Do teleatendimento à alta gestão: executivas contam como é fazer carreira no Telesserviço

Nicole da Silva Ferraz tinha 23 anos quando foi aprovada em um processo seletivo para trabalhar como suporte técnico de uma empresa de telefonia em uma multinacional de call center. Era seu segundo emprego e primeiro contato com o setor de telesserviços. Dois anos depois, veio a promoção para supervisora de Ouvidoria e Nicole não parou mais de crescer. Liderou uma central de instâncias – função durante a qual passou por uma transição de gênero -, cuidou da implantação de uma operação, comandando um time de cerca de 120 pessoas, fez um intercâmbio nos EUA e chegou à posição de gestora de clientes bilíngue de uma plataforma global de streaming. Há pouco mais de um mês, veio a grande promoção: se tornou gerente e atende agora contas do Brasil e de países de língua hispânica.

Hoje cursando ciência de dados, Nicole faz parte de um novo movimento do call center no país. Um dos maiores empregadores privados, com mais de 1,4 milhão de trabalhadores formais, o setor tem se reinventado, apostando na qualificação e na progressão de carreira de seus colaboradores, deixando para trás o estigma de subemprego em que predominam pessoas de baixa escolaridade.

Segundo a Associação Brasileira de Telesserviços (ABT), atualmente grande parte dos trabalhadores do segmento que já concluíram o Ensino Médio estão cursando o Ensino Superior. “Existe incentivo contínuo à educação e possibilidade real de crescimento, uma vez dentro de uma grande empresa”, destaca Antonio Guilherme, presidente do conselho de administração da ABT, acrescentando que há a necessidade de operadores cada vez mais capacitados para atender inclusive clientes de outros países. “Essas demandas estão moldando um novo perfil de profissional que, bem treinado e em pouco tempo, se torna apto a cargos mais altos e outras funções”.

“Quando comecei, as pessoas viam o telesserviço como uma colocação temporária, visando garantir um meio de sustento. Vejo agora uma realidade diferente, com a presença de muitos jovens investindo na atividade. Há plano de carreira para quem quer evoluir. Entrei com essa vontade e a empresa me deu oportunidade para desenvolver meu potencial”, conta Nicole que, parte de um setor conhecido por seu alto turnover, está há 17 anos na multinacional Atento.

Trajetória parecida tem Denize Cassorla, que fez carreira dentro da Teleperformance (TP). Há 21 anos na empresa, começou como agente de atendimento aos 16 anos, em um programa de estágio. Depois de dois anos, foi promovida a instrutora, dando treinamento aos novos agentes, até chegar à supervisora, passando por diferentes níveis de atendimento e perfis de contas, incluindo uma companhia aérea e uma TV por assinatura.

Enquanto atuava no call center, Denize cursou e se formou em arquitetura e acabou migrando para outro campo da empresa. Fundou a área de infraestrutura da companhia e hoje, como gerente sênior em Infraestrutura e Facilities, é responsável pelos 12 prédios da Teleperformance. “Aprendi tudo aqui. Tive acesso a diversos treinamentos, como de liderança e coaching, além de cursos de inglês. Nunca enxerguei o telesserviço como um ‘quebra-galho’. É possível construir uma vida profissional a partir disso. Eu cresci junto com a empresa”, frisa.

Quebrando paradigmas

John Anthony von Christian, diretor-executivo da ABT reconhece, no entanto, que os estigmas ainda são muitos. “A ideia de trabalho maçante, repetitivo e até intrusivo é a imagem que predomina na cabeça das pessoas. O Telemarketing, por exemplo, é uma palavra que costuma ser utilizada para definir um setor inteiro, quando na verdade é apenas um canal dentro de um universo muito maior que compõe a atividade e suas atribuições. Temos nos esforçado para quebrar certos paradigmas que persistem”.

Nicole ressalta que nunca gostou de ficar em uma mesma posição por muito tempo. “Não gosto de repetição. Na minha trajetória, desempenhei funções diversas e aprendi a lidar com níveis de criticidade muito distintos. O call center hoje mergulha fundo na experiência do cliente e envolve operações mais complexas e desafiadoras do que as pessoas pensam. Foi também onde desenvolvi minha habilidade de liderança”, complementa. O crescimento da gerente acompanhou a própria evolução da Atento que, além do atendimento SAC, passou a oferecer soluções para clientes corporativos, área na qual Nicole também atuou por 8 anos. 

Denize corrobora. “Muita gente se surpreende por eu ter mais de 20 anos de casa, trabalhado em apenas uma empresa. Mas tem sido uma trajetória dinâmica. Fui aceitando novos desafios e aprendendo. Tem que correr atrás e agarrar as oportunidades de migração entre as áreas”.

Um setor em transformação junto com a sociedade

Esta reinvenção do setor também atravessou uma mudança de mentalidade. Inclusivo e diverso, o call center concentra, em sua maioria, mulheres, negros e pessoas da comunidade LGBTQIA+. “Evoluímos junto com a sociedade e nossa força de trabalho hoje é representativa deste progresso. É o retrato de uma nova realidade, mais comprometida com inclusão social e emprego de qualidade”, ressalta Gustavo Faria, vice-presidente do conselho de administração da ABT.

Nicole tem propriedade para falar sobre o assunto, já que sua transição de gênero aconteceu quando completou três anos na multinacional de call center. Ela conta que a Atento convocou toda a equipe, de modo a educar o time e acolher a sua nova identidade. “A empresa fez questão de garantir um ambiente seguro para mim. E me assumir trans e ser acolhida estimulou outras meninas a fazerem o mesmo”.

Da posição que ocupa como arquiteta, Denize avalia como o call center também transformou o seu próprio ambiente de trabalho nos últimos anos. “As empresas pensam muito mais no bem-estar do atendente, procurando fazer do ambiente laboral um lugar em que as pessoas desejem verdadeiramente estar. Ter tido a vivência do atendimento e hoje atuar na projeção destes espaços me ajudou a entender as dores e buscar alternativas cada vez mais funcionais”, diz.

Sobre a Associação Brasileira de Telesserviços (ABT):

Representante de um dos setores que mais empregam no Brasil, com cerca de 1,4 milhão de trabalhadores, a Associação Brasileira de Telesserviços (ABT), fundada em 1987, é pioneira em um mercado que impulsiona o crescimento do país. O segmento é um dos que mais contratam jovens, mulheres e negros, fomentando a diversidade em frentes distintas. Além de oferecer oportunidades de primeiro emprego, o setor apoia o crescimento profissional, por meio de convênios das organizações contratantes com instituições de Ensino Superior. A ABT reúne 19 empresas em 18 estados de todas as regiões do território nacional. Uma atividade que, com cada vez mais inovação e tecnologia, torna-se estratégica para o desenvolvimento socioeconômico do Brasil.

Tornando o planeta uma prioridade: o crescimento da busca por embalagens e produtos sustentáveis

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A sustentabilidade se tornou uma prioridade inegável para muitos consumidores conscientes, e essa mudança de mentalidade está impulsionando uma demanda cada vez maior por embalagens e produtos sustentáveis. Os dados são claros: de acordo com uma pesquisa recente realizada pela McKinsey em 11 países, mais de 90% dos entrevistados afirmaram estar dispostos a pagar um preço maior por produtos que utilizem embalagens sustentáveis. Isso mostra um claro desejo do público em contribuir para um futuro mais sustentável.

No entanto, a embalagem e produto sustentável não se limita apenas à sua capacidade de reciclagem. As pessoas buscam mercadorias que reduzam qualquer impacto ambiental ao longo de todo o seu ciclo de vida, desde a produção até o descarte. Essa mudança de paradigma representa um desafio significativo para diferentes setores, que precisam repensar suas práticas de fabricação e design para se adequarem a essas exigências cada vez mais rigorosas.

A implementação efetiva de embalagens e produtos sustentáveis requer um compromisso firme das indústrias em investir em pesquisa e desenvolvimento. É necessário buscar alternativas de materiais que sejam renováveis, biodegradáveis e de baixo impacto ambiental. Além disso, a adoção de processos de produção mais eficientes e menos poluentes é fundamental para reduzir a pegada ambiental.

No entanto, apesar dos desafios, a implementação destas melhorias também traz consigo oportunidades significativas. As marcas que abraçam a sustentabilidade podem se destacar da concorrência, conquistar a confiança e a lealdade dos consumidores preocupados com o meio ambiente e até mesmo atrair novos públicos. Além disso, ao investir neste direcionamento, as companhias contribuem diretamente para a proteção do meio ambiente e para a construção de um mundo mais sustentável para todos.

A Acer, empresa à qual tenho a honra de liderar na América Latina, está comprometida em desempenhar um papel significativo na construção de um mundo mais igualitário, sustentável e interconectado. Em linha com esse propósito, nossa companhia está empenhada em desenvolver e fabricar equipamentos ecologicamente conscientes, sem comprometer o desempenho e a tecnologia de ponta que nos tornaram líderes do setor.

Nossa linha de produtos Vero é um exemplo concreto desse compromisso. Composta por notebooks, monitores, projetores e até purificadores de ar, essa linha é feita com plástico reciclado pós-consumo, reduzindo assim a demanda por materiais virgens e ajudando a minimizar o impacto ambiental.

Além disso, estamos empenhados em reduzir nossa pegada de carbono e alcançar a neutralidade de carbono até 2050. Para alcançar esse objetivo, aderimos à iniciativa global RE100, comprometendo-nos a usar 100% de energia renovável em nossas operações até 2035.

Para concluir, ressalto que é imprescindível que as marcas levem a sério a adoção de embalagens sustentáveis em suas estratégias de negócio. Essa medida não apenas atenderá às expectativas dos consumidores, mas também trará benefícios concretos para a empresa, tanto em termos de reputação quanto de crescimento a longo prazo. A transição para essa mudança pode exigir esforços e investimentos consideráveis, mas trata-se de um passo fundamental para assegurar um amanhã mais sustentável para o planeta e para as gerações vindouras.

A frase “juntos, podemos mais” nunca fez tanto sentido como agora. Por isso, vamos juntos pensar no planeta.

*Germano Couy é General Manager Latin America da Acer.  

 

SOBRE A ACER 

Fundada em 1976, a taiwanesa Acer é uma empresa de tecnologia dedicada à concepção, venda e suporte de produtos inovadores que melhoram a vida das pessoas e as mantém atualizadas e conectadas. Com cerca de 7,7 mil funcionários, a Acer engloba desde tecnologia ligada à Internet das Coisas para jogos a realidade virtual, com equipe dedicada à pesquisa, design, marketing, venda e suporte de produtos e soluções que quebram barreiras entre pessoas e tecnologia. No Brasil, a Acer está presente há 12 anos e encontra-se entre as líderes em faturamento e volume de vendas no varejo. Com sua linha atual de produtos focada em notebooks, monitores, projetores e acessórios para diversos tipos de uso, a Acer possui equipamentos com alta performance, design com conteúdo e recursos eficientes e inovadores para o gamer, designer, educadores, escritórios e uso doméstico. 

Canadá expande programa de imigração para pessoas com francês básico e intermediário

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Empresas do país já estão oferecendo oportunidades de trabalho para quem fala o idioma de maneira moderada, sem a necessidade do LMIA, Avaliação de Impacto no Mercado de Trabalho

O governo canadense anunciou recentemente a expansão do programa de imigração para pessoas que falam francês básico e intermediário, sem a necessidade do LMIA, Avaliação de Impacto no Mercado de Trabalho, permitindo assim que empresas canadenses contratem imigrantes que tenham o idioma moderado. “Essa oportunidade que vai valer por dois anos abre portas para mais imigrantes da língua francesa com oportunidades para ter experiência de trabalho no Canadá e potencialmente se qualificar para uma residência permanente”, afirma Daniel Braun, fundador da Meegra, plataforma com soluções de imigração.

O LMIA é uma autorização que empresas canadenses deverão solicitar para contratar um trabalhador no exterior. Segundo Braun, o governo liberou o LMIA desde junho de 2023. “Agora é possível ser contratado por uma empresa canadense sem essa autorização e com francês básico e intermediário. O país vive uma escassez de mão de obra de qualidade e o Programa de Mobilidade Francófona do governo é mais uma abertura de portas para novos imigrantes que dominam a língua de maneira moderada. Facilitar a imigração para quem tem domínio do idioma francês está no centro das prioridades do governo canadense”.

Para Braun, se você está considerando imigrar para o Canadá e deseja morar em lugares que falam francês, o primeiro passo é começar a ter noções do idioma mesmo que sejam básicas. “Aprender a língua não é apenas um jeito de se comunicar, mas é uma maneira de mergulhar de cabeça na cultura e criar laços verdadeiros com a comunidade local. No âmbito profissional, falar francês abre portas incríveis. Ter habilidades em francês pode destacar o candidato em processos seletivos, com vantagens competitivas no mercado de trabalho global e agora que o governo do Canadá tirou o LMIA é possível participar de bons processos seletivos por lá com um idioma moderado”, afirma.

Quer saber mais sobre o processo de imigração, entre em contato com a Meegra pelo site https://www.meegra.com.br/.

Sobre a Meegra

A Meegra é uma plataforma que descomplica o processo de imigração. A ferramenta é um guia completo para guiar quem deseja morar fora do país, em países como Canadá e Portugal, sem se preocupar com burocracia e papelada.

O fundador e presidente da Meegra, Daniel Braun, realiza palestras gratuitas pelo Brasil com importantes temas, como estilo de vida, mercado de trabalho e programas de imigração, entre outros.

4 dicas de como melhorar a logística da sua empresa e garantir sucesso dos negócios

Diversificação, parcerias sólidas e indicadores de desempenho são algumas dicas citadas pelas startups RoutEasy e Motz

 Segundo dados do Banco Nacional de Empregos, as contratações no setor logístico aumentaram em 37% nos últimos anos. A pesquisa demonstra que o ramo logístico cresce e se torna cada vez mais essencial para a economia do Brasil.

Com base na expansão do setor, a RoutEasy, logtech que oferece soluções para e-commerces e varejo, juntamente com a Motz, transportadora digital da Votorantim Cimentos, atuam com foco em agregar inovação ao segmento, oferecendo uma gama de soluções e serviços que têm como objetivo otimizar processos e aumentar a qualificação aos parceiros e consumidores finais. 

Para auxiliar empresas que buscam aperfeiçoar suas operações, os CEOs das startups trazem 4 dicas de como melhorar a logística nas empresas:

1-Diversificar as opções de entregas

Para gerar resultados ágeis e de menos risco, é importante que as empresas entendam quais os meios de entregas mais vantajosos para seu nicho. É recomendado a implementação de diversas modalidades de entregas para que empresas possam minimizar riscos e trazer preços variados para as necessidades de cada cliente.

“Pode-se afirmar que um dos principais desafios para gestores de e-commerce, é estruturar os conceitos logísticos para gerar entregas eficientes. Por isso, é de extrema importância que estes segmentos entendam como diversificar suas entregas e otimizar suas operações para satisfazer seus clientes” afirma Caio Reina, especialista do setor e CEO da RoutEasy.

2-Acompanhar os indicadores de desempenho

São esses que medem o desempenho da sua organização e indicam se estão evoluindo conforme desejado. Sua atuação é um grande facilitador para transportadoras que buscam acompanhamento e mensuração constante de resultados.

3-Firmar parcerias sólidas com bons fornecedores 

O sucesso de entregas está diretamente relacionado aos insumos obtidos. Encontrar os fornecedores certos não é uma tarefa fácil, por isso, é indispensável que, uma vez que a empresa tiver os ideais, estabeleça relações sólidas e de confiança. Este relacionamento gera segurança e qualidade aos serviços da organização.   

4-Agilidade na tomada de decisões

Trata-se de uma estratégia elaborada e preparada para qualquer tipo de situação que afete o processo produtivo da empresa. Para diminuição de prejuízos, é necessário que a organização saiba como antecipar situações de risco, por meio de planejamentos específicos e esteja preparada para agir de forma rápida e otimizada na resolução dos problemas.

“A gestão logística é um papel de extrema importância dentro de uma empresa e esta área vem se tornando cada vez mais complexa. Manter uma cultura forte da empresa e agir de forma rápida na tomada de decisões são pontos chaves para o sucesso das organizações” finaliza André Pimenta, CEO da Motz.

Sobre a RoutEasy:

A RoutEasy é uma logtech que utiliza inteligência artificial em soluções de otimização e gestão de entregas. Com mais de 300 clientes no Brasil e na América Latina, a logtech aposta na inovação no tradicional setor de entregas e passou a integrar, em dezembro de 2022, o ecossistema de soluções logísticas nstech. Sua atuação é baseada em algoritmo genético, programação e inteligência artificial, os quais são utilizados para otimizar e integrar processos. Isso contribui para maior produtividade e menor custo de entrega, e, assim, a logtech fundada por Caio Reina gera economia de até 40% a seus clientes, que reúnem nomes como Shopee, Royal Canin, Rodonaves, GPA, Magalu, Obramax e DHL.  

Sobre a Motz:

A Motz é a transportadora digital da Votorantim Cimentos, criada com o espírito de startup, ágil, inovadora e com muita tecnologia. Tem como objetivo conectar as cargas de embarcadores com os motoristas autônomos, aliando a solidez, a capilaridade e a segurança no atendimento. Com cerca de 28 mil motoristas cadastrados em sua base, a Motz está presente em mais de 100 pontos de expedições em todo o Brasil, com atuação nas principais cidades e corredores de transporte rodoviário no país. Foram mais de 665 mil viagens no último ano, registrando a média de 76 viagens a cada hora. 

Como as startups estão redefinindo a logística?

Foto: Reprodução-CEO e fundador da RoutEasy

A logística, por sua própria natureza, envolve um longo e complexo arranjo de processos – alguns que, inclusive, foram estabelecidos há décadas. Porém, nos últimos anos, a tecnologia e as consequentes mudanças no comportamento dos consumidores demandaram uma significativa evolução nesse setor tão tradicional. 

As startups de logística (ou logtechs) surgiram para desempenhar um papel fundamental na abordagem dessas demandas, principalmente no que diz respeito à agilidade. Enquanto as grandes corporações tendem a contar com processos mais burocráticos e sistemas legados, as startups têm a flexibilidade necessária para adotar novas tecnologias e modelos de negócios de maneira rápida e eficiente. 

Isso tem sido especialmente perceptível quando se trata de otimização de rotas e gestão de entregas. Nos últimos anos, as logtechs foram cruciais para um salto de inovação nas operações logísticas, que precisaram se ajustar rapidamente a um novo perfil de consumo, demandando maior produtividade para viabilizar  e entregas mais rápidas.

Assistimos então a uma alavancada no uso da inteligência artificial para criar sistemas altamente eficientes, que substituíram tarefas manuais e ofereceram mais visibilidade, tanto para as operações quanto para o consumidor.

Logo, a relação entre startups e as grandes corporações tem sido muito mais colaborativa do que competitiva. Com mais experiência, alcance e recursos, as companhias têm buscado parcerias estratégicas com startups para alavancar suas inovações e soluções tecnológicas, além de se manterem sempre atualizadas em um contexto de sucessivas mudanças.

Os anos de 2020 e 2021 foram grandes exemplos dessa movimentação. À medida que o e-commerce se tornou a salvação para muitos negócios durante o isolamento, as startups emergiram como parceiras essenciais para impulsionar a transformação digital e atender às demandas por entregas mais rápidas e eficientes.

De acordo com um relatório da McKinsey, no auge da pandemia, as logtechs receberam o dobro de investimentos, já que o cenário trouxe consigo desafios sem precedentes para a logística.

Essas parcerias também encontram um terreno fértil quando se trata de enfrentar desafios de sustentabilidade. Graças à adoção de uma abordagem mais inovadora, diversas companhias estão minimizando seus impactos ambientais, reduzindo desperdícios e otimizando a utilização de recursos. 

E o futuro parece cada vez mais promissor. Existe ainda um grande horizonte a ser explorado quando se trata de inteligência artificial, internet das coisas, aprendizado de máquina e big data, principalmente para criar experiências mais personalizadas para o consumidor. 

Por isso, em um arranjo tão complexo quanto a logística, as startups desempenham um papel valioso: criar ferramentas praticamente sob medida para solucionar problemas específicos.

A importância do pequeno varejo nos extremos do Brasil

Por Rogério Albuquerque, head de marketing e produtos da Card

Em pleno século 21, na expansão e solidificação do digital como base organizacional, com o e-commerce ganhando cada vez mais mercado e consumidores; o comércio físico parece se esvair diante de tantas inovações, tecnologias e praticidades que a internet proporciona ao varejo. No entanto, o pequeno comércio, em regiões extremas do Brasil, ainda se impõem diante da massificação “online”.

Zonas rurais, ribeirinhas, periferias e vilarejos, essas palavras podem parecer distantes do cotidiano de um morador de uma área urbana, de uma metrópole ou megalópole, onde há um fluxo digital perfeito, lugares em que o sinal 5G é real e o “pague agora e receba em duas horas” funciona. 

Essas zonas extremas do Brasil enfrentam uma outra realidade, um cenário desconhecido dos empresários, executivas; homens e mulheres de negócios que não tem tempo a perder – Time is money. A realidade desses brasileiros e brasileiras é longínqua a uma internet de qualidade ou a um serviço postal que entre em qualquer rua e viela e encontre o destino certo do produto comprado.

Nesses cenários, o pequeno varejista; a quitanda; a vendinha; a sorveteria se fazem grandes players para o consumo local. Essa força dos pequenos negócios, comércios e serviços é traduzida através dos números do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).

Conforme a entidade, o setor de pequeno varejo emprega cerca de 9,5 milhões de pessoas e responde por cerca de 27% do Produto Interno Bruto (PIB) do comércio varejista do país. Um motor que impulsiona uma parcela significativa da economia.

Dentro os segmentos do pequeno varejista brasileiro estão: 

  • Alimentação, com padarias, mercados e lojas de conveniência; 
  • Vestuário e calçados; 
  • Produtos farmacêuticos e perfumaria; 
  • Materiais de construção e móveis e decoração;
  • Eletrônicos e eletrodomésticos.

Desprezar esse setor é como eliminar uma parte da somatória das riquezas internas do Brasil. Mesmo não fazendo parte do seu cotidiano, os comércios nas zonas mais extremas estão espalhados por aí. 

Tente fazer o seguinte exercício: esqueça seu celular e seus aplicativos de compra online, desligue seu wi-fi e o computador. Feito isso, agora vá para rua e conte quantos comércios existem em sua vizinha, tente lembrar quantas vezes você consumiu nestes locais. Poucas, não é mesmo?

Foram desses pequenos vendedores e comerciantes locais que a economia brasileira se fortaleceu e as grandes companhias valorizadas surgiram, tornando-se conglomerados, organizações e multinacionais. 

Sobre a Card

Após a junção anunciada no ano de 2021 entre o Grupo Card e a Rede Tendência, que se tornou Card, a empresa contempla mais de 20 anos de experiência no mercado de meios de pagamento e soluções de tecnologia, atuando em mais de 90 mil pontos de vendas espalhados pelo Brasil. Mais de 50 soluções podem ser encontradas na plataforma card e nas maquininhas, como telecomunicações, gift card e mobilidade urbana em todo o país. Saiba mais: https://grupocard.com.br/

Como gerenciar uma conta empresarial no Instagram? Confira dicas para o pequeno empreendedor

RELEASE | Especialista dá dicas e estratégias para alcançar o sucesso na rede social

Foto: Reprodução

Existem várias vantagens em fazer um perfil comercial no Instagram. A principal é a quantidade de usuários que essa rede social tem, sendo a maior do mundo e a preferida dos brasileiros. Segundo o último levantamento da Opinion Box, somente no Brasil, são aproximadamente 99 milhões de pessoas que usam o aplicativo todos os dias. Se você pensou que para marcar presença digital nas redes, bastava abrir uma conta comum no Instagram, a gente precisa te avisar que não é bem assim. O seu negócio alcança resultados muito mais expressivos quando você usa a modalidade certa para ele: o Instagram para empresas.

Por que usar o Instagram para empresas e não uma conta pessoal? A resposta está nos recursos disponíveis. Segundo Andrea Avedissian, Gerente de Marketing da Zippi, fintech que oferece capital de giro semanal para micro e pequenos empreendedores, quando você abre uma conta ou migra para essa condição específica, fica mais fácil realizar um bom trabalho de marketing digital. “A grande sacada é que ele serve para negócios de qualquer tamanho, inclusive para os autônomos. Ou seja, a ferramenta é super democrática e aceita todo mundo. Então, não se preocupe se você trabalha por conta, que o Instagram para empresas é valioso para você também”.

Aqui está um guia para ajudar sua marca a se destacar na plataforma:

  1. Defina seus objetivos: Comece definindo claramente o que você deseja alcançar no Instagram. Isso poderia ser: aumentar o reconhecimento da marca, gerar tráfego para o seu site, aumentar as vendas ou interagir com seu público-alvo. Compreenda quem é seu público-alvo: idade, interesses, comportamentos, localização, etc. Isso ajudará a criar conteúdo que ressoa com eles.

  1. Crie um perfil atraente e estratégico: A bio – descrição que você coloca para o seu negócio e ramo de atuação – de seu perfil empresarial deve ser concisa, informativa e refletir a personalidade da marca. Uma dica preciosa é, além de adicionar sobre o assunto que você vai ensinar, é como você pode ajudar os seus seguidores. As pessoas precisam entender porque é interessante seguir aquela conta. Por exemplo, se for uma loja de roupa, um caminho é mostrar na bio que as roupas são versáteis, atemporais e que combinam com qualquer look, algo como “Roupas versáteis, atemporais e que você precisa ter no guarda-roupa”, além da localização, contatos, etc. 

Use também uma foto de perfil reconhecível e um nome de usuário relacionado ao nome da marca. Planeje o tipo de conteúdo que você compartilhará. Isso pode incluir fotos de produtos, bastidores, histórias dos bastidores, depoimentos de clientes e conteúdo relacionado ao seu setor. Mantenha uma estética visual consistente para uma aparência coesa, ou seja, nada de fotos pessoais, como de viagens e lazer na conta destinada para o seu negócio.

  1. Use hashtags de forma estratégica e publique com constância: Pesquise e use hashtags relevantes para aumentar a visibilidade do seu conteúdo para um público mais amplo. Evite usar apenas as hashtags mais populares; escolha algumas específicas do seu nicho. Além disso, é essencial manter uma presença ativa, postando regularmente. Obviamente, sempre entendendo o que funciona para o seu público, para isso, não tem jeito, a receita é teste e persistência: Postou um tipo de vídeo que bombou? Siga nesse estilo. Postou algo que falhou demais? Procure outros formatos. 

  1. Use o recurso Stories e Interaja com seus seguidores: Com certeza os stories são ótimos para mostrar produtos ou serviços, mas ninguém quer ver apenas isso. A ideia é deixar tudo mais fluido, então mostre coisas legais do seu dia a dia, como: bastidores, memes, indicações diversas e o que mais fizer sentido para a sua estratégia e negócio. Use o recurso para compartilhar atualizações, ofertas exclusivas, enquetes, por exemplo. Isso ajuda a manter os seguidores interessados e engajados.

Responda a comentários, mensagens diretas e interaja com o conteúdo dos seus seguidores. Isso constrói um relacionamento mais forte com sua audiência.

  1. Interaja com seus seguidores e pense em parcerias: Outro ponto é buscar colaborações com influenciadores ou outras marcas relevantes, que podem ajudar a expandir seu alcance. Certifique-se de que as colaborações se alinhem aos valores da sua marca.

  1. Acompanhe as métricas e análises e avalie o investimento em anúncios: Acompanhe as métricas de desempenho, como envolvimento, alcance e crescimento de seguidores. Use essas informações para ajustar sua estratégia conforme necessário. A promoção de anúncios é a única funcionalidade que não é gratuita na ferramenta. Mas você pode definir o orçamento que couber no seu bolso na hora de promover o seu perfil. Inclusive, nos primeiros anúncios, dê preferência para fazer testes com valores mais baixos para sentir primeiro como o público se comporta com a sua propaganda. O mais legal aqui é que você pode promover os posts do feed ou stories que deram mais resultados organicamente. Mas se quiser criar algum conteúdo especial e diferente como anúncio, você pode também.

“O Instagram para empresas traz uma série de vantagens que as contas pessoais não possuem. A melhor parte é que os recursos disponíveis que ajudam a atingir mais consumidores não possuem custo. Com exceção dos anúncios, o resto é tudo na faixa, além dos recursos, que estão sempre evoluindo segundo as tendências. Fique atento a essas mudanças e adapte sua estratégia conforme necessário”, finaliza Andrea

Sobre a Zippi

A Zippi é uma fintech que entrega capital de giro semanal para micro e pequenos empreendedores. Fundada por ex-alunos do ITA e MIT André Bernardes, Ludmila Pontremolez e Bruno Lucas, a fintech criou um meio de pagamento de crédito instantâneo para microempreendedores brasileiros. A Zippi soluciona os desafios de seus clientes por meio de produtos e serviços adaptados para as necessidades de pequenas empresas, microempreendedores e autônomos, focando na agilidade, relevância e eficiência, ajudando a atingir todo o potencial do negócio.

Tenable incorpora recursos de varredura de APIs e aplicações Web para o Nessus Expert

Recursos dinâmicos de teste de segurança de aplicações permitem que o Nessus identifique com rapidez e precisão as vulnerabilidades Web

A Tenable®, empresa de gerenciamento de exposição, anuncia novos recursos no Tenable Nessus Expert que oferecem verificação de vulnerabilidades simples e abrangente para aplicações Web e APIs modernos. O escaneamento de aplicações Web e de APIs no Nessus Expert são recursos de teste dinâmico de segurança de aplicações (DAST) que permitem que os profissionais de segurança identifiquem e avaliem proativamente vulnerabilidades conhecidas, incluindo as 10 principais vulnerabilidades do OWASP (Open Web Application Security Project) em código de aplicações personalizados e vulnerabilidades conhecidas encontradas em componentes de terceiros.

Com o apoio da Tenable Research, o Nessus oferece uma cobertura ampla e precisa de vulnerabilidades para aplicações Web e APIs, abrangendo servidores de aplicações Web, sistemas de gerenciamento de conteúdo, estruturas da Web, linguagens de programação e bibliotecas JavaScript. O resultado é uma redução de falsos positivos e negativos, garantindo que os profissionais de segurança conheçam os verdadeiros riscos de suas aplicações.

“As aplicações Web estão sob cerco e os profissionais de segurança encarregados de protegê-los enfrentam inúmeros desafios”, disse Glen Pendley, diretor de Tecnologia da Tenable. “Com o Nessus Expert estamos enfrentando o cerne desses desafios de frente, ampliando a visibilidade de aplicações Web e APIs. Independentemente de execução de aplicações on-premises ou na nuvem pública, o Nessus Expert avalia suas exposições e fornece aos profissionais de segurança, consultores e pentesters resultados práticos rapidamente.”

O Nessus Expert é a primeira solução de avaliação de vulnerabilidades do setor que abrange os ativos tradicionais de TI e a superfície de ataque moderna e dinâmica, incluindo a superfície de ataque externa, a infraestrutura de nuvem e, agora, aplicações Web e APIs. Esse novo recurso e funcionalidade permite aos profissionais de segurança:

●      Configurar novas varreduras de aplicações Web e APIs e gerem facilmente resultados abrangentes.

●      Descobrir rapidamente vulnerabilidades conhecidas e problemas de higiene cibernética usando modelos de varredura predefinidos para certificados SSL/TLS e configurações incorretas de cabeçalhos HTTP.

●      Identificar todas as aplicações Web, APIs e componentes subjacentes pertencentes a uma determinada organização.

●      Realizar a varredura de ambientes com confiança e segurança, sem interrupções ou atrasos.

Mais informações sobre o Nessus Expert estão disponíveis em: https://www.tenable.com/products/nessus

Sobre a Tenable

A Tenable é uma empresa de gerenciamento de exposição. Atualmente, cerca de 43.000 organizações no mundo confiam na Tenable para compreender e reduzir o risco cibernético. Como desenvolvedora do Nessus, a Tenable ampliou sua experiência em gerenciamento de vulnerabilidades para oferecer a primeira plataforma do mundo a visualizar e proteger qualquer ativo digital de qualquer plataforma de computação. Aproximadamente 60% dos clientes da Tenable integram a prestigiada lista da Fortune 500; cerca de 40% da carteira de clientes consta no ranking Global 2000, além de grandes empresas públicas governamentais. Saiba mais em: tenable.com.