Janela do carro aberta ou ar-condicionado ligado? Saiba qual prática consome menos combustível

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O preço dos combustíveis é uma preocupação constante no bolso de muitos brasileiros, e é inevitável a procura por dicas de economia. Nessa busca por ações de consumo consciente, muitos condutores questionam se a janela aberta, sem o uso do ar-condicionado, gera uma redução no consumo. O assessor de assuntos econômicos do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado do Ceará (Sindipostos-CE), Antônio José, pontua que a prática depende de algumas circunstâncias de velocidade, estrada e até potência do motor.

Em testes realizados pela marca Chevrolet e o programa Auto Esportes, foram divididas duas equipes: a primeira usando carro com o ar-condicionado ligado e janelas fechadas e a segunda com as janelas abertas e o ar-condicionado desligado. Na ocasião, foi observado que a economia de combustível foi maior no segundo grupo, quando o carro estava trafegando no trânsito comum das cidades, em uma velocidade de cerca de 100 km/h. 

A economia, segundo a pesquisa, foi de R$ 1,51. No entanto, quando o teste foi realizado em BRs, com velocidade acima dos 100km/h, as janelas abertas trouxeram um aumento considerável no consumo. Já o carro com ar-condicionado ligado nessa mesma velocidade não gerou consumo superior. 

De acordo com Antônio José, manter as janelas do carro abertas pode criar resistência ao ar em velocidades mais altas. “Existe um aumento do arrasto aerodinâmico, o que significa que o motor precisa trabalhar mais para superar essa resistência e manter o veículo em movimento. Como resultado, o consumo de combustível pode aumentar quando as janelas estão abertas, especialmente em BRs, em que o limite permitido é maior que 100km/h”, explica o profissional do Sindipostos-CE.

Em algumas situações, o uso das janelas abertas pode ser mais recomendado. “Manter as janelas fechadas e usar o ar-condicionado pode consumir energia elétrica adicional, o que também coloca uma carga extra no motor e, consequentemente, no consumo de gasolina. Porém, a eficiência do ar-condicionado varia dependendo da velocidade do veículo e da temperatura externa. Em velocidades muito baixas, usar as janelas abertas pode ser mais eficiente do que o ar-condicionado”, finaliza o assessor de assuntos econômicos.

O assessor conclui que como foi observado nos testes da Chevrolet, a diferença no consumo é relativamente pequena e deixa um recado para os condutores. “Em trechos urbanos, a diferença de consumo e economia com janelas abertas será pequena, se compara a janelas fechadas e com ar-condicionado, e dificilmente pagará o preço da comodidade e da segurança”, exemplifica o profissional que recomenda o uso do ar-condicionado nos automóveis. 

Egressa de Pós da UFSCar é premiada em evento da área de Computação

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Jullia Gabriella de Oliveira Saad recebeu o prêmio de segundo melhor artigo do VIII WASHES 2023

O trabalho da egressa Jullia Gabriella de Oliveira Saad, do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação do Campus Sorocaba da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), recebeu o prêmio de segundo melhor artigo do VIII Workshop sobre Aspectos Sociais, Humanos e Econômicos de Software (WASHES 2023), que ocorreu durante o XXXXIII Congresso da Sociedade Brasileira de Computação (CSBC 2023), na cidade de João Pessoa, Paraíba, no dia 6 de agosto.

O trabalho premiado, intitulado “The impact of UX work on communication and collaboration in software startups”, apresentou resultados parciais do projeto de mestrado da egressa, que foi bolsista Capes e teve orientação da professora Luciana Zaina e coorientação do professor Alexandre Alvaro, ambos docentes do Departamento de Computação (DComp), do Campus Sorocaba da UFSCar.

O artigo, que também teve a colaboração da pesquisadora de pós-doutorado, Joelma Choma, apresenta os resultados parciais de um estudo de caso múltiplo que Jullia Saad desenvolveu durante o mestrado em duas startups e com a participação de 16 profissionais de desenvolvimento de software (desenvolvedores, testers, UX designers etc). “Nosso objetivo era compreender quais eram os problemas, desafios e boas práticas que os times das startups adotavam para desenvolver o trabalho de UX”, apontou a orientadora, que explicou também que UX ou User eXperience é a área do conhecimento que estuda a interação humana (usuários) com produtos e serviços. A área de UX fornece um conjunto de técnicas e métodos que permite que profissionais investiguem o comportamento e os sentimentos do usuário antes, durante e depois da interação com um produto ou serviço.

O estudo foi realizado em duas etapas. Primeiro foram conduzidas entrevistas. Os participantes foram selecionados com base no tempo de empresa e no envolvimento com usuários, desenvolvimento de produtos, design e atividades de UX. “Nosso objetivo era entender as questões relacionadas ao trabalho de UX que afetam a comunicação e colaboração da equipe. Com base nos resultados das entrevistas, nós conseguimos compreender quais eram as atividades relacionadas ao design da experiência do usuário que impactavam o trabalho dos times de software das duas startups”, complementou Luciana Zaina.

Depois, foi utilizado um método denominado Evidence-based Timeline Retrospective (EBTR), que se baseia em cerimônias retrospectivas comumente realizadas por times de desenvolvimento de software que adotam abordagens ágeis, como a de construir uma timeline com os principais eventos, pessoas e artefatos envolvidos. “Este conhecimento traz uma contribuição relevante, porque permite que times de startups possam usar os achados para melhorar os aspectos de comunicação e colaboração”, acrescentou Zaina.

Para chegar aos resultados, a pesquisadora disse que foi construída uma timeline para cada startup e depois foi realizado um workshop em cada uma. “Mostrávamos a timeline e pedíamos que eles contassem mais sobre os eventos, pessoas e artefatos. Com isto, coletamos os dados através de gravação de vídeos e fizemos uma análise qualitativa baseada em codificação. Desta forma, chegamos a seis categorias de questões relacionadas à comunicação e colaboração que impactavam no trabalho de UX. No artigo, descrevemos o que são as categorias. Este conhecimento traz uma contribuição relevante, porque permite que times de startups possam usar os achados para melhorar os aspectos de comunicação e colaboração”, explica.

“Foi uma alegria receber a premiação. Primeiro, porque é o reconhecimento de que o nosso trabalho possui qualidade e está trazendo contribuições para a área de pesquisa em aspectos humanos em Engenharia de Software. Depois, porque o trabalho que a Jullia conduziu teve um contato direto com a indústria e nos proporcionou obter uma compreensão das necessidades da prática. Isto é muito relevante do ponto de vista de conduzir estudos científicos que tragam contribuições alinhadas a demanda do mundo real”, finalizou a orientadora.

O metaverso fracassou? Entenda o que aconteceu e o que esperar do futuro

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Com a promessa de revolucionar as relações sociais e corporativas, o metaverso se esbarrou em dois desafios para se consolidar: infraestrutura cara e a chegada estrondosa de novas inteligências artificiais (IA). A plataforma deve ser retomada no futuro, mas atualmente deixou de ser foco das gigantes da tecnologia. 

Em outubro de 2021, a maior empresa de redes sociais do mundo trocou de nome para Meta como sinalização de aposta no metaverso e o mundo voltou suas expectativas para a nova realidade virtual. O mercado financeiro não demorou a começar as especulações. Em pouco tempo, organizações dos mais diferentes setores abraçaram a ideia, mesmo ainda sem compreender bem o conceito. O movimento estimulou a criação de serviços e produtos voltados especificamente para o universo digital. 

A empresa gastou bilhões de dólares mensalmente para manter o projeto vivo e, no final, teve que realizar cortes de gastos por meio do congelamento de 5 mil processos de contratação e a demissão de mais de 20 mil funcionários. 

Com o crescente desinteresse do público, a saída da Disney do mercado de metaversos e, principalmente, o aumento de interesse e de pesquisas e desenvolvimento em IA no mundo, a Meta desistiu dos investimentos que fez ao longo dos últimos dois anos. No começo parecia promissor, mas após uma sequência de erros, este ano a empresa de Zuckerberg afirmou que “o foco para 2023 é em inteligência artificial, mensagens, criadores e monetização”.  

Hoje o olhar do mercado está sob outras perspectivas, mas o metaverso não morreu. Apesar do assunto não ser tão promissor quanto parecia há um ano, o conceito ainda atrai empresas. No Brasil, o Banco 24Horas entrou no metaverso por meio do servidor MetaSoul. Já o Grupo Carrefour anunciou uma ação com jogos no metaverso, por meio da plataforma Sandbox. 

As aplicações no metaverso de fato involuíram rapidamente. Há pouco tempo parecia que esse novo recurso estava prestes a explodir, mas o baque foi importante para revelar que essa é apenas uma tecnologia incipiente, que tem muito evoluir, e ainda pode trazer oportunidades no futuro. 

O sonho do Vale do Silício era que o metaverso fosse uma extensão da vida, onde as pessoas poderiam conviver com avatares, negociar itens e, até mesmo, se casar e comprar terrenos. A ideia de que todo mundo abraçaria a proposta de ter uma representação virtual realmente fracassou, o hype passou, mas ainda existe um potencial a ser explorado de maneiras alternativas e aliada a IA, por exemplo.  

Problemas de classificação: como utilizar IA para solucioná-los?

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Em uma sociedade que gera mais e mais dados a cada dia, o uso de modelos de machine learning para solução de problemas de classificação tem se tornado cada vez mais comum no mundo empresarial.  

Empresas de diversos segmentos, desde finanças até saúde, têm se beneficiado do uso desses algoritmos para automatizar processos, otimizar o desempenho de equipes e até mesmo tomar decisões estratégicas.  

Os modelos de machine learning para classificação são capazes de identificar padrões em dados, aprender com eles e utilizar esse conhecimento para prever a classe de novos dados.  

Alguma das aplicações são:  

  • Detecção de fraude: as empresas podem usar técnicas de classificação para identificar transações fraudulentas, como transações de cartão de crédito, transações bancárias suspeitas ou pedidos de reembolso fraudulentos.  
  • Classificação de clientes: as empresas podem usar técnicas de classificação para segmentar seus clientes com base em diferentes critérios, como idade, renda, histórico de compras e outros fatores relevantes. Isso pode ajudar a na personalização das ofertas de produtos e serviços para diferentes grupos de clientes.  
  • Detecção de defeitos de produção: as empresas podem usar técnicas de classificação para identificar defeitos em produtos fabricados em uma linha de produção. 

Além disso, os modelos de classificação podem ser utilizados para uma ampla variedade de casos, como identificação de doenças a partir de sintomas, classificação de imagens, análise de sentimento em relação a um produto ou serviço, entre outros.  

Isso permite que as empresas tomem decisões mais informadas sobre concessão de crédito, definam limites de crédito, ofereçam taxas de juros personalizadas e reduzam a incidência de inadimplência.  

Em resumo, o uso do machine learning ajuda grandes empresas a reduzir o risco de crédito, aumentar a eficiência e tomar decisões mais precisas e informadas em relação a seus clientes, com base em dados. Além de ajudar a automatizar o processo de análise de crédito, tornando-o mais rápido e eficiente.  

É importante destacar que a utilização de modelos de machine learning para classificação deve ser sempre acompanhada de uma análise crítica dos resultados obtidos. É fundamental verificar se as previsões feitas pelo modelo estão de acordo com o esperado e, em caso contrário, investigar os motivos e buscar melhorias no modelo ou nos dados utilizados.  

Sobre a 4intelligence  

A 4intelligence é especialista em ciência da decisão. Desenvolvem soluções para dar suporte a tomadas de decisões baseadas em análise de dados, por meio de modelagem econométrica e inteligência artificial. A tecnologia possibilita a estruturação e customização de processos decisórios em larga escala, visando que respostas acuradas sejam entregues sempre que houver mudanças no cenário econômico, num fluxo constante. Além disso, a empresa já recebeu mais de 120 prêmios pela acurácia de projeções, dentre os quais se destacam os do Banco Central, do Ministério da Fazenda, da Agência Estado e da Consensus Economics.  

Regulamentação sobre Propriedade Intelectual precisa ser atualizada em relação a questões que envolvem Inteligência Artificial

Dra. Patrícia Peck destaca a necessidade de construir uma equação que una o avanço tecnológico dentro da proposta da legislação para não comprometer um modelo moral e patrimonial que foi desenvolvido pelo ser humano

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A inteligência artificial se tornou uma ferramenta extremamente versátil para encurtar caminhos e acelerar desempenhos em praticamente qualquer atividade na Internet, dada as inúmeras possibilidades que proporciona. O sucesso dessa tecnologia foi avassalador e já é um instrumento indispensável para diversas empresas brasileiras. Conforme estudo do SAS (Statistical Analysis System) feito pelo IDC (International Data Corporation), o Brasil lidera o uso de Inteligência Artificial na América Latina: cerca de 63% das organizações utilizam aplicações baseadas nesse sistema.

Tecnologias que facilitam e democratizam o acesso a dados digitais sempre trouxeram polêmicas sobre proteção autoral. E com as IAs generativas – uma subárea da Inteligência Artificial que possibilita a geração de conteúdo pelos sistemas inteligentes que podem criar imagens, áudios, vídeos, textos, entre outros itens anteriormente criados apenas por seres humanos – não foi diferente. O cruzamento dinâmico de informações, que dificulta os próprios desenvolvedores das IAs apontarem de onde vêm os dados que alimentam o sistema, acaba por se valer de propriedade intelectual dos indivíduos que as desenvolveram sem respeitar os direitos de obras protegidas. Por outro lado, muito se discute sobre a possibilidade de se reconhecer tais direitos à obra que é resultado direto da IA.

Essa possibilidade tem levantado discussões sobre como proteger os direitos de criação de seus autores dentro da legislação de propriedade intelectual dos impactos que as IAs podem causar.

Na visão de Patrícia Peck, CEO e sócia fundadora do escritório Peck Advogados, a criação de IAs generativas, pela lei brasileira, não tem direito à proteção intelectual. “A máquina não cria nada, usa apenas informações que já existem e foram elaboradas e inseridas em algum lugar por alguém”, explica.

Patrícia também lembra que entre os debates mais emblemáticos envolvendo o assunto destacam-se a recente greve de roteiristas e atores de Hollywood, que estavam sendo substituídos ou tendo seus trabalhos menos procurados por conta do uso de Inteligência Artificial. Bem como a polêmica de Stephen Thaler, o desenvolvedor da DABUS, que enfrentou recentemente uma disputa perante o Escritório de Direitos Autorais dos Estados Unidos (USCO) e o Tribunal Distrital de Columbia, Washington em busca de ter reconhecida a autoria da obra de arte “A Recent Entrance to Paradise”, criada pelo algoritmo por ele desenvolvido. E a decisão da Corte Americana reforça o entendimento de que uma obra protegida por direitos de autor deve ser associada a um autor humano.

A Corte Americana refutou o reconhecimento da autoria, reforçando o entendimento da USCO.Após esse episódio que influenciou o entendimento atual, podemos entender que é possível ter uma proteção se houver uma camada de criatividade, fruto da atividade humana,  por cima do resultado trazido pela IA”, destaca a advogada.

Patrícia explica anda que, pela lei brasileira, a proteção é garantida somente à pessoa física, no sentido literal, não sendo possível extrair essa proteção de algo produzido por IA, ou seja, IA não tem CPF e só quem o tem pode criar algo. No entanto, é possível proteger uma obra criada com auxílio de IA. “O que torna a criação passível de proteção é o fator inventivo, caso de trate de uma patente, ou criativo e original, caso se trate de uma obra de arte, algo que só a condição humana pode criar e não a tecnologia. Nesse caso, ela é usada como instrumento ou meio para tal”, pontua.

Essa discussão ainda está aberta no campo legislativo mundial, mas a tendência, segundo a CEO do Peck Advogados, é que as leis evoluam conforme o avanço da tecnologia. “A IA generativa provoca cada vez mais a necessidade de atualização da legislação de direitos autorais, visando criar camadas de proteção, principalmente no cenário atual em que a checagem de informação é limitada, em um terreno já complexo de se regulamentar como a Internet”, comenta.

Patrícia entende que é necessário construir uma equação que acomode o avanço tecnológico dentro da proposta da legislação para não comprometer o modelo de proteção, com viés moral e patrimonial construído. “O negacionismo pode levar a selvageria da propriedade intelectual. A lei busca estimular a remuneração do investimento que se tem ao criar algo. O sistema tem o viés patrimonial, com a remuneração, além do moral, com o crédito da criação, para poder garantir que quem cria tenha seu reconhecimento ao ter sua obra usufruída por terceiros”, afirma.

Segundo a especialista em Direito Digital, a falta de regra pode, inclusive, desestimular a vontade de se desenvolver algo se não puder sequer ter o crédito por ela. 

O cliente voltou ao físico buscando experiências do digital”, diz Carlos Lino

Especialistas em automação contam os benefícios que um sistema eficaz traz aos bares e restaurantes

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“Precisa mudar a mentalidade que sistema é custo e olhar como receita”, diz Carlos Lino. Foto: Abrasel

Durante a palestra “Mais tecnologia, menos mão de obra”, no Congresso Nacional Abrasel, Juliete Correia (TecToy), Carlos Lino (Zig) e Célio Pupo (TabletCloud) falaram sobre as vantagens de incluir a automação em bares e restaurantes. Segundo os especialistas, existe uma vantagem na gestão e que resulta em uma lucratividade maior.

“As automações precisam ajudar o empresário de acordo com os hábitos de consumo dos seus clientes. Fechamos um acordo com o Habib’s e tivemos um retorno que após a implantação do autoatendimento tiveram um aumento de 22% no faturamento”, revela Juliete Correia.

Para Carlos Lino, houve uma alteração no que é o consumidor após a pandemia. “As pessoas voltaram ao mundo físico, mas com a busca ainda pelas experiências trazidas pelo digital. E os sistemas facilitam a vida do empreendedor, afinal eles têm um papel de oferecer sugestões aos clientes na hora da compra”, afirma.

“Não adianta um restaurante bonito, comida boa e bom atendimento, se some um item na hora do pagamento, se o cartão não passa… pensamos em facilitar o fluxo de informações para todos os envolvidos no processo. Afinal, no setor de alimentação fora do lar sempre é tudo muito acelerado, e é necessário garantir uma segurança para o empreendedor”, destaca Célio Pupo.

“Precisa mudar a mentalidade que sistema é custo e olhar como receita”, conclui Carlos Lino. De fato, muitas empresas do setor já aderem a sistemas que facilitam na gestão de negócios e no atendimento ao cliente. No Brasil, grandes redes como o Burger King inclusive já ter restaurantes com atendimento 100% automatizado.

Novartis e CONASEMS publicam impressões sobre manejo das doenças cardiovasculares no Brasil

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Novartis e CONASEMS publicam impressões sobre manejo das doenças cardiovasculares no Brasil

O projeto VIVA Saúde Cardiovascular, parceria da Novartis com o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), com apoio técnico da Kune Consulting, consultoria especializada no setor de saúde, publicou um relatório com mais de 50 recomendações para o fortalecimento da saúde cardiovascular no Sistema Único de Saúde (SUS). O documento, apresentado durante o XXXVII Congresso Conasems, é fruto da primeira fase da parceria, que analisou e discutiu de forma técnica entre gestores, trabalhadores da saúde, especialistas e demais atores estratégicos os desafios e fortalezas do manejo da saúde cardiovascular na rede pública de saúde do Brasil.

As recomendações feitas seguem 5 linhas estratégicas, que envolvem a gestão da atenção básica, coordenação assistencial e clínica, autocuidado, acesso e governança. Em cada uma dessas categorias, há as linhas de melhoria, que então elencam ações concretas para a implementação desses avanços. Dentre os pontos listados estão, por exemplo, o aumento do conhecimento da população sobre as doenças cardiovasculares e os fatores de risco, e a adoção de soluções digitais para agilizar o atendimento às demandas de saúde cardiovascular.

O fortalecimento da coordenação dos cuidados cardiovasculares entre as equipes da atenção básica e os demais níveis de cuidado na saúde – transversalidade essa que poderia ser alcançada com a incorporação de tecnologias de apoio à coordenação assistencial e clínica – também são apontados como fatores que poderiam melhorar a gestão da saúde cardiovascular em todos os níveis de atenção.

“Foram 18 meses de muito trabalho para mapear e analisar as potências e desafios da saúde cardiovascular no Brasil. Foram envolvidos no processo diversos especialistas e representantes de entidades públicas para contribuir com a elaboração das recomendações de melhorias para fortalecimento do SUS”, conta Jessica Salgado, líder de Novas Parcerias e Modelos Comerciais da Novartis. “Coletivamente com os parceiros, concluímos que 24 das 53 recomendações são implementáveis a partir da perspectiva da gestão municipal, enquanto as demais requerem o engajamento estadual e federal”, completa.

Segundo Hisham Hamida, Presidente do Conasems, o foco é proporcionar uma melhor saúde para a população, que encare de frente a questão cardiovascular e que reconheça esse desafio, apoiando as pessoas e as comunidades por meio das equipes de saúde para assim, todos viverem melhor. 

“O projeto Viva Saúde Cardiovascular, permitiu – de forma holística – identificar ações para melhorar a resposta do SUS às doenças cardiovasculares, que são uma das principais causas de morte e incapacidade no Brasil. Nesse primeiro momento, o projeto identificou o que deve ser feito, e as próximas etapas devem focar mais no desenvolvimento e na implementação dessas ações. Para isso, é importante considerar à participação estruturada dos usuários nas decisões e na avaliação das ações e da qualidade da assistência, assim como, levar em conta a magnitude continental do Brasil, que exige necessariamente adaptações locais para o desenvolvimento de soluções e intervenções que contemplem organizacional e estruturalmente as diferenças existentes e um nível adequado de autogestão clínica, municipal ou regional”, comenta Karen Costa, CEO Kune Saúde Consulting.

Para Leandro Fonseca, diretor de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade dos Sistemas de Saúde da Novartis Brasil, as recomendações vão ao encontro do compromisso da companhia com a saúde pública e com a saúde dos pacientes: “Somos parte do sistema de saúde e queremos contribuir para que a atenção básica do SUS seja fortalecida e que esteja bem estruturada para fornecer os cuidados primários e preventivos à saúde cardiovascular. A identificação precoce e o tratamento adequado dessas condições primárias, evitando que eventos mais graves ocorram, é mais efetiva em preservar a saúde cardiovascular e a qualidade de vida dos pacientes do que o tratamento de complicações já avançadas”, explica Leandro Fonseca. “Queremos ser parceiros estratégicos do sistema público de saúde na assistência à condição cardiovascular, que é a principal causa de morte no País, contribuindo para melhorar a jornada do paciente e fortalecendo a atenção básica”, completa.

Doenças cardiovasculares no Brasil

As doenças cardiovasculares são a principal causa de mortes em todo o mundo, atingindo, no Brasil, cerca de 400 mil mortes/ano – surpreendentemente, causando a morte de 1 brasileiro a cada 90 segundos – de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC)[i]. Também segundo a entidade médica, as doenças cardiovasculares causam o dobro de mortes que todos os tipos de câncer juntos e 2,3 vezes mais que as todas as causas externas (acidentes e violência).

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares lideram as causas de óbitos entre as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), causando grande impacto na qualidade de vida, com altos custos financeiros e sociais [ii]. E mais de três quartos das mortes por doenças cardiovasculares ocorrem em países de baixa e média renda [iii].

Sobre a Novartis 

A Novartis está reimaginando a medicina para melhorar e ampliar a vida das pessoas. Como líder mundial em medicamentos, utiliza tecnologias científicas e digitais inovadoras para criar tratamentos transformadores em áreas de grandes necessidades médicas. A empresa é constantemente classificada entre as principais do mundo em investimento em pesquisa e desenvolvimento. Os produtos da Novartis alcançam quase 800 milhões de pessoas em todo o mundo e a empresa busca maneiras inovadoras de expandir o acesso aos tratamentos mais recentes. Cerca de 110 mil pessoas de mais de 140 nacionalidades trabalham na Novartis em todo o mundo. Saiba mais em http://www.novartis.com.br.

Fraudes em compras online: Apenas 30% dos casos analisado são realmente golpes, aponta estudo

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Segundo empresa especializada em prevenção de fraude, os “falsos positivos” representam número significativo das análises. Especialista comenta como evitar

Na última década, em especial, o comércio eletrônico saltou significativamente em volume de transações. No entanto, o aumento da atividade digital permitiu novas formas de fraude e ampliou a importância do gerenciamento eficaz para aprimorar a jornada de compra. Essa sofisticação dos golpes criou, ainda, outro tipo de problema para as companhias: o custo relacionado aos falsos positivos, que ocorrem quando a compra é legítima, mas é apontada como ilícita pelo sistema. Nesse caso, a empresa vendedora deixa de ganhar e a experiência do cliente é prejudicada.

Em 2021, foram 1,9 milhões de tentativas de fraude no Brasil, de acordo com um estudo do Serasa Experian. No entanto, um volume muito maior que esse costuma cair na ‘malha fina’ das análises, e aquelas finalmente não confirmadas como fraudulentas são os falsos positivos. Mas, até que as coisas sejam esclarecidas, já houve significativo impacto financeiro e de relacionamento com o usuário.

Um levantamento da Horus Group, empresa especializada em análise de risco de fraude, aponta que apenas 30% dos casos analisados são, de fato, golpes. “Esse é um problema recorrente em compras online. Os falsos positivos representam um percentual muito significativo das análises que fazemos. Na verdade, a maioria. Por isso, é importante lembrar que, quanto menos tecnologia e experiência empregados na análise de fraude, mais enganos podem ser cometidos. Um e-commerce que preza por oferecer uma experiência positiva de compra ao usuário precisa contar com uma inteligência de dados completa para ter a menor possibilidade de erro possível”, pontua Eduardo Daghum, CEO e fundador da Horus Group.

Embora a maioria das empresas tenha aprimorado essa relação com o usuário digital, muitas ainda precisam melhorar efetivamente seus controles sem prejudicar o cliente. As organizações demonstram estarem sobrecarregadas com o volume de práticas de má-fé. Nos serviços financeiros, os bancos continuam sofrendo com ataques de fraudadores, o que acaba atrapalhando a verificação de identidades e autenticação dos consumidores verdadeiros enquanto combatem atividades ilícitas.

Para Eduardo, o ideal é considerar a autenticação, o gerenciamento de fraudes e a experiência do cliente como etapas simultâneas, e não isoladas, como são frequentemente tratadas. “Práticas de autenticação mal projetadas têm um impacto negativo para ambas as partes. Para combater as ameaças e aprimorar a experiência do consumidor, as organizações precisam redesenhar as operações e processos tanto internos quanto do cliente, com base em uma avaliação contínua de casos reais de golpes ao longo das principais jornadas do cliente”, completa Eduardo.

Fundada em 2007, a Horus Group é especializada em serviços de prevenção a fraudes. A empresa atua em diversos segmentos, como e-commerces, companhias aéreas, delivery e produtos financeiros, atendendo grandes clientes, como iFood, Rappi e outros, inclusive com presença na América Latina. Desenvolve soluções focadas nas necessidades do cliente.