade dos móveis não for um fator determinante na escolha.

Uma cozinha planejada tem o potencial de durar por muito tempo, sendo fundamental prezar pela qualidade dos materiais, acabamentos, puxadores e ferragens mais resistentes ao desgaste de uso.

Além das dicas citadas acima, é sempre válido ter um profissional que acompanhe a construção e execução do projeto, afinal, essa reforma ou construção deverá fazer parte do dia a dia de uma família por muitos anos.

5 requisitos relevantes para uma startup atrair investimentos

De acordo com especialista em Venture Capital fatores como robustez do planejamento, relacionamento com o ecossistema, propósitos e boa estrutura são essenciais

Um estudo da KPMG aponta que 60% das captações em 2023 aconteceram em rodadas iniciais de investimento (pré-seed ou seed). Já um levantamento da Distrito aponta que nos últimos meses, apenas 1 em cada 3 investimentos em startups foram em Série A ou B, sendo a maior parte aplicados em estágios anteriores.

O momento de escassez de recursos acabou selecionando naturalmente as startups com maior adaptação de estratégias de crescimento. De acordo com Lívia Hallak, Portfólio Manager da Oxygea, veículo de CVC, CVB e aceleração de startups que deve investir US$150 milhões com foco em sustentabilidade e inovação, existem alguns requisitos fundamentais para uma startup atrair investimentos:

1-Runway Alongado e Modelagem Financeira

O cenário de reprecificação de startups globalmente entre 2021 e 2022 trouxe mudanças relevantes nos critérios de avaliação dos investidores. Estes, por sua vez, têm adotado políticas mais rigorosas que acabam por alongar o período médio de captação de uma rodada. A cautela generalizada faz com que o poder de negociação entre as partes esteja mais equilibrado e em muitos casos mais favorável ao investidor.

Para Lívia, a busca por valuations mais conservadores é regra, bem como a adoção de estratégias de crescimento menos agressivas, levando em consideração a capacidade de lucratividade e geração de caixa das companhias. “Fatores como runway alongado e robustez das premissas para modelagem do breakeven deixam de ser vantagem competitiva e se tornam a nova norma para startups, independente do estágio”, destaca a executiva.

 

2-Bom relacionamento com o ecossistema

É preciso estreitar o relacionamento com o mercado mesmo quando não se está procurando por investidores. “Em geral, para cada startup existe um ecossistema e essas conexões são muito importantes, não apenas para investimentos, mas para fazer parcerias e entender mais sobre as tendências de mercado. Esse networking ajuda bastante no momento da captação”, destaca o especialista. Além disso, Lívia aponta que é essencial que esses contatos sejam feitos pelos founders e principais membros da startup, “são eles que dão ‘cara’ e o direcionamento ao negócio”, conclui.

3-Saiba onde buscar investimentos

O mercado global possibilita conexões entre startups de diversas regiões e no cenário latino americano, o Brasil lidera os investimentos vindos do exterior, por diversos fatores como maturidade do ecossistema e estabilidade, por exemplo.“Depois de um período difícil, o investimento em Venture Capital deve voltar a ser impulsionado pela queda na taxa de juros. O Brasil se destaca por ter um ecossistema mais desenvolvido na região e, por isso, estar atento às oportunidades do exterior é importante”, aponta Lívia.

4-Foque em propósitos e diferenciais fortes

Com um mercado mais exigente, as startups que mostram se preocupar com mais do que o próprio crescimento, ganham destaque. Atualmente, apresentar propósitos bem delimitados, time de qualidade e diferenciais relevantes tem se mostrado essencial para atrair investidores. Segundo Lívia Hallak, “se atentar com as tendências de sustentabilidade exigidas para novos negócios é um diferencial competitivo de muito valor. Ter uma solução de fato inovadora, que respeite critérios de sustentabilidade, é essencial para que um investidor consiga visualizar essa solução como promissora no longo prazo”, explica a Portfólio Manager da Oxygea.

5-Indicativos de boa estrutura e números relevantes

Estrutura e números são grandes evidências que comprovam a eficiência e potencial de uma startup. De acordo com a Lívia, “cada veículo de investimento tem seus requisitos específicos, como métricas e parâmetros de análise para fazer investimentos”. No caso da Oxygea, que tem como mandato no CVC investir primordialmente em rodadas series A e B de startups com foco em sustentabilidade e transformação digital na indústria, os principais critérios de avaliação são:

1- Avaliação dos founders e time; 

2- Qualidade do captable; 

3- Mercado endereçável e ambiente competitivo; 

4- Diferenciais competitivos do modelo de negócios ou solução;

5- Comprovação de product market fit.

“É preciso ter a casa arrumada e entender os elementos que destacam e diferenciam seu negócio. Com menos capital, os investidores são mais cautelosos na seleção de startups e buscam soluções com o melhor potencial de retorno e um caráter mais resiliente para sobreviver sem precisar de tantos recursos”, finaliza Lívia Hallak, Portfólio Manager da Oxygea.

Liberou Geral a Publicidade Médica? Saiba o que mudou e qual impacto para médicos

A publicidade médica tem novas regras e todos precisam se adaptar até março de 2024. O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou a Resolução CFM nº 2.336/2023 com diversas mudanças nas regras para divulgação de serviços e procedimentos médicos pela internet.

Dentre as principais alterações estão a liberação da divulgação de preços para serviços médicos e estabelecimentos de saúde, como clínicas, para consultas, exames e procedimentos de forma clara e objetiva, sem comparativos ou descontos chamativos, ou fora da normalidade.

Para Ediney Giordani, Especialista em Marketing Digital da KAKOI Comunicação, esta é uma vitória do ponto de vista da comunicação para este setor que deixará de ser engessada:

“A resolução disciplina a forma com que estes profissionais se comunicam e “se vendem”. O interessante é que esta resolução foi aprovada pelo CFM após um período de consulta pública, com participação de médicos, pacientes e outros representantes da sociedade, indicando que a novidade ouviu todas as partes interessadas, acabando com alguns absurdos”.

A permissão do uso de imagens de pacientes, por exemplo, é uma das grandes mudanças que acaba com outra situação até então paradoxal: Agora, médicos e estabelecimentos de saúde estão liberados para usar imagens, inclusive selfies, em todas as suas publicidades, claro, desde que relacionadas com suas especialidade e acompanhadas de textos explicativos:

“Essa prática, comum em outros setores que sempre estiveram em sintonia com a evolução das redes sociais, deixa de ser proibida, assim como a possibilidade da divulgação de informações sobre a formação e experiência do médico. Faz muito sentido divulgar o currículo acadêmico e profissional como forma de promoção, desde que sejam informações reais e relevantes para quem está procurando serviços médicos.”

Usar imagens de pacientes está liberado?

Outro ponto de conflito por anos, o uso de imagens de pacientes passa a ser permitida em para publicidade e postagens, desde que devidamente autorizadas pelo paciente e com legendas ou textos explicando o que foi realizado:

Este é um ponto de atenção para Ediney: uma clínica pode, por exemplo, usar duas imagens de um mesmo paciente que passou por algum procedimento, o famoso antes e depois, mas este conteúdo obrigatoriamente precisa estar acompanhado de um texto que explique o que foi realizado – procedimentos, medicamentos e período de internação:

“O que segue proibido é usar essas imagens afirmando que a pessoa que procurar a clínica X ou Y vai conseguir os mesmos resultados. Cada paciente reage de uma forma diferente aos tratamentos e medicamentos e o máximo que pode ser feito é explicar o que foi feito. Se fizer qualquer promessa de resultado, está automaticamente ferindo o código de ética”.

Com a nova resolução de publicidade médica, Ediney entende que a comunicação será mais esclarecedora, moderna e vai melhorar a qualidade dos serviços. A divulgação de procedimentos médicos será benéfico para o internauta, que não precisará tentar adivinhar como algum médico pode ajudar:

“É uma vitória para a transparência das informações, uma proteção tanto para pacientes quanto profissionais. É preciso lembrar que as plataformas têm as suas próprias regras, ainda mais restritivas, e aí, apenas um profissional pode ajudar.” conclui o especialista.

Aluguel de Carros Online: Vantagens e Melhores Empresas

Imagem de Tumisu por Pixabay

Você já pensou em alugar um carro online? Essa é uma opção cada vez mais procurada por quem precisa de um veículo para viajar, trabalhar ou se locomover com mais conforto e praticidade. Mas quais são as vantagens de alugar um carro pela internet? Quais empresas oferecem esse serviço? Qual é a forma mais barata de alugar um veículo? Como funciona o pagamento de aluguel de carros e qual é a média de valores de carros? Neste post, vamos responder essas e outras perguntas sobre o aluguel de carros online. Confira!

Vantagens de alugar um carro online

Alugar um carro online tem muitas vantagens em relação ao aluguel tradicional. Veja algumas delas:

Vantagens de Alugar Carros Online

  1. Conveniência: Alugar um carro online permite que você faça isso no conforto da sua casa, sem a necessidade de visitar uma loja física.
  2. Comparação de Preços: Você pode comparar preços de diferentes empresas de aluguel de carros para encontrar a melhor oferta.
  3. Variedade de Opções: Você pode escolher entre uma ampla variedade de carros disponíveis para aluguel.
  4. Reservas Antecipadas: Você pode reservar um carro com antecedência, garantindo que o veículo desejado esteja disponível quando você precisar.
  5. Economia: De acordo com pesquisas, alugar um carro pode garantir uma economia de mais de 20% tanto em viagens a lazer quanto a negócios.
  6. Flexibilidade: Alugar um carro oferece a flexibilidade de escolher o tipo de veículo que melhor se adapta às suas necessidades, seja para uma viagem, um evento especial ou para o uso diário.
  7. Sem Depreciação: Ao contrário da compra de um carro, o aluguel não sofre com a depreciação do veículo.
  8. Sem Custos de Manutenção: A manutenção do veículo é geralmente coberta pela empresa de aluguel, o que pode resultar em economia significativa ao longo do tempo.
  9. Sem Preocupações com Documentação: A documentação do veículo, como licenciamento e emplacamento, é geralmente tratada pela empresa de aluguel.
  10. Formas de pagamento: Você pode pagar o aluguel em reais, sem IOF, e parcelar em até 12 vezes no cartão de crédito, via PIX ou boleto.
  11. Sem Custo adicional: Você pode cancelar ou alterar a reserva sem custo adicional, até 24 horas antes da retirada do carro.
  12. Opções de retirada:  Você pode escolher o local de retirada e devolução do carro, seja em uma loja da locadora, em um aeroporto ou em um hotel.

Quais empresas que disponibilizam esse serviço?

Existem diversas empresas que disponibilizam o serviço de aluguel de carros online, tanto no Brasil quanto no exterior. Algumas das mais conhecidas são:

  • Rentcars: a maior plataforma de aluguel de carros online da América Latina, que compara preços e condições de mais de 200 locadoras em 160 países.
  • LocalizaMeoo: a opção de carro por assinatura da Localiza, que permite alugar um carro zero km por um período de 12 a 24 meses, com tudo incluso: seguro, manutenção, IPVA, assistência 24 horas e troca de pneus.
  • Movida: uma das maiores locadoras de veículos do Brasil, que oferece carros novos e revisados, com quilometragem livre, proteção inclusa e assistência 24 horas.
  • Unidas: outra grande locadora de veículos do Brasil, que oferece carros econômicos, intermediários, executivos e utilitários, com proteção inclusa e assistência 24 horas.
  • Mitsubishi: uma das montadoras que oferece o serviço de carro por assinatura, com planos que incluem seguro, manutenção, IPVA, licenciamento e assistência 24 horas.

Qual é a forma mais barata de alugar um veículo?

A forma mais barata de alugar um veículo depende de alguns fatores, como o tempo de locação, o modelo do carro, a localidade, a época do ano e a antecedência da reserva. Em geral, as dicas para economizar no aluguel de carros são:

  • Pesquisar e comparar preços e condições de diferentes locadoras antes de reservar.
  • Reservar o carro com antecedência, para garantir as melhores tarifas e evitar a falta de disponibilidade.
  • Escolher o modelo do carro adequado às suas necessidades, sem exageros ou desperdícios.
  • Verificar quais itens estão inclusos no valor do aluguel, como proteção, quilometragem livre e taxa de devolução.
  • Evitar extras desnecessários, como GPS, cadeirinha infantil ou motorista adicional.
  • Devolver o carro no mesmo local e no mesmo horário da retirada, para evitar cobranças adicionais.

Como funciona o pagamento de aluguel de carros

O pagamento de aluguel de carros pode ser feito de diferentes formas, dependendo da locadora escolhida. As formas mais comuns são:

  • Pré-pago: você paga o valor total do aluguel no momento da reserva, com cartão de crédito, PIX ou boleto. Essa forma costuma oferecer descontos e vantagens, mas pode ter custos de cancelamento ou alteração.
  • Pós-pago: você paga o valor total do aluguel no momento da devolução do carro, com cartão de crédito ou débito. Essa forma costuma oferecer mais flexibilidade e facilidade, mas pode ter taxas de conveniência ou juros.
  • Misto: você paga uma parte do valor do aluguel no momento da reserva, com cartão de crédito, PIX ou boleto, e outra parte no momento da devolução do carro, com cartão de crédito ou débito. Essa forma costuma oferecer um equilíbrio entre preço e praticidade.

Qual é a média de valores de carros?

A média de valores de carros varia de acordo com o modelo, a categoria, a localidade, a época do ano e a antecedência da reserva. Para ter uma ideia, você pode usar o simulador de tarifas da Rentcars, que mostra os preços médios de aluguel de carros em diferentes destinos do Brasil e do mundo.

Empresas e Aplicativos para Aluguel de Carros Online no Brasil

  1. Localiza: Uma das maiores redes de locadoras do Brasil, oferece um aplicativo próprio para facilitar o processo de aluguel.
  2. Unidas: Oferece diferentes tipos de carros e combina data e local da retirada e entrega do veículo através do seu aplicativo.
  3. Movida: Primeira locadora a utilizar QR Code para a retirada do veículo, oferece um aplicativo próprio para facilitar o processo de aluguel.
  4. Foco Aluguel de Carros: Oferece reserva do serviço pela internet com tarifas mais baratas e processo rápido.
  5. Rentcars: Permite comparar preços em mais de 200 locadoras pelo mundo em um só lugar.

Lembre-se sempre de ler os termos e condições antes de alugar um carro online para garantir que você entenda todas as taxas e requisitos associados.

Campeonato Brasileiro Série A passa a compensar a emissão de carbono dos voos e dá exemplo para o mundo

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Ao longo do Brasileirão 2023, serão percorridos mais de 683 mil km com a projeção de neutralização de 4.000 toneladas de CO2eq, o que significa preservar cerca de 1.200 campos de futebol

Todos sabem que o nosso Brasileirão é reconhecido como o maior e um dos mais difíceis campeonatos nacionais, com muitos jogos e viagens aéreas de milhares de quilômetros. Com o objetivo de minimizar o impacto das emissões de gases de efeito estufa durante o deslocamento aéreo das equipes da Série A do Brasileirão, CBF, GOL Linhas Aéreas e Grupo Águia, contando com o suporte técnico da Moss, firmaram parceria inédita para oferecer uma solução de compensação de CO2 que beneficia projetos de conservação da floresta Amazônica.

Desde o início do torneio, em abril, clubes que realizam suas viagens exclusivamente pelo Grupo Águia com deslocamentos aéreos feitos pela GOL já estão compensando as emissões do dióxido de carbono (CO2). Até 3 de dezembro, data da última rodada do Brasileirão, serão percorridos mais de 683 mil km, o que projeta uma compensação de 4 mil toneladas de CO2eq emitidos nas rotas de ida e volta do campeonato. Juntos, Grupo Águia e GOL reforçam sua atuação no controle das emissões de carbono.

Iniciada em junho de 2021, a compensação de emissões dos voos da GOL neutralizou, até agosto de 2023, 15,4 mil toneladas de CO2eq de maneira voluntária pelos clientes, nas rotas carbono neutro da GOL (Recife-Fernando de Noronha e Congonhas-Bonito) e em ações pontuais. O valor compensando equivale a 3.856 hectares preservados por um ano ou 2.217.562 árvores preservadas por um ano — ou ainda a manutenção de 4.674 campos de futebol padrão FIFA de natureza nativa.

“GOL e CBF são parceiras há 10 anos e essa iniciativa, em conjunto com Grupo Águia e Moss, abre novas perspectivas sustentáveis para as viagens das equipes do Brasileirão. Além disso, reforça o compromisso da Companhia com a preservação do meio ambiente e com o desenvolvimento do esporte. Esperamos que esse exemplo chegue a mais clubes e associações, engajando outras empresas brasileiras a também realizarem suas viagens neutralizando a pegada de carbono”, afirma Renzo Mello, diretor de Canais de Vendas da GOL.

Já o Grupo Águia, hub com empresas em diferentes áreas do turismo e responsável pela logística de vários clubes da Série A do Brasileirão há mais de 30 anos, tem escritórios carbono neutro desde 2021 e uma meta ambiciosa de neutralizar 50% das emissões de suas operações ainda este ano e 100% até 2025. A presente parceria é mais um passo para que esse objetivo seja atingido.

Em 2010, foi criado o projeto Águia Verde focado no restauro florestal da Mata Atlântica como resposta aos deslocamentos feitos pela equipe operacional responsável pela torcida brasileira para a Copa da África do Sul. “Desde então, os clientes do Grupo também têm a possibilidade de contribuir com o plantio de mudas de árvores em um dos biomas mais ricos do mundo, dando destinos ainda melhores às suas viagens”, destaca Thiago Abrahão, CEO do Grupo Águia. Segundo ele, usar o turismo e o futebol como plataformas para estimular e ampliar práticas de impacto positivo em clientes e parceiros é o verdadeiro gol de placa dessa ação.

O projeto do Brasileirão se tornou realidade com a tecnologia desenvolvida pela Moss, que facilita o processo de neutralização das emissões de gases de efeito estufa possibilitando a compensação de cada trecho voado. Por exemplo, um voo de Ponte Aérea emite cerca de 0,07 toneladas de CO2eq por passageiro e a compensação se dá por um acréscimo de, aproximadamente, R$ 5,53 (ida e  volta) na compra do bilhete direto no check-in da GOL. A cada trecho, o cliente recebe um certificado de neutralização e de apoio a projetos de conservação da floresta amazônica.

“Todos nós sabemos da influência que os times de futebol têm na vida dos brasileiros. Essa iniciativa colabora diretamente com a conscientização da população que poderá perceber a compensação de CO2 como um ato simples, porém de alto impacto”, comenta o CEO da Moss, Luis Adaime.

Os créditos usados na compensação dos voos seguem os padrões da certificação internacional VCS (Verified Carbon Standard). E para garantir uma camada extra de segurança nas transações, a Moss ainda desenvolveu o token MCO2, que torna cada crédito único, rastreável e muito mais seguro com todas as transações registradas em blockchain.

A parceria entre Grupo Águia, GOL, CBF e Moss mostra como a compra e a compensação de créditos de carbono são atitudes simples e acessíveis, agregando valor também para os times de futebol envolvidos, uma vez que são exemplos concretos. No fim, o meio ambiente é o grande vencedor dessa partida.

Vendeu cueca, hoje é dono de franquia de banho e tosa no mercado pet

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Junior Talhaferro teve uma infância humilde em São José do Rio Preto (SP), mas o sonho de empreender falou mais alto: hoje é sócio da Perto Pet, franquia especializada em banho e tosa

A trajetória empreendedora de Junior Talhaferro é daquelas de perseverança, determinação e superação. De humilde infância em São José do Rio Preto (SP), Talhaferro foi vidraceiro e torneiro mecânico até prosperar no franchising – hoje sócio da Perto Pet, franquia especializada em banho e tosa de pets.

“Como o próprio nome sugere, temos como propósito estar perto do tutor, oferecendo um serviço mais afetivo e uma operação ágil em unidades compactas, de fácil instalação em condomínios, postos de gasolina, galerias”, comenta.

O negócio

O Brasil abriga cerca de 150 milhões de animais de estimação, dos quais mais de 85 milhões são cães e gatos, de acordo com o Instituto Pet Brasil (IPB). Ainda segundo a entidade, o mercado faturou R$ 60,2 bilhões em 2022 e projeta R$ 67,4 bilhões em 2023. “Identificamos potencial nesse mercado, porém, de uma forma mais afetiva. Hoje, os pets são considerados membros da família”, diz.

Segundo Talhaferro, a Perto Pet oferece três modelos de negócios: container, store e pet móvel. Há dois grandes diferenciais em relação às empresas tradicionais de banho e tosa. O primeiro é o banho afetivo, em que o próprio dono pode lavar o pet usando a estrutura da franquia. “Por uma questão de conexão, em vez de deixar o cão e buscá-lo depois de algumas horas, muitos donos preferem eles mesmos dar o banho”, explica.

E o segundo é a agenda compartilhada, para profissionais do ramo utilizarem o espaço após avaliação prévia da franquia. “Fornecemos toda a estrutura e auxílio para a realização do banho”, complementa.

Infância pobre

Quando Talhaferro tinha apenas 6 anos, ele lembra de ter dividido um tomate com seus irmãos e reparou que seus pais não tinham comido nada: aquele era o único alimento da casa na ocasião. “Ali eu falei para minha mãe que seria empresário quando crescer pra não passarmos mais por isso de novo”, diz.

Na infância vendia sorvete e salgados na rua. Na adolescência, o futuro sócio da Perto Pet estudou no Senai e trabalhou como vidraceiro por um ano e meio. “Eu fazia bisotê”, lembra. Em seguida, trabalho numa indústria metalúrgica onde arranjou um emprego como torneiro mecânico. “Eu estava feliz por trabalhar, mas aquela profissão não queimava meu coração. Eu queria ser vendedor”, diz. A oportunidade veio em seguida, porém, Talhaferro precisou improvisar.

 

Primeiros passos

Talhaferro soube de uma vaga como vendedor em uma empresa de segurança eletrônica. Para concorrer ao cargo, era preciso ter uma moto. Ele não tinha. “Fui à entrevista com o capacete do meu irmão para parecer que tinha uma”, conta.

O futuro empresário foi aprovado e, no primeiro mês, trabalhou a pé visitando os clientes. “Quando saiu meu primeiro salário, dei entrada em uma moto”, comenta. O bom trabalho, ao longo dos anos, o levou à posição de gerente.

No quinto ano de trabalho, Talhaferro foi convidado para criar uma empresa coligada à sua, em Ibitinga (SP). Chegou a se tornar dono dela, mas o negócio não avançou. Voltou para Rio Preto como consultor de outra empresa de segurança eletrônica. Ele ajudou a marca a se tornar franquia e a expandir, mas alguns problemas o fizeram sair do negócio quase falido. “Foi um dos momentos mais delicados da minha vida”, diz.

 

Vendeu cueca

Nessa época, Talhaferro passou por uma situação que marcou sua jornada profissional. Em casa, com a geladeira vazia, ouviu do seu pai a seguinte frase: “filho, vai ser CLT, você tem potencial”. O futuro sócio da Perto Pet respondeu: “não, vou ser empresário”.

Talhaferro começou a fazer “bico” vendendo sistemas de segurança. Foi então que conheceu sua esposa, Glaucia, e juntos começaram a vender cuecas e outras peças de roupas. “O que a gente conseguia de dinheiro era para comida e pagar contas”, lembra.

Na tentativa de gerar outra fonte de renda, Glaucia se interessou por uma franquia de investimento de baixo custo. Ela comentou sobre a oportunidade com Talhaferro, mas a ideia não avançou. Porém, o assunto voltaria à tona em uma manhã na igreja. “No momento de contribuir, eu percebi que só tinha R$ 2. Pensei no leite das crianças e não dei. Mas meu filho me entregou, dizendo que não ajudei”, recorda. Foi a gota d´água.

 

Rumo ao franchising

Naquele dia, Talhaferro decidiu que, em vez de comprar uma franquia, abriria a própria. Ele formatou a Achei no Pão, do ramo de publicidade em sacos de pão, e que a esposa havia se interessado. Para ajudá-lo, um amigo fez o site da empresa. O futuro empresário começou a estudar de madrugada sobre como fazer anúncios no Google Ads. Ele investiu R$ 50, conseguiu dois leads. Desses, um comprou a primeira franquia.

A partir daí o negócio começou a se desenvolver. Com o dinheiro da primeira unidade, Talhaferro investiu em mais anúncios no Google Ads e conquistou outros investidores. “Eu fui a minha própria agência por um ano. Hoje estamos presentes em mais de 400 cidades”, comenta.

 

Perto Pet: fundação

O início da Achei no Pão marcou também o começo da Lion Force Franchising, holding multisetorial de franquias criada por Talhaferro. Ele já vivia o momento mais sereno de sua trajetória profissional, mas a vontade de novos desafios falou mais alto.

No começo de 2023, o empresário encontrou o amigo Marcio Castilho para um café. A amizade vinha da época do trabalho com segurança eletrônica. Castilho havia fundado a Dogmaniacs, uma empresa de banho e tosa, mas não pôde dar continuidade ao negócio com seu outro sócio. Então, junto com Talhaferro, decidiram abrir outra empresa, mas com outro conceito.

“Eu já tinha o interesse pelo mercado pet e achei a proposta afetiva genial”, comenta Talhaferro. Assim a Perto Pet foi fundada, em Rio Preto. A primeira unidade já está em funcionamento. A projeção é atingir 500 unidades em três anos.

De acordo com Talhaferro, para adquirir uma unidade da Perto Pet, o investimento é a partir de R$ 85 mil. O prazo de retorno estipulado é entre 12 e 18 meses, dependendo do modelo escolhido.

 

Ficha Técnica

Investimento total (capital para instalação, de giro e taxa de franquia): a partir de R$ 85 mil

Taxa de franquia: R$ 27.980 mil

Capital de giro: R$ 6 mil

Área para Instalação: a partir de 13m2

Tipo de negócio: Pet Shop

Ano de fundação: 2023

Ano de fundação da franchising: 2023

Número médio de funcionários por franquia: 2

Número de unidades próprias: 1

Royalties: 6% sobre o faturamento bruto.

Taxa de publicidade: R$ 300 reais fixos

Faturamento da unidade: média de 10 mil nos primeiros 6 meses. A partir do sétimo mês, média de R$ 20 mil. A partir do segundo ano de operação, média de R$ 33 mil

Lucro médio mensal: média de 45% nos primeiros 6 meses. A partir do sétimo mês, média de 60% podendo chegar no segundo ano com média entre 90% e 100%.

Prazo para retorno: entre 12 e 18 meses

Sobre a Perto Pet

A Perto Pet é uma franquia especializada em banho e tosa, que tem como princípio estar perto do tutor, oferecendo uma operação ágil em unidades compactas, de fácil instalação em condomínios, postos de gasolina, galerias. Uma das novidades da rede é o banho afetivo, em que o próprio dono pode lavar o pet usando a estrutura da franquia; e a agenda compartilhada, para profissionais do ramo utilizarem o espaço após avaliação prévia da franquia.

Investimento em segurança cibernética é essencial para cumprimento da LGPD

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Não importa o tamanho ou o ramo da sua empresa, o investimento em segurança cibernética é necessário para todos os negócios. Além da sua própria proteção, ele é fundamental para o cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A legislação de 2018 regulamenta a maneira como as organizações devem tratar os dados de seus clientes e de terceiros — sejam os diretos ou derivados. 

Em caso de vazamentos ou não respeito às regras, as empresas podem receber sanções e multas.

O assunto em si já é bastante disseminado, mas você sabe de que forma LGPD e cybersecurity conversam entre si? Meses atrás, um webinar da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha do Paraná (AHK-PR) discutiu o assunto com especialistas e bem mostrou que os dois estão diretamente ligados.

Quanto mais segurança cibernética você tiver, menores são as chances de você sofrer um ataque hacker, por exemplo. No Brasil, apenas em 2022, foram mais de 100 bilhões de tentativas do crime, de acordo com um levantamento da Fortinet. E quem não se lembra do ataque a um oleoduto nos Estados Unidos em que o hacker exigiu o pagamento de bitcoins para resgate do sistema? E a evolução da Inteligência Artificial mostrando cada vez mais recursos para interpretar dados? Este cenário alerta: é preciso investir.

E aqui está o pulo do gato. Como fazer isso? Para começo de conversa, o investimento passa por hardware, isto é, ter os equipamentos apropriados para poder garantir a sua segurança cibernética. Somado a isto, a aquisição de softwares que protejam esta estrutura e, principalmente, o treinamento da sua equipe.

Não é porque estamos falando em tecnologia que as pessoas ficam de fora. Pelo contrário. No ambiente corporativo, criar diretrizes, regras e orientações relacionadas ao tema é um processo indispensável. O que pode ser acessado? O que não pode? Quem pode transitar em determinadas áreas da empresa? É preciso conscientizar.

Aproveito para deixar também outra orientação fundamental: compreender a diferença entre dado e informação. O primeiro diz respeito a um material bruto, enquanto o segundo é uma interpretação e percepção extraída a partir de um dado. Citei a Inteligência Artificial acima, e é aqui que ela entra em ação.

No Licks Attorneys, escritório de advocacia especializado em Propriedade Intelectual, foi esta compreensão que nos levou a receber o certificado para ISO 27001, que fala sobre a segurança cibernética. Junto a uma consultoria, foram meses de preparação, criação de estrutura, orientação de pessoas e criação de normativas. Deu resultado.

Indico que você, gestor, procure orientações para fazer o mesmo no seu negócio. Afinal, estar prevenido é melhor que remediar no futuro. Até porque, com a LGPD, as punições em caso de um eventual ataque hacker passam pela investigação de como estava preparada a segurança cibernética do negócio. Como está a sua?

*Rafael Tögel é engenheiro mecânico pela Universidade de Ciências Aplicadas de Kempten, Alemanha, MBA em Gestão de Negócios pelo IBMEC-RJ e especialista em Propriedade Intelectual pela Universidade Positivo, de Curitiba. Atua como head de Patentes Brasileiras e Inovação no escritório Licks Attorneys. Rafael é conselheiro da AHK desde 2019.

Sobre a AHK Paraná – Estimular a economia de mercado por meio da promoção do intercâmbio de investimentos, comércio e serviços entre a Alemanha e o Brasil, além de promover a cooperação regional e global entre os blocos econômicos. Esta é a missão da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK Paraná), entidade atualmente dirigida pelo Conselheiro de Administração e Cônsul Honorário da Alemanha em Curitiba, Andreas F. H. Hoffrichter.

Solução de IA para Recuperação de Receita no Setor Elétrico

Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

Perdas não técnicas é algo que ocorre com uma alta frequência no setor elétrico brasileiro. O furto de energia ou o famoso “gato” é considerado um dos diversos tipos de perdas não técnicas e talvez um dos mais conhecidos. Além de questões socioeconômicas, um dos fatores que contribuem para isso, é a limitação dos métodos tradicionais para combater esse tipo de perda. Contudo, com a utilização de tecnologias disruptivas, como a Inteligência Artificial, essas “perdas não técnicas”, no segmento de energia elétrica, podem ser recuperadas.

Como bem disse um amigo, “IA não é apenas o ChatGPT, outras técnicas de IA podem ser desenvolvidas para diversos segmentos, e o mercado de energia elétrica é um deles”. Sendo assim, o objetivo desse artigo é explicar o que é perda técnica e não técnica, definir Inteligência Artificial e Deep Learning e apresentar o Neuron, uma solução de Inteligência Artificial, 100% nacional, desenvolvida pela CAS Tecnologia, para recuperação de receitas no setor elétrico.

Em 2021, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) explicou que o sistema elétrico é composto por atividades de geração, transmissão e distribuição de energia. Na atividade de distribuição, as perdas podem ser calculadas considerando a diferença entre a energia adquirida pelas distribuidoras e a faturada aos seus consumidores. Essas perdas são classificadas em “técnicas”, quando estão relacionadas com uma parte da energia que é perdida no processo de transporte, transformação de tensão e medição, apuradas mensalmente pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), e as perdas não técnicas, que são geradas principalmente por conta de furtos (ligação clandestina, desvio direto da rede), fraudes (adulterações no medidor ou desvios), erros de leitura, medição, cadastro e faturamento. As perdas não técnicas reais são apuradas pela diferença das perdas totais, informadas pelas distribuidoras, e das perdas técnicas regulatórias, apuradas pela ANEEL.

As perdas técnicas e as perdas não técnicas geram impacto nas tarifas de energia e a redução delas traz benefícios para o meio ambiente com a diminuição do desperdício, para as concessionárias com a melhoria na qualidade do fornecimento e principalmente para os consumidores que terão uma conta de luz mais barata.

No entanto, o combate a essas perdas não é algo trivial. As concessionárias calculam que o custo para recuperar a situação de perda não técnica quando não feito de maneira assertiva, pode chegar a 75% da própria perda. Por este motivo, é extremamente necessário conseguir identificar esse tipo de perda com maior assertividade para permitir uma tomada de decisão mais objetiva, onde as ações possam ser conduzidas no menor espaço de tempo e com resultados satisfatórios.

Diante desse cenário é que entra o Neuro, uma solução de inteligência artificial. Entretanto, é preciso conhecer um pouco mais sobre IA, que é uma disciplina da Ciência da Computação que visa desenvolver sistemas com comportamento inteligente semelhante aos seres humanos. É um escopo amplo com vários subcampos, entre eles o Machine Learning (Aprendizado de Máquina).

O Deep Learning (Aprendizado Profundo), subcampo do Machine Learning, é uma evolução das redes neurais artificiais. Atualmente o Deep Learning e a Generative AI (uma evolução do Deep Learing), são que há de mais moderno em termos de algoritmos de Inteligência Artificial.

O processamento dos dados e o aprendizado em uma rede neural artificial se baseia no funcionamento dos neurônios humanos. As redes neurais profundas (Deep Learning) são redes capazes de aprender padrões complexos em um grande volume de dados. Elas são compostas por várias camadas ocultas de neurônios que processam os dados de entrada de forma muito mais sofisticada e eficiente do que os algoritmos tradicionais de Machine Learning, e por isso, exigem muito mais capacidade de processamento de máquina e uma arquitetura de rede neural mais complexa.

O processo para “ensinar” um algoritmo de Machine Learning com exemplos do resultado esperado, é denominado aprendizado supervisionado, e basicamente é composto pelas etapas de treinamento e teste.

É uma plataforma de Inteligência Artificial que utiliza modelos de redes neurais gerados com a técnica de Deep Learning, cujo fluxo de análise é executado automaticamente por meio de um sistema BPM que permite visualizar e gerenciar todas as etapas desse processo.

O Neuron foi treinado com dados cadastrais, dados de medição, dados de faturamento e resultados de inspeções.  O objetivo é que o modelo gerado pela rede consiga detectar em novos dados, casos de anomalias, ou seja, casos com suspeita de irregularidade. Como a rede tem capacidade de aprendizado rápido e consegue analisar um volume imenso de dados, incapaz de ser analisado na mesma velocidade por um ser humano, a assertividade dessa solução se mostra muito maior do que os métodos tradicionais. Além disso, foi implementada uma funcionalidade de busca automatizada de informações externas que enriquecem as análises que precisam de dados atualizados para prover melhores resultados.

Por utilizar um sistema BPM para automatizar o processo de análise, o fluxo do Neuron, além de conseguir indicar suspeitas de irregularidade com muita precisão e apresentar gráficos dos dados instantâneos, dados de faturamento, memória de massa, entre outros, também ajuda a apontar medidores com defeitos, firmware desatualizados e erro de configuração de equipamentos. Os principais benefícios são: agilidade, assertividade, automatização; flexibilidade; potencialização; e robustez.

A Inteligência Artificial em conjunto com a modelagem de processos automatizados em um sistema BPM, possibilita desenvolver modelos cada vez mais complexos de análise de dados com capacidade de processar grande volume de informações de forma escalável e contínua evolução.