Cancelamento de viagens: quem paga pelo chargeback?

Este ano, duas empresas de viagens já decretaram a suspensão dos pacotes promocionais vendidos. A Hurb, anunciou seus problemas financeiros em abril, enquanto a 123 milhas acaba de suspender as viagens do pacote PROMO. Diretamente impactados, os consumidores saíram atrás de alternativas para resolver e tentar amenizar os prejuízos. Mas e enquanto as empresas? Quem arca com os custos da contestação e solicitação do chargeback? 

As contestações de compras são  realizadas diretamente com os bancos emissores da compra, que emitem o alerta de solicitação a todos os envolvidos nos arranjos de pagamento para a verificação da responsabilidade de pagamento da disputa. 

Especialista em chargeback, Fabiano Grottoli, explica que quando há o cancelamento da compra por parte do lojista, a solicitação de chargeback pelo cliente fica entre duas barreiras: 

  1. Desistência da compra parcelada e cancelamento do pagamento das parcelas pelo cartão de crédito – as operadoras de cartões e bancos são capazes de suspender o pagamento e cancelar a compra, gerando uma disputa interna entre os envolvidos. No caso do cancelamento dos pacotes da 123 Milhas, por exemplo, os clientes afetados podem abrir uma solicitação de chargeback junto ao seu banco emissor para cessar a cobrança das parcelas ainda não vencidas.
  2. Solicitação do dinheiro de volta quando a compra foi totalmente finalizada – os pagamentos finalizados exigirão dos clientes um processo mais complexo, onde o prestador de serviços tem que provar que o serviço foi ou será executado. Nesse caso, a tendência é que o banco emissor devolva o valor pago ao cliente e o prestador de serviço arque com o prejuízo. 

Quatro dicas para vender mais usando a PNL

A Programação Neurolinguística pode ser altamente eficaz e até determinante para o sucesso de uma negociação. Por isso, a treinadora e palestrante Mari Possidonio, especialista em comunicação e Programação Neurolinguística, listou quatro dicas práticas para usar durante a negociação e fechar vendas com mais facilidade:

  • Considere um dos perfis de cliente: Consumidor visual (aquele que gosta mais de entender as informações de um produto por meio de imagens), consumidor sinestésico (é aquele cliente que toca bastante no produto antes de decidir pela compra) ou um Consumidor auditivo (prefere ouvir explicações sobre determinado produto antes de compra-lo). Sabendo identificar que tipo de consumidor o seu cliente é, fica mais fácil compreender suas reais necessidades e se comunicar com ele.
  • Evite palavras que gerem dúvida: Utilizar palavras como “Não”, “Mas” e “Talvez” podem atrapalhar sua venda. Estas são palavras relacionadas à incerteza, insegurança, negatividade, o que faz com que opte por esperar mais ou não realizar a compra naquele momento. Para o sucesso da venda, prefira palavras positivas, que ressaltem as qualidades e benefícios do produto ou serviço.
  • Atente-se à linguagem corporal do cliente e utilize o rapport: A linguagem corporal do cliente pode contribuir muito mais para o fechamento de uma venda, do que as próprias palavras. Para saber se ele está atento e/ou interessado à sua fala, você pode espelhar movimentos ou a postura dele e vice-versa. Se a correspondência ocorrer, considere recíproco.
  • Associe produtos ou serviços a sentimentos: O cliente vai lembrar da experiência que aquele produto pode proporcionar a ele. Foque no propósito que o produto ou serviço tem. De que forma vai ajudar o cliente? Qual é o diferencial?

*Mari Possidonio é Treinadora e Palestrante, especialista em Comunicação e Programação Neurolinguística

Evolução da Sinuca: entenda como o lazer se tornou um esporte profissional

Campeonatos organizados no Brasil oferecem premiações de até R$ 400 mil aos campeões

Para alguns, a sinuca é um jogo recreativo, perfeito para se divertir com os amigos em bares, lanchonetes e salões. Mas tem gente que encara o assunto com seriedade. Como é o caso de Josué Ramalho da Silva, o famoso Baianinho de Mauá, que começou a jogar por diversão e se tornou profissional.

Atualmente, Baianinho é o principal nome de um dos esportes mais populares do país, demonstrando toda a sua habilidade com tacos de sinuca Brasil afora. Aliás, a sinuca é, sim, um esporte. A atividade recebeu essa classificação no ano de 1988, quando Rui Chapéu ainda dominava o cenário nacional. 

Mas como a sinuca passou de uma recreação, para um esporte com campeonatos que oferecem premiações de até R$ 400 mil? Para entender a evolução da sinuca, precisamos voltar às origens do jogo. 

Origens da sinuca

Porém, antes, vale destacar que sinuca e bilhar são jogos diferentes. O bilhar serve como “base” para outros jogos que utilizam tacos, bolas e uma mesa. Portanto, a sinuca, também conhecida como Snooker, é uma variação do bilhar. 

Não existe uma data para a origem, mas historiadores indicam que em 3000 a.C., versões rudimentares do croquet e cricket já utilizavam bolas e tacos, semelhantes aos de sinuca.  Posteriormente, o jogo fez parte de rituais realizados entre os séculos II e III por guerreiros bárbaros da época. Eles atiravam pedras arredondadas em outras posicionadas no chão, como uma espécie de bocha. 

Estudiosos acreditam que o bilhar, no formato que conhecemos, começou a ser praticado durante o século XV. Existe mais de uma versão sobre a invenção da atividade. 

Uma das principais envolve Devigne, um francês que desempenhava a função de artesão de Luís XI. Acredita-se que o Rei se divertia na mesa de bilhar enquanto seus soldados estavam nos campos de batalha. Outras versões consideram que o bilhar nos moldes atuais começou em países como China, Inglaterra, Espanha e Itália. 

A atividade começou a ganhar fama na Europa, chegando ao Reino Unido no século XVI. A popularização em território britânico era questão de tempo, pois a rainha escocesa Mary Stuart praticava e ajudava na divulgação. Só para ilustrar um pouco do amor de Mary pelo jogo, após ser decapitada a pedido da rainha Elizabeth I, o corpo foi sepultado com o pano que revestia sua mesa de bilhar.

Em paralelo, espanhóis atravessaram o oceano e desembarcaram na América do Norte, para difundir o bilhar. 

Os equipamentos evoluíram. As bolas eram feitas de madeira até o século XVII, quando houve a troca da madeira pelo marfim. O material foi aposentado apenas no século XIX, graças ao norte-americano John Wesley Hyatt introduziu o uso de celulóide em 1869.

Com o passar dos anos, passou por diversas alterações, servindo como referência para a criação de novas vertentes: Pool, Carom, Mata-Mata, Bagatela e, claro, o Snooker, mais conhecido como sinuca. O Snooker, por sua vez, foi criado por soldados de origem inglesa que batalhavam na Índia. 

Popularização da sinuca e chegada ao Brasil

Após o general Sir Neville Francis Fitzgerald ter criado a sinuca na Índia, a modalidade começou a ganhar fama no mundo. O primeiro campeonato profissional aconteceu na Inglaterra, em 1907. Após 27 anos, o país também sediou o primeiro torneio a nível mundial. 

Em 1930, a fábrica de mesas Brunswick chegou ao Brasil, para impulsionar de vez a atividade por aqui. As fábricas brasileiras surgiram na década de 40, com a Tujague, no Rio de Janeiro, e a Taco de Ouro, em São Paulo. 

A Associação Metropolitana de Bilhar foi a primeira do país, sendo fundada em 1944 no estado do Rio de Janeiro. Ela possuía vínculo com o Conselho Nacional de Desportos (CND), mas a parceria foi descontinuada em 1956. 

No entanto, o primeiro campeonato não aconteceu no Rio, mas em São Paulo, no ano de 1958. Atualmente, o Interclubes Paulista ainda é disputado, portanto, é o torneio mais antigo do país. 

No mesmo período a sinuca ganhou uma grande aliada no Brasil: a televisão. A partir de 1960, a modalidade passou a ser divulgada por emissoras de TV. Assim, iniciou a “era de ouro” dos salões, com destaque para Maravilhoso, Taco de Ouro, Palácio Império, Indigena e Bandeirante. 

O primeiro campeonato brasileiro se deu em 1978, no Palácio São Cristóvão, localizado no Rio de Janeiro. Isso mostrava que a sinuca tinha cada vez mais jogadores e espectadores.

Sabendo do crescimento da atividade, a Rede Bandeirantes resolveu transmitir jogos ao vivo em seu canal. A estreia da sinuca no programa “Show do Esporte” aconteceu em 1984, por meio de Juarez Suarez, Luciano do Valle e Quico Leal. 

A emissora logo descobriu um jogador baiano, imbatível nos bares e botecos paulistanos: Rui Chapéu. O jogador assinou com a Band após vencer os 12 melhores jogadores do Brasil. 

Rui viveu o auge de sua trajetória durante a rivalidade com o norte-americano Steve Davis, em 1986. As partidas entre os dois eram assistidas por milhares de pessoas, rendendo ótimos números de audiência a Bandeirantes. 

Além de render grande audiência, as transmissões foram fundamentais para o crescimento e desenvolvimento da sinuca em território brasilieiro. 

Profissionalização e cenário atual da sinuca brasileira 

Desde 1988, o Conselho Nacional de Desportos considera a sinuca como esporte. No mesmo ano, dirigentes de federações da modalidade se reuniram em Ubatuba-SP para aprovar a primeira manifestação oficial das Regras da Sinuca, como normas nacionais. Era o que faltava para tornar a profissionalização possível. 

Hoje, existem diversos jogadores profissionais de sinuca, que ganham a vida praticando o esporte. Eles vivem com o dinheiro oferecido por patrocinadores e prêmios conquistados em campeonatos. 

A Confederação Brasileira de Sinuca (CBBS) é a entidade responsável por organizar as principais disputas no Brasil. O Campeonato Brasileiro da CBBS pode ser considerado como o Brasileirão da sinuca. 

O ranking nacional de sinuca, divulgado no site da CBBS, tem o paulista Igor Figueiredo na liderança, somando 360 pontos. O top 3 segue com os paranaenses Fabinho e Noel Moreira, com 240 e 195 pontos, respectivamente. 

Porém, outros torneios de grande relevância, sem a chancela da confederação, acontecem pelo país. O Baianinho de Mauá, por exemplo, participa da Liga Brasileira de Sinuquinha (LBS). 

Apesar de parecidas, sinuca e sinuquinha são jogos diferentes. Basicamente, as diferenças estão na dimensão e peso das bolas, revestimento da mesa e número de caçapas. 

Estrelas da sinuca 

O primeiro jogador a se tornar uma estrela da sinuca foi Rui Chapéu. Suas partidas eram transmitidas pela Band, ajudando, e muito, na popularização do jogo e de Rui. Entre 1984 e 1992, o baiano foi uma das principais atrações do “Show do Esporte”. 

Rui Chapéu teve uma carreira de 68 anos, parando apenas em 2020, ano de sua morte. O seu legado permanece e sua figura serviu de inspiração para diversos garotos que buscam a profissionalização. 

Sem dúvida, Rui influenciou Igor Figueiredo, campeão mundial de sinuca em 2018 e campeão brasileiro em 13 oportunidades. Igor começou a jogar com apenas 5 anos de idade. A brincadeira ficou séria, a partir dos 13 anos, quando participou de seu primeiro campeonato. 

Assim como Igor, Josué, o Baianinho de Mauá também iniciou cedo. Mesmo com pouca idade, o jogador já atraia a atenção dos moradores da cidade de Paulo Afonso-BA. Segundo ele, até mesmo os policiais paravam para ver o jogo. 

Depois de alguns anos, Baianinho foi morar em Ribeirão Preto-SP, para trabalhar como pedreiro. Certo dia, resolveu jogar sinuca em um bar e, após o fim da partida, conseguiu dobrar o salário. 

O apelido veio após sua chegada à Mauá-SP, cidade da Região Metropolitana de São Paulo. 

“Comecei a jogar em Mauá, fui andando no ABC, Santo André, São Bernardo, fui jogando em toda a redondeza e ganhando do pessoal. Perguntavam de onde eu era, aí pegou. Tem um Baianinho lá de Mauá que é bom, aí ficou o apelido”, afirmou Josué em entrevista ao Globo Esporte. 

A fama não parou de crescer. Os vídeos de Baianinho viralizaram, rendendo milhões de visualizações. Além disso, ele começou a participar de campeonatos cada vez mais importantes. 

Em 2022, Josué faturou o maior prêmio da história da sinuca no Brasil. A vitória diante de Felipinho colocou R$ 400 mil na conta do atleta. 

Quando o bilhar começou a ser praticado, pelos bárbaros nos séculos II e III, ninguém imaginava que a atividade se tornaria uma profissão. Mais do que isso, o jogo se tornou popular em todo o mundo, com milhões de praticantes. 

A paixão e dedicação dos praticantes foi vital para que a sinuca fosse encarada como um esporte. Os jogadores não são mais considerados malandros, mas sim atletas. 

Professor da UFSCar é um dos vencedores do prêmio “Materials Today Rising Star Award” de 2023

Premiação ocorreu durante o evento Materials Today Conference, realizado em Singapura

Foto: Reprodução

O professor Caio Gomide Otoni, do Departamento de Engenharia​ de Materiais (DEMa) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), foi um dos vencedores do prêmio “Materials Today Rising Star Award”​, entregue a seis pesquisadores de três diferentes ​campos de pesquisa​ da área de Ciência e Engenharia de Materiais (“Conversão e armazenamento de energia”, “Ciência de dados e inteligência artificial” e “Biomateriais”). Otoni foi o único vencedor do hemisfério sul, sendo os demais baseados em universidades dos EUA e Alemanha. A premiação ocorreu durante o evento Materials Today Conference, realizado entre os dias 2 e 5 de agosto, em Singapura.

A escolha dos premiados é feita após uma chamada para indicações, com periodicidade anual. O principal requisito é que o pesquisador esteja no início de uma carreira independente na área de Ciência e Engenharia de Materiais. Considera-se início de carreira, para esse prêmio, quando o título de doutor tenha sido obtido há menos de 10 anos; e por carreira independente, entende-se que o pesquisador tenha nucleado um grupo com linhas de pesquisa próprias e com capacidade de captação de fomento. Os critérios avaliados incluem o impacto gerado pelo candidato na comunidade de Materiais e seu potencial em continuar a fazê-lo nos próximos anos, de modo a tornar-se um futuro líder na área. 

O prêmio reconhece as contribuições das pesquisas de Otoni, com destaque notável àquelas na área de “Biomateriais”. “Especificamente nesta área, temos trabalhos recentes envolvendo sistemas de encapsulamento e entrega modulada de moléculas de interesse farmacológico; espumas e outros arcabouços porosos e/ou fibrosos para regeneração tecidual; superfícies biocidas e autolimpantes; plataformas sensoriais para detecção de analitos de relevâncias biomédica ou alimentícia; hidrogéis responsivos a estímulos externos; curativos membranosos não-tecidos; e materiais comestíveis como veículos para probióticos e outros compostos de interesse nutricional”, complementou Otoni.

Sobre o prêmio, o docente afirma que “foi recebido com orgulho por tratar-se de uma distinção feita por uma das revistas científicas de maior impacto na pesquisa em Materiais: a Materials Today. Para mim, o termo ‘star’ é uma forma meramente carinhosa, ou até hollywoodiana, de apelidar a distinção. O que é de fato honroso é o termo ‘rising’. Nós, pesquisadores em início de carreira, enfrentamos uma série de obstáculos burocráticos, administrativos, orçamentários etc. Debutamos sem laboratório nem orientados para conduzir a pesquisa, tampouco orçamento para financiá-la. Assumimos uma carga didática considerável e, junto à ela, uma enorme pressão por números. Via de regra, chegamos com muita energia, mas com pouca força para brigar pelos diferentes recursos que impulsionam uma carreira acadêmica. Neste cenário, quando comparamos nossa produtividade com aquela que tínhamos enquanto pós-docs, a impressão é que estamos em franco declive. Menos de três anos após ser contratado pelo DEMa/UFSCar, ouvir o contrário de 

uma entidade com a envergadura da Materials Today, reconhecendo que, na verdade, a derivada é positiva e você está em aclive, representa uma injeção de ânimo para transpor cada um destes obstáculos. Destaco que, embora concedido de forma individual, esta distinção reflete um esforço coletivo e perene, com contribuições desde os meus mentores e colaboradores até os membros do grupo de pesquisa que lidero: o maTREErials.”

Durante a Materials Today Conference, em Singapura, o pesquisador da UFSCar recebeu uma placa na cerimônia de premiação e também proferiu uma palestra como convidado. “Devo destacar que esta missão teve grande apoio da UFSCar, em especial da reitora Ana Beatriz de Oliveira”, finalizou. Há, além da placa, uma premiação em dinheiro e o convite para a submissão de um artigo científico para a revista flagship Materials Today, uma das de maior impacto na área de Materiais em todo o mundo.

Continental Shopping incentiva adoção responsável de pets em feira que acontece todo fim de semana

Evento é permanente e já conseguiu mais de 5 mil novos lares para os animais

Foto: Reprodução

Se agosto é o mês da prevenção com a saúde dos pets, por que não aproveitar esse momento de cuidado para falar de adoção?

No Continental Shopping – que fica na zona oeste de São Paulo – todo sábado e domingo, das 12h às 18h, tem feira de adoção responsável em parceria com a ONG Avama. O evento acontece há 6 anos e, segundo a responsável, Jacy Malagoli, mais de 5 mil bichinhos já foram adotados neste período.

Quem estiver interessado em conhecer um novo melhor amigo, deve ter mais de 18 anos, comparecer no local com comprovante de endereço e documento, passar por uma breve entrevista e mostrar vídeos ou fotos de onde o pet vai ficar. A família também precisa estar de acordo e, estando tudo certo, é possível levar o animalzinho para casa no mesmo dia.

Além de gatos e cachorros, esporadicamente aparecem coelhos, hamsters, ratos e furões, todos abandonados e resgatados por protetores, que se responsabilizam pelo acompanhamento na feira de adoção, pela saúde dos animais, ausência de pulgas e carrapatos, vermifugação e pela castração, caso eles tenham mais de 5 meses. Na feira, todo o processo é gratuito, mas doações são bem-vindas para ajudar nos custos com vacinas, castrações e cuidados com os animais resgatados.  

“É muito gratificante estar à frente desse trabalho, nós temos inúmeras histórias lindas para contar de pessoas que se curaram de depressão depois que adotaram um bichinho, animais já velhinhos, deficientes, que tiveram câncer, todos foram tratados com muito amor e nós acompanhamos. Existem também aqueles que entraram para adoção porque eram agressivos e se tornaram dóceis, são muitas lembranças desses anos todos fazendo este trabalho”, conta Jacy.

A feira está localizada no Piso Boulevard do shopping, assim como outros serviços para pets, como o espaço de banho e tosa Pet Finny e o laboratório clínico e de imagem, além de hemocentro Pets&Life, um dos primeiros bancos de sangue veterinário do Brasil e hoje referência no assunto.

Feira de adoção responsável de pets no Continental Shopping

Data: todo sábado e domingo, das 12h às 18h. Evento permanente.

Valor: gratuito. Doações são bem-vindas.

Como participar: Ter mais de 18 anos. Comparecer com documentos e comprovante de endereço, passar por uma breve entrevista e toda a família tem que estar de acordo.

Continental Shopping

Endereço: Avenida Leão Machado, 100 – Jaguaré – São Paulo – SP

Mais informações: (11) 4040-4981 / (11) 97622-7395

www.continentalshopping.com.br

Telemedicina: a carona para o futuro do mercado veterinário

Foto: Reprodução-Por Fabiano de Granville Ponce

Até pouco tempo atrás, telemedicina era tema de filmes de ficção.

Com a pandemia, todos nos vimos obrigados ao isolamento e, com ele, as ferramentas de tecnologia remota experimentaram importante evolução. Dentre elas, a telemedicina, a qual, no início, era cercada de mistérios e dúvidas, porém na medicina humana foi largamente utilizada no período pandêmico.

Os médicos, a priori, utilizavam-na a contragosto, mas logo perceberam que a telemedicina não afetou a qualidade assistencial para pacientes ambulatoriais, sem necessidade de grande infraestrutura para atendimento. Pelo contrário: possibilitou acompanhar a evolução de pacientes crônicos (que não retornavam aos hospitais por falta de tempo ou disciplina) e aumentou a capilaridade de atendimento para cidades e locais que até então não ofereciam acesso à saúde.

O Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, inclusive, é referência mundial em atendimento remoto. Além disso, pesquisas mostram que os pacientes (em nossa realidade, os tutores) preferem ser atendidos por telemedicina, se comparado a atendimentos presenciais.

Dito isso, a maior barreira para o uso dessa ferramenta no mercado veterinário são os próprios médicos-veterinários, uma vez que os tutores já passaram por essa experiência como pacientes e aprovaram. Vale salientar que já praticamos a telemedicina, só que de maneira inadequada: em plataformas que não oferecem remuneração para o profissional médico-veterinário e sem a estrutura adequada para um atendimento de qualidade. Quem aqui nunca atendeu um cliente por WhatsApp, por exemplo?

Há ainda uma insegurança jurídica na veterinária para esse tipo de atendimento. Como somos profissionais da saúde única, poderíamos, sim, atender remotamente o tutor. Mas há uma portaria do Conselho Federal de Medicina Veterinária que proíbe essa prática (exceção de nutrição/nutrologia), restringindo apenas à possibilidade de teleinterconsulta, modelo no qual é obrigatória a presença de dois médicos-veterinários: um virtual; o outro, no local onde está o pet. Já os retornos podem ser realizados entre veterinário e tutor, sem a necessidade de um veterinário também junto ao cliente. A portaria possibilita também a prática de teletriagem, teleorientação, telediagnóstico, telemonitoramento.

Trata-se do futuro que chegou. E que não regressará. Concordando ou não com a telemedicina, temos que aprimorar a ferramenta e tentar entendê-la como uma oportunidade de trazer novos clientes e contribuir com a saúde financeira de nossas clínicas. Caso não o fizermos, certamente outros farão. Não podemos nos comportar como taxistas quando da chegada do Uber. Sabemos qual foi o resultado.

Apesar dos desafios das normativas do setor e das incertezas de experimentar mudanças, iniciativas previstas para um futuro breve possibilitarão, numa mesma plataforma, a realização de teleinterconsultas veterinárias com especialistas, o armazenamento de fotos e a gravação de vídeos para registro da evolução do quadro do paciente. Ou seja, o tutor continuará com o acompanhamento do seu médico-veterinário de confiança (na medicina humana, o médico de família), mas em atendimento conjunto com um colega especialista, somado às vantagens da tecnologia. Inovação que dificilmente encontramos para o atendimento da saúde dos próprios tutores.

É a medicina veterinária avançando e surpreendendo. Caberá agora, aos médicos-veterinários, escolherem se preferem seguir para o futuro de carona em um “Uber Black” ou preferem ficar esperando um “táxi”.

Fabiano de Granville Ponce é médico-veterinário, formado pela Universidade de São Paulo (USP), com MBA Executivo pela Fundação Dom Cabral (FDC) e Pós-MBA em Oxford (USA). Cofundador da Hovet Pompéia e Commercial Lead da VetFamily Brasil, comunidade internacional de médicos-veterinários.

Golpes de pix: como prevenir vazamento de dados na sua empresa

Foto: Reprodução – Adriano Galbiati, Diretor de Operações da NovaRed

A transformação digital trouxe um novo cenário de demandas por informações em tempo real, transações ágeis e, claro, meios de pagamento mais práticos. O sucesso do pix ficou claro no Brasil, que se tornou o segundo país do mundo com mais uso dos meios de pagamentos instantâneos em 2022, perdendo apenas para a Índia, de acordo com dados da pesquisa “Prime Time for Real-Time Report”.

Naturalmente, todo esse volume de transações financeiras digitais rapidamente atraiu a atenção dos criminosos cibernéticos, em decorrência do aumento da superfície de risco. Estima-se que o Brasil sofreu um impacto de R$ 551 milhões em golpes durante 2022, de acordo com um levantamento da OLX. No entanto, mesmo os golpes típicos aplicados aos usuários podem ter um impacto direto em violação de dados das empresas a partir do quadro de funcionários.

Para além do consumo digital cotidiano, a incorporação do modelo remoto e híbrido no mundo corporativo demanda maior atenção em relação a aplicativos maliciosos que atingem dados confidenciais a partir de aberturas de brechas cibernéticas pelo acesso do funcionário com o próprio aparelho móvel.

Os malwares geralmente são instalados nos celulares por meio de apps de origem desconhecida ou baixando arquivos não verificados. Recentemente, a Check Point Software apontou a evolução do malware PixPirate, que pode ser derivado de duas das três principais famílias de malwares nessa modalidade: PixStealer e BrasDex. O terceiro grupo mais comum de cavalo de Troia bancário é o BrazKing. Diferentemente do PixStealer, que aplica golpes se passando por bancos conhecidos, o PixPirate se passa por aplicativo autenticador, antes disponível na Play Store. Outro malware comum nesse tipo de ataque é o GoatRAT, sendo comum que os usuários liberem total acesso de aplicativos baixados pelo celular.

Desse modo, um empregado afetado por esse tipo de fraude pode se tornar uma porta de entrada para que os cibercriminosos se aproveitem das vulnerabilidades das plataformas corporativas. Mais do que tentar alcançar os cibercriminosos, é preciso considerar as ameaças constantes e o que pode ser feito para evitar brechas ocasionadas pelo público interno de uma empresa.

Como se tratam de riscos latentes, o ponto-chave está na incorporação desse assunto no dia a dia das companhias em relação a ferramentas de gestão corporativa para prevenir malwares advindos de instalações confirmadas pelos usuários, por meio de programas de conscientização. Há, por exemplo, proteções para celulares corporativos que bloqueiam o download de arquivos maliciosos e protegem dados corporativos na superfície de ataque móvel. Esse gerenciamento de riscos integra diversos vetores de ataque como aplicativos, redes e sistemas operacionais.

Em vez de mitigar os prejuízos de um vazamento de dados, com consequências financeiras e legais muito maiores, os dispositivos conectados a sistemas de informação de um negócio devem estar previamente protegidos de tentativas de violação.

Promover a cultura de proteção de dados também faz toda a diferença em uma realidade na qual o trabalho ultrapassa o sistema imediato de defesa cibernética de uma empresa. Além disso, cabe à companhia estabelecer diretrizes mais rígidas a respeito do acesso a conteúdos internos a partir da devida instalação de softwares de segurança contra ataques cibernéticos.

As ameaças são múltiplas, mas as possibilidades de proteção dos dados também.

Felicidade não se compra : 4 em cada 10 pessoas que se consideram felizes em seu relacionamento cometem adultério

Estudo ‘Perfil de um típico membro do Ashley Madison’ trouxe informações como renda, tempo de relacionamento e outros motivos que fazem seus usuários terem um caso

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A frase “Quem está feliz não trai” pode não ser totalmente verdadeira. De acordo com um estudo realizado pelo Ashley Madison, o principal site de relacionamentos para pessoas casadas do mundo¹, que revelou os resultados do “Perfil de um Membro Típico do Ashley Madison”. Na pesquisa, a satisfação conjugal dos seus membros foi um dos tópicos abordados e até mesmo aqueles que estão satisfeitos com seu relacionamento podem ter um caso extraconjugal. Os dados, como duração do relacionamento e renda, revelam insights interessantes sobre a dinâmica das conexões modernas e destacam as diferentes experiências vividas pelos usuários.

A pesquisa, realizada com 2.117 membros da plataforma de 11 a 26 de maio de 2021 e com 2.317 pessoas de 11 a 15 de maio de 2023, mostra que uma parte significativa dos membros (39%) relatou sentir-se feliz em seus casamentos, mas ainda assim têm um affair. “A porcentagem aumentou em relação aos dados de dois anos atrás, sugerindo que uma parcela considerável dos usuários está satisfeita com seus relacionamentos, mas busca uma conexão adicional fora do casamento para complementar suas vidas emocionais e físicas”, afirma Isabella Mise, Diretora Sênior de Comunicações do Ashley Madison.

Mais da metade (55%) dos membros descreveram seus casamentos como frustrantes, mas toleráveis. Essa proporção permaneceu praticamente estável em comparação aos dados de 2021, indicando que muitas pessoas optam por permanecer em relacionamentos que não atendem completamente às suas expectativas, mas ainda encontram maneiras de lidar com essas frustrações.

Apenas 6% dos membros consideraram seus casamentos insuportáveis. Essa proporção diminuiu em comparação com 2021 (8%), possivelmente indicando que alguns indivíduos optaram por explorar alternativas extramatrimoniais para encontrar uma solução para sua insatisfação conjugal.

Tempo e renda

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Para 20% dos usuários na plataforma Ashley Madison, seus affairs foram de apenas uma noite. Já 6% dos respondentes relataram que seus casos duraram uma semana. No entanto, um número considerável de membros busca casos de longo prazo, com 28% afirmando que duram um mês e 46% indo além disso.

O estudo também mostrou outros dados sobre o perfil dos membros do Ashley Madison. Apenas 2% dos membros estão atualmente em casamentos ou relacionamentos com menos de um ano, e 10% dos membros estão em relacionamentos entre 1 e 9 anos.

Os números aumentam de acordo com o tempo de relacionamento – 33% estão em relacionamentos que duram de 10 a 19 anos, um número que se manteve estável desde 2021. E a maioria, 45% dos membros, está em relacionamentos com mais de 20 anos. Isso indica que a maioria dos membros do Ashley Madison se junta ao site depois de ter vivido uma vida e perceber posteriormente que os padrões de relacionamento e casamento tradicionais simplesmente não funcionam para eles.

Em relação à renda dos membros, houve apenas duas mudanças significativas – 37% dos membros têm uma renda anual bruta entre R$2.005 e R$8.640, representando um aumento significativo em comparação com 2021. Esse aumento sugere uma maior participação de membros com renda média. Entre os usuários que ganham acima de R$11.262, houve uma diminuição de 10 pontos percentuais em relação a 2021, representando 43% da amostra. Entre as outras faixas de renda, entre R$0 e R$1.254, R$1.255 e R$2.004 e R$8.641 e R$11.261, os números permaneceram estáveis.

Esses dados reforçam a diversidade e complexidade das motivações dos membros do Ashley Madison e destacam a importância de fornecer um ambiente seguro e confidencial para que eles busquem conexões extramatrimoniais discretamente.

¹ Baseado no número de cadastros na Ashley Madison desde 2002

Sobre Ashley Madison

Ashley Madison é líder global em namoro casado com mais de 80 milhões de membros em todo o mundo desde 2002. Disponível em 52 países e 15 idiomas, a missão da empresa de oferecer aos adultos uma plataforma para se conectar discretamente a tornou o principal destino para negócios.