O impacto da tecnologia na transformação da saúde

Avanços digitais e inovações como IA e telemedicina modernizam o atendimento, a formação médica e o cuidado com os pacientes

 

Assim como em outros setores, a tecnologia vem sendo responsável por provocar diferentes mudanças na área da saúde. As transformações causadas pelos saltos tecnológicos dos últimos anos impactam e modificam diretamente a forma de obter diagnósticos e a relação entre médico e paciente.

 

Ferramentas como telemedicina, Internet das Coisas Médicas (IoMT), exames cada vez mais modernos e uso de inteligência artificial (IA) tendem a ser as maiores responsáveis por essas mudanças.

 

O avanço da tecnologia e sua influência na área da saúde

 

De acordo com relatório feito pela Global Market Insights, o uso da IA em exames de imagem deve crescer mais de 30% ao ano até 2032. De acordo com os dados, esse impulsionamento acontecerá principalmente pela alta demanda por tratamentos personalizados e pelo grande investimento em IA voltada para saúde e demais tecnologias.

 

Outro fator importantíssimo para esse progresso foi a crise sanitária causada pela pandemia de Covid-19. Seja pela evolução tecnológica necessária para que os atendimentos remotos fossem realizados ou pela busca por novas formas de combater a doença, a verdade é que a crise sanitária mostrou a importância de manter os mecanismos modernos como um todo.

 

A influência que esses avanços apresentam para o setor é considerada muito positiva, já que eles melhoram diversas questões, como:

 

  • agilidade no atendimento;
  • diagnósticos precisos;
  • integração de informações dos pacientes;
  • cirurgias precisas;
  • atendimento remoto;
  • prevenção eficiente;
  • minimização de erros médicos.

 

Inovações que estão redefinindo o atendimento médico

 

Talvez, a mais influente tecnologia do setor seja a possibilidade de atender de forma cuidadosa e fazer diagnósticos remotamente. Com a telemedicina, médicos e pacientes podem manter contato frequente, eliminando barreiras geográficas, que tendem a ser um dificultador, principalmente daqueles que moram em cidades mais afastadas.

 

A importância dessa tecnologia está justamente em promover um acompanhamento de qualidade, monitorando doenças e até fazendo diagnósticos, sem sobrecarregar os hospitais.

 

Como já foi citado, o uso de IA é uma tendência que deve ser cada vez mais utilizada, principalmente por causa do alto investimento e do seu avanço. Essa tecnologia permite analisar imagens de forma mais precisa e cada vez mais rápido, identificando padrões que muitas vezes passam despercebidos pelos médicos.

 

Já em cirurgias, a robótica trabalha para que procedimentos que antes eram considerados invasivos e complexos sejam executados cada vez com mais precisão e com menor invasão possível. 

 

Além disso, a modernização garante ainda mais qualidade de vida para pacientes que necessitam de próteses. Com a impressão 3D, é possível fazer esses componentes de maneira personalizada e sob medida, de forma mais acessível e eficiente.

 

Outro ponto de destaque, que vem moldando cada vez mais a forma como os médicos lidam com seus pacientes, é a IoMT, ou seja, uma interconexão de dispositivos físicos capazes de coletar dados específicos, como glicose, por exemplo, para que médicos possam detectar problemas mais rapidamente.

 

Tecnologia na formação de profissionais e no futuro da medicina

 

O impacto causado pela tecnologia também se reflete na formação em medicina, na qual os alunos utilizam diversos recursos para, ao se formarem, sentirem-se mais preparados para o atendimento.

Os principais mecanismos utilizados pelas instituições são os simuladores de procedimentos, a realidade virtual e a impressão 3D. É possível ainda se aprimorar em outros conceitos que impactam diretamente os atendimentos, como robótica e IAs.

 

Por fim, vale destacar que o futuro da medicina tende a ser cada vez mais tecnológico, por isso é essencial que o profissional busque formas de integrar essas novas possibilidades ao seu dia a dia, facilitando os atendimentos e contribuindo para a melhora do setor.

Futuros programadores: cursos de programação geraram 3,9 milhões de buscas no Google no último ano; confira as opções mais pesquisadas

Com interesse crescente em tecnologia, brasileiros têm buscado desde formações introdutórias para iniciantes a linguagens como C++ e Java

 

Em meio ao crescimento do mercado de tecnologia e à busca por novas oportunidades de carreira, o interesse dos brasileiros em aprender a programar tem ganhado cada vez mais força. Segundo um estudo da Locaweb, especialista em serviços de internet, cursos e linguagens de programação geraram quase 3,9 milhões de buscas online nos últimos 12 meses, entre pesquisas por aulas, tutoriais e dicas para quem quer seguir na área.

 

De acordo com o levantamento, tais idas ao Google, em sua maioria ligadas a linguagens como Python, C++ e Java, evidenciam a curiosidade dos iniciantes. Além da popularidade de expressões como “faculdade para quem quer programar” e “o que é linguagem de programação”, que refletem dúvidas comuns, buscas específicas saltaram consideravelmente — é o caso dos termos  “java para iniciantes”, cujo salto foi de 53% em um ano, e “melhor IA para programar” (+260%). 

 

Mas, afinal, se os brasileiros parecem de fato mais interessados em investir na área de programação, quais cursos vêm despertando mais curiosidade na população segundo os mecanismos digitais? Aliás, por que este mercado está cada vez mais aquecido? As respostas podem ser acessadas no conteúdo abaixo, elaborado a partir das principais buscas dos internautas: 

Quais os cursos e linguagens de programação mais buscados pelos brasileiros?

 

Entre as linguagens mais pesquisadas no último ano, o ranking é liderado por opções versáteis e amplamente utilizadas no mercado. O destaque vai para a linguagem C++ , que aparece em primeiro lugar, com mais de 194 mil buscas, seguida de perto por Python e Java. Já o SQL, fundamental para quem lida com banco de dados, aparece na lista com 77,6 mil buscas, evidenciando que a busca por qualificação tem se focado tanto no desenvolvimento quanto na gestão de dados. 

 

As buscas por Full Stack e Front-end, que se referem a especializações mais amplas no desenvolvimento de software, também chamam atenção, com mais de 20 mil pesquisas cada. Enquanto o Front-end foca na criação da interface e na experiência de interação de  sites e aplicativos, o Full Stack envolve um conhecimento mais completo, abrangendo tanto a parte visual e de interação, quanto o funcionamento interno dos sistemas. 

 

“Há quem diga que, com a chegada da Inteligência Artificial, não será preciso mais aprender a programar, mas nossos dados apontam que ainda há muito espaço para aprender programação”, comenta Pedro Braga, Diretor de Produtos Tech na Locaweb. “O aumento nas buscas por cursos e graduações em tecnologia mostra que ainda há muito interesse em se qualificar, e isso é reflexo de um mercado que segue demandando profissionais preparados. A IA pode apoiar e acelerar atividades do dia a dia do programador, mas por hora, somente quem domina os fundamentos e lógica de programação terá condições de aproveitá-la melhor”. 

Afinal, por que a programação está tão em alta no país?

 

É possível dizer que o interesse por programação vem acompanhando uma necessidade real do mercado de trabalho. Isso porque, de forma geral, o Brasil enfrenta um grande déficit de profissionais de tecnologia, que, segundo um estudo do Google for Startups e da Abstartups, pode chegar a 530 mil vagas não preenchidas até este ano. 

 

Essa lacuna cria um ambiente de muitas oportunidades para quem deseja uma nova carreira ou formas de se destacar profissionalmente.

 

“A falta de profissionais de tecnologia no Brasil gera uma oportunidade única, e a alta busca por cursos de programação prova que muitas pessoas já perceberam isso”, reflete Braga. “Aprender a programar não é apenas uma tendência, mas uma estratégia para garantir relevância em um mercado cada vez mais competitivo e digital.”

 

Metodologia

 

Para desvendar as buscas relacionadas ao universo da programação mais feitas no país, foram consideradas pesquisas no Google durante os últimos doze meses. A investigação foi pautada pelas expressões “curso programação”, “programar” e suas variações, abrangendo todas as buscas relativas ao tópico nas cinco regiões nacionais. Em seguida, os termos mais pesquisados foram dispostos em um ranking baseado no volume total de buscas ao longo do último ano.

 

Sobre a Locaweb 

 

Uma das primeiras empresas de hospedagem de sites do Brasil, a Locaweb, cuja sede se encontra em São Paulo, está à ativa no mercado de tecnologia há 27 anos. Por meio de serviços como registro de domínios, criação de email profissional e soluções de computação na nuvem, a empresa, referência no segmento no Brasil e na América Latina, conta com uma base de mais de 280 mil clientes de diversas regiões. Desde 2022, integra a LWSA — ecossistema de soluções digitais para empresas de diferentes portes e níveis de desenvolvimento. Dentre os serviços estão plataforma de e-commerce, ERP, integração com marketplace, PDV, recorrência, geração de leads, crédito e logística, entre outros. 

IA para empresas: ranking revela estados com maior pico de buscas; confira principais dúvidas dos usuários

Com a prioridade na eficiência, a inteligência artificial é uma aliada estratégica que transforma a gestão e a tomada de decisão para as finanças empresariais

Com o passar dos anos, a IA para empresas acabou deixando de ser somente uma tendência, consolidando-se como uma ferramenta indispensável no mundo corporativo. Quando se observa os últimos anos, o uso dessa ferramenta cresceu expressivamente. 

Por exemplo, segundo a pesquisa da McKinsey, a adoção global passou de 55%, em 2023, para 72%, em 2024, ou seja, um salto e tanto. Todavia, no caso da IA generativa, essa evolução cresceu ainda mais rapidamente, estando presente em 33% das organizações em 2023 e avançando para 65% em 2024. 

No território brasileiro, a aplicação da inteligência artificial também acompanha esse movimento de crescimento. Atualmente, 93% da população já utilizam algum recurso de IA, e 70% usam a tecnologia em atividades de trabalho, segundo a pesquisa “Consumo e uso de Inteligência Artificial no Brasil”.

Na esfera empresarial, 41,9% das empresas de grande porte já incorporaram a IA, número que parece se expandir ano após ano. Essa transformação é impulsionada por alguns objetivos bem evidentes. 

De acordo com o Estudo Nacional de Evolução Digital e Inovação de Negócios, 80% das empresas priorizam a eficiência operacional, 57% buscam melhorar a experiência do cliente e 54% desejam reduzir custos. Todavia, mesmo que a ferramenta seja reconhecida por 95% dos respondentes, somente 14% possuem metas bem definidas para projetos de IA. 

Esse movimento evidencia, portanto, a existência de uma lacuna entre a intenção e a execução. Nessa perspectiva, entre os principais desafios, conforme a pesquisa, destaca-se o custo de implementação (40%), a falta de conhecimento especializado (14%) e as dificuldades na integração com sistemas legados (14%).

Compreendendo a IA para empresas

Buscando compreender o interesse por IA no Brasil, a Kamino, software de gestão financeira para médias empresas, realizou um estudo em setembro de 2025. Nele, foram analisadas as buscas no Google Trends pelo termo “IA para empresas” entre setembro de 2024 e setembro de 2025. 

O interessante é que o levantamento conseguiu demonstrar quais são os estados que lideram esse interesse. 

Nessa perspectiva, o top 10 com maior interesse pelo termo no período de análise da pesquisa foram os seguintes estados:

  1. Santa Catarina
  2. Piauí
  3. Paraná
  4. Distrito Federal
  5. São Paulo
  6. Rio Grande do Sul
  7. Goiás
  8. Rondônia
  9. Minas Gerais
  10. Rio de Janeiro

Em síntese, os dados refletem como a expansão da tecnologia, bem como a necessidade crescente de adaptação e compreensão de sua aplicação no mundo corporativo, estão avançando no Brasil. 

Como as empresas estão aproveitando AI?

As empresas estão aproveitando a inteligência artificial para transformar sua forma de operar, desde a automação de tarefas repetitivas até a personalização da experiência do cliente e a tomada de decisões baseada em dados. A IA vem sendo aplicada em setores como marketing, atendimento, logística e recursos humanos, otimizando fluxos de trabalho. 

No setor financeiro, a IA permite automatizar processos críticos e recorrentes, como conciliação bancária, gestão de contas a pagar e a receber e classificação de despesas, garantindo que os dados permaneçam íntegros, precisos e disponíveis em tempo real. 

Por exemplo, ferramentas baseadas em IA estão sendo utilizadas para análise de grandes volumes de dados contábeis, permitindo que relatórios e previsões sejam gerados com maior velocidade, possibilitando visão mais clara do fluxo de caixa, do desempenho financeiro e da saúde econômica da empresa. 

Isso não apenas libera os times financeiros para análises muito mais profundas, confiáveis e estratégicas, como também estabelece uma base de informações sólida e padronizada, capaz de oferecer uma visão mais fiel da saúde financeira da empresa.

Embora o potencial da IA vá muito além da simples automação, a maioria das empresas ainda se encontra em uma fase inicial de aprendizado e experimentação. Nesse estágio, a maioria das aplicações práticas tem se concentrado justamente na automação de processos, uma etapa natural de amadurecimento tecnológico antes da adoção de usos mais avançados e estratégicos.

Além disso, vale enfatizar que, segundo o Estudo Nacional de Evolução Digital e Inovação de Negócios, 80% das empresas priorizam a eficiência operacional como objetivo principal, enquanto 57% buscam melhorar a experiência do cliente.

Como a IA pode ajudar com contas a pagar?

Tradicionalmente, a área de contas a pagar depende de uma série de tarefas manuais: conferência de notas fiscais, lançamento de dados em sistemas, checagem de vencimentos e execução de pagamentos. Esse processo exige atenção constante e está naturalmente sujeito a falhas humanas, um erro de digitação ou um simples esquecimento pode gerar atrasos, multas e prejuízos para o fluxo de caixa.

A Inteligência Artificial está transformando esse cenário ao ir muito além da simples automação de processos. Aplicada às rotinas de contas a pagar, ela combina diferentes tecnologias, como reconhecimento óptico de caracteres (OCR), processamento de linguagem natural (NLP) e modelos avançados de machine learning, para ler e interpretar documentos com precisão e velocidade superiores às ferramentas tradicionais.

Mais do que extrair informações, a IA compreende o conteúdo: identifica datas de vencimento, valores, categorias de despesa e padrões de comportamento financeiro. Essa capacidade de entendimento contextual permite detectar erros, duplicidades e inconsistências antes que causem impacto no fluxo de caixa.

O resultado é uma operação mais ágil, confiável e inteligente, que reduz drasticamente o risco de atrasos ou multas e melhora a previsibilidade financeira. Com dados processados em tempo real, as equipes ganham visibilidade sobre todo o ciclo de contas a pagar e podem agir de forma mais estratégica, negociando prazos, planejando desembolsos e otimizando o capital de giro.

Mais do que automatizar tarefas, a IA está redefinindo o papel da área financeira, trazendo inteligência para o centro da operação. À medida que as empresas amadurecem digitalmente, ferramentas inteligentes deixam de ser um diferencial e passam a compor o núcleo da gestão financeira moderna, orientada por dados, eficiência e tomada de decisão em tempo real.

 

Segurança residencial: veja o que a tecnologia promete para o futuro

Inteligência Artificial e Internet das Coisas devem dominar o cenário futuro no que diz respeito a equipamentos de segurança condominial

 

Tecnologia e segurança são duas coisas que andam juntas. O avanço constante da ciência e das técnicas tem feito com que, cada vez mais, novas maneiras de proteção e defesa sejam desenvolvidas. Isso é especialmente válido para garantir a segurança de casas e condomínios. Afinal, é onde está a família, o maior bem das pessoas.

 

Morar em uma casa ou um condomínio seguro é algo fundamental para viver com tranquilidade. Seja ao sair para o trabalho e deixar o lar sozinho ou mesmo para descansar em paz à noite, saber que o lar está protegido é algo que traz calma para o dia a dia, principalmente nas grandes cidades, que sofrem com a criminalidade.

 

Câmeras com IA

 

Por isso, conhecer e investir nas últimas tendências tecnológicas para segurança é algo indispensável. E uma vez que vivemos na era da Inteligência Artificial, não poderia ser diferente: a tecnologia está presente em diversos equipamentos. Um exemplo são as câmeras com reconhecimento facial e de placas de veículos.

 

Podendo equipar áreas comuns, garagens, corredores e até mesmo o interior das casas, as câmeras detectam rostos e placas e os comparam com um banco de dados prévio. Caso o rosto ou a placa detectado divirja do conhecido, o software do aparelho pode contatar as autoridades, pois entende que se trata de uma invasão.

 

No caso do acesso a casa ou ao condomínio – momento no qual reside um dos maiores perigos, devido à exposição –, a câmera pode detectar a aproximação do morador, seja de carro ou a pé, e abrir o portão sem que ele precise usar chaves ou outra forma de acesso. Uma tecnologia semelhante já está bem difundida nos condomínios que possuem portaria remota.

 

Acessos por biometria

 

É o acesso com reconhecimento biométrico, seja facial ou por meio de impressão digital. Este tipo de acesso, embora não use IA, também funciona comparando o dado oferecido com um banco de dados. Porém não o faz a distância, como as câmeras com IA. Mas já oferece muito mais segurança, quando comparado com um acesso comum com chave.

 

Outro tipo de acesso biométrico é o que tem sido utilizado em fechaduras, seja em casas ou apartamentos. Este tipo de sistema aceita também a inserção de uma senha numérica. No caso de os dados não baterem, ela pode ser programada para fazer soar um alarme. Outra vantagem é que ela emite um toque sonoro, caso a porta não esteja fechada corretamente.

 

Já uma tendência é o uso de drones para o monitoramento de áreas externas. A popularização dos drones permitiu seu barateamento, e cada vez mais têm sido utilizados para cobrir áreas extensas, por meio de patrulhamento – algo especialmente interessante para grandes condomínios ou mesmo grandes propriedades.

A preocupação com segurança é algo que deve ser constante para a administração de condomínios. O investimento em equipamentos de ponta é algo que deve ser conversado periodicamente entre os condôminos, com a finalidade de levar o que há de melhor no mercado para garantir a segurança de toda a comunidade.

Impacto da Inteligência Artificial na produtividade e no cotidiano corporativo

Pequenas e médias empresas, que geralmente têm menos acesso a ferramentas avançadas, podem encontrar na Inteligência Artificial uma forma de ganhar competitividade

 

No Brasil, a Inteligência Artificial (IA) está transformando o mercado de trabalho em vários setores da economia. Em 2023, 74% das empresas brasileiras já haviam adotado IA – um salto interessantíssimo quando se observam os números de 2022. No período,  registrou-se 61% de adesão de IA. Estes dados foram coletados a partir de um estudo da Microsoft e da Edelman. 

 

A implementação de IA, por consequência, também ampliou as exigências de contratação. Por exemplo, em 2021, o número de vagas que exigiam conhecimento em IA era de 19 mil. No entanto, para 2024, o número saltou para 73 mil, conforme o Barômetro Global de Empregos em IA 2025, estudo realizado pela consultoria PwC.

 

No entanto, embora a tendência seja realmente de crescimento, a pesquisa Planeta Firma: Anuário de Benefícios Corporativos, Boas Práticas e Tendências para os Recursos Humanos mostrou que 48% dos trabalhadores afirmam não usar no seu cotidiano de trabalho. Os dados evidenciam que ainda existe muito espaço para o crescimento do uso de IA em muitos setores produtivos. 

 

Economicamente falando, o cenário brasileiro encontra-se diante de um campo fértil: quanto maior for a adesão às ferramentas inteligentes, maiores são os ganhos de produtividade, eficiência e inovação nos negócios. 

 

Por exemplo, quem trabalha com marketing ou produção de conteúdo pode se beneficiar muito de um curso de IA para copywriting. Este curso em específico ensina a usar algoritmos para criar textos mais persuasivos e eficientes.

 

Hoje, as empresas de tecnologia, finanças e serviços digitais são aquelas que mais usam sistemas de IA, mas existem outros setores tradicionais da indústria, como comércio e agronegócio, que experimentam soluções automatizadas para uma série de processos produtivos. 

 

No universo corporativo, a IA já é utilizada para uma série de tarefas fundamentais, como selecionar candidatos a partir de procedimentos lógicos estruturados, na oferta de treinamentos personalizados, bem como no acompanhamento.

 

A IA também está presente no processo de treinamento de equipes. De fato, hoje, as plataformas de aprendizado possuem a capacidade de identificar o que cada colaborador precisa aprender para aperfeiçoar suas atribuições, montando um caminho personalizado. O resultado é que o processo de aprendizagem ocorre mais rápido, além de gerar mais conhecimento. 

 

As empresas que acompanham de perto o processo de desenvolvimento possuem como tendência em seu horizonte a perspectiva de crescimento. No fim, à medida que os trabalhadores adotem no seu cotidiano o uso de IA, a partir do investimento interno e externo, espera-se que a rotina das empresas no mundo corporativo mude bastante nos próximos anos. 

 

O caminho é, sem dúvidas, um novo paradigma. Acredita-se que, na medida em que essa interação evolua, a eficiência produtiva deve atingir patamares ainda não vistos no processo de desenvolvimento histórico das forças produtivas.

Cresce em 56% o interesse em vagas de tecnologia; veja ranking com as profissões que mais geram dúvida nos brasileiros

Design, programação, dados e marketing lideram as buscas; funções relacionadas à inteligência artificial vêm ganhando interesse crescente

(crédito: iStock)

Com a evolução constante da tecnologia — e, especialmente, a ascensão da inteligência artificial —, profissões das áreas tecnológicas ganham ainda mais valorização, inclusive no aspecto salarial. Todo esse reconhecimento gera especial interesse para quem está em busca de oportunidades para entrar ou se recolocar no mercado de trabalho. Nesse contexto, a DataCamp identificou um crescimento de 56% nas buscas online pela expressão “vagas de emprego em tecnologia” nos últimos doze meses.

Porém, com frequência, as funções das profissões que envolvem o uso da tecnologia e o universo digital se confundem, e surgem dúvidas para quem planeja ingressar ou conhecer mais das áreas. Demonstrando esse cenário, o estudo da plataforma de cursos de inteligência artificial e dados revelou uma explosão de 488% nas buscas por “marketing digital o que faz”. Ainda, foi possível perceber um aumento de 75% na procura por “o que o cientista de dados faz” e de 29% para “design gráfico o que faz”.

Entre tantas funções, quais são as profissões que mais despertam dúvidas entre os brasileiros? A resposta pode ser conferida no ranking abaixo, que foi montado a partir das principais pesquisas feitas por internautas sobre as atividades de diferentes ocupações. O levantamento mostra uma diversidade de áreas que vêm atraindo atenção, incluindo setores da comunicação, design, dados e programação, todos com a tecnologia como ponto em comum.

Mas, afinal, o que fazem esses profissionais?

– Design:

O design como um todo envolve o planejamento e criação de uma marca ou produto, passando pela parte estética e chegando até a funcionalidade e interação do objeto com o usuário. Cada uma dessas etapas é desenvolvida por diferentes profissionais. O design gráfico talvez seja o mais conhecido, sendo a parte responsável pela criação da estética visual que será comunicada, incluindo decisões de cores, tipografia e layout que formarão a identidade de uma marca ou produto. Já o web designer é quem transporta essa identidade para o espaço digital da marca, aplicando a estética em sites, aplicativos e outros meios de interação da marca.

Ainda no ambiente online, o UX design (Experiência do Usuário) e UI design (Interface do Usuário) são campos que se complementam. Enquanto o UX se concentra na jornada completa do usuário, garantindo uma interação satisfatória e agradável do usuário, o UI foca na parte visual do site, na interface propriamente dita, garantindo interatividade e uma experiência intuitiva.

– TI, programação e dados:

O profissional de Tecnologia da Informação (TI) conta com uma vasta gama de conhecimentos, tendo um perfil de atuação mais amplo. Ele lida com a criação, implementação, manutenção e suporte de soluções tecnológicas. Já a engenharia de software é uma especialização dentro da TI, e se concentra no desenvolvimento, manutenção, testes e otimização de softwares. 

De forma próxima desses profissionais está o DevOps, que atua como facilitador entre as equipes de desenvolvimento e operações. Ele tem como propósito otimizar o ciclo de vida do desenvolvimento de software, automatizar processos e gerenciar a estrutura. De forma geral, ele faz a ponte entre quem desenvolve e quem o coloca para funcionar no dia a dia, garantindo a entrega contínua com eficiência e agilidade.

Equipes de grandes empresas também contam com web developer (ou desenvolvedor web), programadores que criam e mantêm sites e aplicativos. Trabalham com linguagens de programação e podem atuar no desenvolvimento da parte visível para o internauta (front-end) ou na parte lógica (back-end).

Por fim, o cientista de dados coleta, analisa e interpreta grandes volumes de dados, gerando insights que são valiosos para os negócios e que orientam decisões importantes. Também usam de programação e conhecimentos estatísticos em seu processo de trabalho.

– Comunicação e marketing:

O profissional de marketing digital é responsável por criar estratégias para promover produtos, serviços ou marcas no ambiente digital. Seu trabalho envolve o uso de canais como redes sociais, mecanismos de busca, e-mails e sites, com o objetivo de atrair, engajar e converter o público. Essa área engloba várias funções, como análise de métricas, gestão de campanhas e criação de conteúdo.

Dentro do marketing, o social media foca no gerenciamento das redes sociais da marca, cuidando da produção de conteúdo, do relacionamento com o público e do monitoramento de tendências. Já o copywriter atua na criação de textos persuasivos (desde legendas até e-mails), com foco em gerar ações específicas, como cliques, cadastros ou compras. É o responsável por transformar mensagens em conversões, usando técnicas de escrita estratégica.

E a inteligência artificial?

Mesmo que não apareçam no ranking entre as opções mais procuradas no último ano, profissões que surgiram mais recentemente com a ascensão da IA vêm ganhando espaço e atraindo o interesse dos brasileiros. Os internautas querem entender como trabalhar com as ferramentas, quais as atividades envolvidas nas ocupações e as oportunidades que estão sendo disponibilizadas.

Exemplificando essas pesquisas, ainda nos últimos doze meses, as buscas por “como trabalhar com IA” tiveram um salto de 108% e a procura por “vagas inteligência artificial” aumentaram em 50%.

Ainda dentro do campo das IAs, as atividades de machine learning (que treina os algoritmos para que as ferramentas aprendam com dados e melhorem suas respostas para os usuários) também vêm atraindo interesse. As buscas por “o que é machine learning” cresceram em 23% e o interesse por “machine learning vaga” alcançou os 24% no período.

A valorização dos dados: outras carreiras em ascensão 

Com a ascensão das inteligências artificiais, o papel dos dados nunca foi tão central. Afinal, são os dados que alimentam, treinam e otimizam os sistemas de IA, tornando profissões como cientista de dados e analista de dados cada vez mais estratégicas. Exemplificando esse paralelo, as buscas por “ciência de dados e inteligência artificial” cresceram em 23$ no último ano.

Esses profissionais são responsáveis por coletar, organizar e interpretar grandes volumes de informações, e geram insights que impactam decisões em diversas áreas dos negócios, desde o marketing às finanças. Em um cenário onde empresas buscam se tornar mais orientadas por dados (cultura conhecida como data-driven), esses cargos ganham destaque tanto em termos de demanda quanto de valorização no mercado de trabalho. Percebendo esse cenário efervescência, os brasileiros vêm buscando oportunidades na área, com as pesquisas por “analista de dados remoto” aumentando em 191% e as por “vagas ciência de dados” em 22%. 

As buscas refletem a efervescência da área, que segue trazendo novidades e mesmo disputa por espaços no mercado de trabalho. Quem não escutou sobre as profissões que serão substituídas pela IA? As buscas online também refletem a necessidade de atualização profissional nesse cenário que ainda é novo, mas que promete seguir trazendo mudanças e inovações — e estar próximo de áreas tecnológicas se mostra como uma boa forma de estar perto dessas transformações.

Metodologia

Para descobrir as profissões relacionadas à tecnologia que mais trazem dúvida nos brasileiros quanto às suas funções, a DataCamp partiu da análise da pergunta “o que faz?” e suas variações. Foram levantadas as buscas de plataformas da internet como Google, Bing, Youtube, TikTok, X e Pinterest. Analisaram-se então os dados disponíveis do último ano, correspondendo ao período dos últimos doze meses (de julho de 2024 a junho de 2025). Para a criação do ranking, foram selecionados os doze primeiros resultados que apresentaram maior volume de buscas.

Tecnologia residencial ajuda a proteger imóveis com soluções acessíveis

 Inovações simples oferecem mais tranquilidade a moradores sem pesar no orçamento

Manter uma residência segura é uma das principais preocupações de quem vive em centros urbanos. Apesar de o investimento em segurança ser, muitas vezes, associado a altos custos, atualmente existem tecnologias acessíveis que contribuem significativamente para a proteção de casas e apartamentos. Com recursos simples, moradores podem reforçar a segurança patrimonial sem comprometer o orçamento.

Câmeras Wi-Fi com acesso remoto

As câmeras de segurança com conexão Wi-Fi estão entre as ferramentas mais utilizadas por quem deseja proteger a residência com praticidade. Elas dispensam cabeamento complexo e podem ser instaladas com facilidade em ambientes internos ou externos. 

Além disso, a maioria dos modelos permite visualização em tempo real, por meio de aplicativos gratuitos para celular, o que facilita o monitoramento mesmo a distância. O custo de aquisição das câmeras varia de acordo com as funcionalidades, mas há modelos no mercado a partir de R$ 150.

Além disso, muitos dispositivos contam com alerta de movimento, visão noturna e gravação em nuvem, o que possibilita acompanhar qualquer atividade suspeita em tempo integral. 

Fechaduras digitais 

As fechaduras eletrônicas dispensam o uso de chaves físicas e podem ser abertas por senhas, cartões ou biometria, o que dificulta invasões e entradas não autorizadas. Algumas versões mais modernas se conectam a aplicativos de celular, permitindo o controle do acesso remotamente e o envio de notificações sobre tentativas de abertura.

O preço médio de uma fechadura digital básica gira em torno de R$ 300 a R$ 500, com modelos mais completos ultrapassando este valor. Apesar disso, elas ainda representam um bom custo-benefício em relação à proteção adicional que oferecem.

Sensores de movimento

Outro recurso eficiente são os sensores de presença e de abertura. Os dispositivos são instalados em portas e janelas e acionam alertas quando detectam movimento ou tentativa de acesso. Integrados a centrais de alarme, eles ajudam a identificar tentativas de invasão em tempo real.

Muitos sensores disponíveis atualmente funcionam sem fio e com baterias de longa duração, facilitando a instalação e o uso contínuo. Há kits básicos a partir de R$ 200 que já incluem sensores, sirene e controle remoto, sendo ideais para pequenos apartamentos ou casas com poucas entradas.

Iluminação com sensor de presença

A iluminação automática por sensores também contribui para a segurança, especialmente em áreas externas. Os sensores detectam movimentação e acionam as lâmpadas automaticamente, podendo ser usados com lâmpadas comuns ou refletores LED.

Além de aumentar a sensação de vigilância, o sistema contribui para a economia de energia, já que a luz só acende quando necessário. A instalação é simples, e os sensores custam, em média, entre R$ 40 e R$ 100.

Aplicativos de monitoramento comunitário

Alguns aplicativos gratuitos passaram a oferecer suporte para comunicação entre vizinhos e o compartilhamento de informações sobre segurança na vizinhança. Com essas plataformas, moradores de um mesmo bairro ou condomínio podem registrar ocorrências, alertar sobre movimentações suspeitas e organizar ações coletivas de prevenção.

Essas ferramentas, aliadas à boa relação entre vizinhos, aumentam a eficiência da vigilância informal e ajudam a prevenir situações de risco. Embora não substituam sistemas tradicionais, funcionam como um complemento importante e sem custo adicional.

Apoio profissional

Mesmo com tantas opções acessíveis, em alguns casos, o ideal é contar com a experiência de especialistas. Ao identificar vulnerabilidades mais complexas ou situações específicas de risco, procurar uma empresa de monitoramento pode ser a solução mais adequada.

Essas empresas oferecem consultoria, instalam equipamentos personalizados e monitoram os locais 24 horas por dia, garantindo resposta rápida em caso de emergências. Ainda, o serviço pode ser contratado por valores mensais e, dependendo da estrutura, representa um investimento proporcional à tranquilidade que proporciona.

Tecnologia e vulnerabilidade: por que a cibersegurança é o novo eixo estratégico das sociedades contemporâneas

Em um mundo digitalmente interligado, a cibersegurança deixou de ser opcional e passou a ser uma condição para a estabilidade de infraestruturas estratégicas

 

Atualmente, não há dúvidas de que o desenvolvimento tecnológico trouxe consigo uma série de benefícios para a sociedade, tanto na esfera econômica quanto na política e cultural. No entanto, no cenário global marcado pela aceleração do tempo, a cibersegurança mostra-se cada vez mais importante. Como um pilar fundamental nessa nova forma de relação social que vivenciamos no mundo contemporâneo. 

 

Com o transcorrer do tempo, percebe-se que se intensificou significativamente a integração de dispositivos inteligentes ao cotidiano vivido das pessoas. Todavia, a mescla não amplia somente as oportunidades de inovação, como é possível constatar em um primeiro momento. Mas também expõe as vulnerabilidades dos sistemas e das infraestruturas tecnológicas. 

 

É neste contexto que a segurança digital passou a fazer parte fundamental da rotina de governos, empresas e demais usuários da internet que utilizam diariamente os objetos técnicos deste século. 

 

Não é à toa que, no Fórum Econômico Mundial de 2025, realizado em Davos, na Suíça, a cibersegurança foi um dos temas centrais. No relatório publicado alguns dias antes do evento, intitulado de “Global Cybersecurity Outlook 2025”, destacou-se a complexidade das ameaças do mundo online, expondo ataques sofisticados e a evolução constante de técnicas de invasão. 

Cibersegurança e Inteligência Artificial

Na medida em que a tecnologia evolui para o bem social, também evolui para outras tratativas. Nesta perspectiva, o relatório indicou que 66% das organizações preveem impactos significativos na segurança online a partir da inteligência artificial. 

 

Em contrapartida, somente 37% das organizações relataram ter ferramentas eficazes contra tais ameaças. Ainda em conformidade com o relatório, 72% dos entrevistados disseram ter  aumentado os riscos cibernéticos para as organizações, com o ransomware mantendo-se entre as principais ameaças. 

 

Além disso, 47% das organizações também destacaram os avanços em IA generativa como principal fonte de preocupação. No Brasil, especificamente, dois desafios mostraram-se centrais: a cessão indiscriminada de dados pessoais pelos brasileiros e a proteção da crescente camada de dispositivos conectados da Internet das Coisas (IoT), que acabam ampliando as vulnerabilidades e os riscos cibernéticos.

 

Se um dia a maior preocupação dos dados relacionou-se ao roubo de dados bancários ou senhas, hoje a cibersegurança envolve a proteção de infraestruturas críticas, como sistemas de abastecimento de água, energia elétrica e redes de transporte. Este processo ocorre por conta de um mundo cada vez mais globalizado e pautado por relações externas e internas, independentemente da escala. 

 

A própria computação em nuvem, embora forneça uma série de benefícios aos usuários, exige cuidados redobrados com criptografia, autenticação de usuários e políticas de backup. Isso porque o comprometimento destes serviços listados pode gerar prejuízos tanto sociais quanto econômicos em escala sem precedentes. 

 

Nesse sentido, considerando o atual cenário, adotar práticas básicas de segurança tornou-se uma exigência de todos. Isso inclui a utilização de senhas fortes, a autenticação em dois fatores, a atualização regular de sistemas e o uso de softwares. Por exemplo, um usuário comum que possui um computador, como o notebook Dell, precisa instalar programas de segurança, assim como as empresas. 

 

No fim, a cibersegurança tornou-se um elemento fundamental no mundo, que cada vez mais utiliza a internet para consumir produtos, conteúdos e serviços. O futuro digital só será promissor quando for totalmente seguro aos seus usuários. Por este motivo, na medida em que a tecnologia desenvolve-se, os sistemas de segurança precisam acompanhar esse movimento.