Selbetti lança sua nova tecnologia de computação em nuvem, o Satelitti Cloud, para impulsionar a transformação digital de empresas

Cloud computing on electronic chip and board ,Cloud computer is system to transfer data information and upload download application. Technology transformation concept. Foto: Reprodução

 

Estudos apontam que, em quatro anos, investimento em serviços e infraestrutura em nuvem supere a casa dos trilhões de dólares

De acordo com pesquisa divulgada recentemente pela Gartner, a demanda global por serviços de computação em nuvem atingiu US$ 491 bi em 2022 e tem previsão de alcançar quase US$ 600 bi, em 2023. Em paralelo, uma pesquisa conduzida pela consultoria IDC afirma que os investimentos em infraestrutura de nuvem deverão dobrar até 2027, superando a marca de US$ 1,35 tri. Como sempre acompanhando as mudanças e buscando a melhoria contínua, a Selbetti – maior integradora de outsourcing em tecnologia do Brasil -, lança o Satelitti Cloud, um módulo da plataforma de gestão empresarial Satelitti, para acelerar a transformação digital em empresas e eficiência nos negócios. 

Segundo Rafael Leopoldo, diretor de Crescimento e Tecnologia da Selbetti, a nuvem fornece o poder necessário para processar grandes volumes de dados e extrair insights valiosos. “A computação em nuvem é uma solução para as empresas elevarem seus negócios e processos, através de um ambiente online compartilhado de alta performance que permite armazenar, acessar e gerenciar seus dados de forma eficiente e segura”.

Com o Satelitti Cloud as empresas poderão desfrutar de escalabilidade e flexibilidade sob demanda, eliminando a necessidade de investir em infraestrutura física pesada, proporcionando uma experiência de usuário fluida, remota e confiável. Elas também poderão usufruir de provisionamento rápido de servidores; backup e recuperação de dados eficientes; armazenamento flexível na nuvem; hospedagem de aplicativos remotamente; gerenciamento de máquinas virtuais; criação de ambientes de teste e produção; compartilhamento seguro de arquivos e colaboração em tempo real.

Além disso, a Selbetti ainda oferece atendimento completo da camada de serviço, isto é, toda a jornada para a nuvem, desde o planejamento estratégico, gerenciamento dos riscos, segurança da informação, governança e conformidade. “Uma das principais preocupações dos nossos clientes é a escassez de mão de obra qualificada para a transformação digital. Nosso objetivo vai além da tecnologia em si, visando fornecer total suporte e assistência aos serviços abrangendo digitalização, segurança e eficiência para nossos clientes. Enquanto eles focam no que fazem de melhor, nós garantimos uma transição ágil e eficaz”, aponta Rafael.

Por último, a segurança  absoluta garantida pela Selbetti possui certificações ISO 27001 e ISO 9001, padrões para sistema de gestão da segurança da informação e gestão de qualidade, implementados pela Organização Internacional de Normalização, respectivamente.  

Todos esses recursos permitem que as empresas possam colher os benefícios de uma infraestrutura ágil e escalável, enquanto têm a certeza  de que seus negócios estarão protegidos. “Com a nuvem, oferecemos um caminho claro para a continuidade dos negócios e o crescimento sustentável. Estamos comprometidos em ser o parceiro que o cliente confia e o ajuda a atingir o sucesso a longo prazo”, completa o executivo.

Mês da Mobilidade: 7 motivos para apostar no aluguel de carros

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Especialista aponta diferenciais de uma plataforma 100% digital, como economia, praticidade e flexibilidade

Alugar um carro pode resolver diferentes necessidades, seja trabalho ou lazer. Essa prática está se democratizando e atraindo um perfil de consumidor que demanda serviços cada vez mais digitalizados e que busca usar um carro sem que seja preciso comprá-lo. 

Diante disso, o aluguel ou assinatura de carros tem se tornado uma opção cada vez mais forte, com previsão de chegar a 402 mil veículos disponíveis até 2032, segundo uma projeção do BTG, o que representa um aumento de 14,3% ao ano. Há os que fazem uma assinatura mensal, semanal ou por hora. E aqueles que alugam para um dia específico ou simplesmente para curtir o final de semana. 

 

Quais as vantagens de alugar carro?

De acordo com Diego Lira, CEO da Turbi, empresa 100% digital de tecnologia de locação de veículos, existem pelo menos 7 motivos que tem atraído novos consumidores para a plataforma nos últimos anos:

1-Sem papel, sem fila e sem burocracia

A digitalização do aluguel de carros por assinatura eliminou a necessidade de ir até  locadora preencher papéis em um processo burocrático e demorado. Para o especialista, “alugar um carro hoje é mais fácil do que se imagina, basta fazer um cadastro online, onde o usuário comprova seus documentos de identidade e habilitação para ser aprovado em poucos minutos”, explica Lira. 

2-Flexibilidade

Em uma plataforma digital é mais fácil ajustar o tempo de aluguel de acordo com sua necessidade. E a renovação também é mais simples, explica Diego: ”Na Turbi, por exemplo, a locação só termina quando o cliente entrega o veículo e esse processo acontece pelo aplicativo. O cliente não é penalizado por não devolver o carro na data programada, ele pode simplesmente continuar com o carro e devolver quando puder, pagando apenas as horas adicionais”.

3-Veículos para alugar perto de você

Segundo Diego, a melhor estratégia é cobrir o maior número de regiões possível. Na Turbi, por exemplo, os pontos parceiros estão espalhados entre São Paulo, Guarulhos, Santo André, São Caetano, São Bernardo, Osasco, Barueri e Taboão da Serra, ao alcance de poucos minutos em diferentes bairros, como todo o centro, Lapa, Itaquera, Santana, Vila Mariana, Pinheiros e muitos outros.

4-Cansou do carro? Pode trocar!

O aluguel de carros possibilita que você troque de carro diariamente, se quiser. Está com um carro compacto para andar na cidade, mas vai fazer uma viagem que precisa de mais espaço no porta-malas? É só trocar por outro! Assim, você tem sempre consigo um carro que atende perfeitamente suas necessidades e que não te deixa na mão.

5-Funcionamento e atendimento 24/7

Com cadastro digital e carros disponíveis em estacionamentos parceiros abertos 24h por dia, você não precisa esperar o horário comercial para pegar ou devolver seu carro quando quiser. Além disso, se tiver um problema, não vai faltar um atendente em nenhuma hora do dia para te ajudar.

6-Vistoria 100% Digital

Esse também é um ponto que elimina muito tempo perdido com burocracias. Segundo Lira, “o momento da vistoria em uma locadora convencional pode te dar um bom ‘chá de cadeira’. Mas, hoje, a vistoria pode ser feita em um formato 100% digital, onde o assinante precisa enviar algumas fotos em detalhes de seu veículo alugado antes de finalizar uma assinatura. 

7-Economia 

“Com certeza esse é um dos principais motivos pelos quais a demanda por carros em uma plataforma 100% digital está crescendo”, explica o CEO. “Antes de se pensar na economia de gastos fixos com um carro próprio, como IPVA, seguro e manutenção, é preciso considerar a economia de tempo com burocracias que não fazem mais sentido”, finaliza.

Investimento em segurança cibernética é essencial para cumprimento da LGPD

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Não importa o tamanho ou o ramo da sua empresa, o investimento em segurança cibernética é necessário para todos os negócios. Além da sua própria proteção, ele é fundamental para o cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A legislação de 2018 regulamenta a maneira como as organizações devem tratar os dados de seus clientes e de terceiros — sejam os diretos ou derivados. 

Em caso de vazamentos ou não respeito às regras, as empresas podem receber sanções e multas.

O assunto em si já é bastante disseminado, mas você sabe de que forma LGPD e cybersecurity conversam entre si? Meses atrás, um webinar da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha do Paraná (AHK-PR) discutiu o assunto com especialistas e bem mostrou que os dois estão diretamente ligados.

Quanto mais segurança cibernética você tiver, menores são as chances de você sofrer um ataque hacker, por exemplo. No Brasil, apenas em 2022, foram mais de 100 bilhões de tentativas do crime, de acordo com um levantamento da Fortinet. E quem não se lembra do ataque a um oleoduto nos Estados Unidos em que o hacker exigiu o pagamento de bitcoins para resgate do sistema? E a evolução da Inteligência Artificial mostrando cada vez mais recursos para interpretar dados? Este cenário alerta: é preciso investir.

E aqui está o pulo do gato. Como fazer isso? Para começo de conversa, o investimento passa por hardware, isto é, ter os equipamentos apropriados para poder garantir a sua segurança cibernética. Somado a isto, a aquisição de softwares que protejam esta estrutura e, principalmente, o treinamento da sua equipe.

Não é porque estamos falando em tecnologia que as pessoas ficam de fora. Pelo contrário. No ambiente corporativo, criar diretrizes, regras e orientações relacionadas ao tema é um processo indispensável. O que pode ser acessado? O que não pode? Quem pode transitar em determinadas áreas da empresa? É preciso conscientizar.

Aproveito para deixar também outra orientação fundamental: compreender a diferença entre dado e informação. O primeiro diz respeito a um material bruto, enquanto o segundo é uma interpretação e percepção extraída a partir de um dado. Citei a Inteligência Artificial acima, e é aqui que ela entra em ação.

No Licks Attorneys, escritório de advocacia especializado em Propriedade Intelectual, foi esta compreensão que nos levou a receber o certificado para ISO 27001, que fala sobre a segurança cibernética. Junto a uma consultoria, foram meses de preparação, criação de estrutura, orientação de pessoas e criação de normativas. Deu resultado.

Indico que você, gestor, procure orientações para fazer o mesmo no seu negócio. Afinal, estar prevenido é melhor que remediar no futuro. Até porque, com a LGPD, as punições em caso de um eventual ataque hacker passam pela investigação de como estava preparada a segurança cibernética do negócio. Como está a sua?

*Rafael Tögel é engenheiro mecânico pela Universidade de Ciências Aplicadas de Kempten, Alemanha, MBA em Gestão de Negócios pelo IBMEC-RJ e especialista em Propriedade Intelectual pela Universidade Positivo, de Curitiba. Atua como head de Patentes Brasileiras e Inovação no escritório Licks Attorneys. Rafael é conselheiro da AHK desde 2019.

Sobre a AHK Paraná – Estimular a economia de mercado por meio da promoção do intercâmbio de investimentos, comércio e serviços entre a Alemanha e o Brasil, além de promover a cooperação regional e global entre os blocos econômicos. Esta é a missão da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK Paraná), entidade atualmente dirigida pelo Conselheiro de Administração e Cônsul Honorário da Alemanha em Curitiba, Andreas F. H. Hoffrichter.

Solução de IA para Recuperação de Receita no Setor Elétrico

Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

Perdas não técnicas é algo que ocorre com uma alta frequência no setor elétrico brasileiro. O furto de energia ou o famoso “gato” é considerado um dos diversos tipos de perdas não técnicas e talvez um dos mais conhecidos. Além de questões socioeconômicas, um dos fatores que contribuem para isso, é a limitação dos métodos tradicionais para combater esse tipo de perda. Contudo, com a utilização de tecnologias disruptivas, como a Inteligência Artificial, essas “perdas não técnicas”, no segmento de energia elétrica, podem ser recuperadas.

Como bem disse um amigo, “IA não é apenas o ChatGPT, outras técnicas de IA podem ser desenvolvidas para diversos segmentos, e o mercado de energia elétrica é um deles”. Sendo assim, o objetivo desse artigo é explicar o que é perda técnica e não técnica, definir Inteligência Artificial e Deep Learning e apresentar o Neuron, uma solução de Inteligência Artificial, 100% nacional, desenvolvida pela CAS Tecnologia, para recuperação de receitas no setor elétrico.

Em 2021, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) explicou que o sistema elétrico é composto por atividades de geração, transmissão e distribuição de energia. Na atividade de distribuição, as perdas podem ser calculadas considerando a diferença entre a energia adquirida pelas distribuidoras e a faturada aos seus consumidores. Essas perdas são classificadas em “técnicas”, quando estão relacionadas com uma parte da energia que é perdida no processo de transporte, transformação de tensão e medição, apuradas mensalmente pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), e as perdas não técnicas, que são geradas principalmente por conta de furtos (ligação clandestina, desvio direto da rede), fraudes (adulterações no medidor ou desvios), erros de leitura, medição, cadastro e faturamento. As perdas não técnicas reais são apuradas pela diferença das perdas totais, informadas pelas distribuidoras, e das perdas técnicas regulatórias, apuradas pela ANEEL.

As perdas técnicas e as perdas não técnicas geram impacto nas tarifas de energia e a redução delas traz benefícios para o meio ambiente com a diminuição do desperdício, para as concessionárias com a melhoria na qualidade do fornecimento e principalmente para os consumidores que terão uma conta de luz mais barata.

No entanto, o combate a essas perdas não é algo trivial. As concessionárias calculam que o custo para recuperar a situação de perda não técnica quando não feito de maneira assertiva, pode chegar a 75% da própria perda. Por este motivo, é extremamente necessário conseguir identificar esse tipo de perda com maior assertividade para permitir uma tomada de decisão mais objetiva, onde as ações possam ser conduzidas no menor espaço de tempo e com resultados satisfatórios.

Diante desse cenário é que entra o Neuro, uma solução de inteligência artificial. Entretanto, é preciso conhecer um pouco mais sobre IA, que é uma disciplina da Ciência da Computação que visa desenvolver sistemas com comportamento inteligente semelhante aos seres humanos. É um escopo amplo com vários subcampos, entre eles o Machine Learning (Aprendizado de Máquina).

O Deep Learning (Aprendizado Profundo), subcampo do Machine Learning, é uma evolução das redes neurais artificiais. Atualmente o Deep Learning e a Generative AI (uma evolução do Deep Learing), são que há de mais moderno em termos de algoritmos de Inteligência Artificial.

O processamento dos dados e o aprendizado em uma rede neural artificial se baseia no funcionamento dos neurônios humanos. As redes neurais profundas (Deep Learning) são redes capazes de aprender padrões complexos em um grande volume de dados. Elas são compostas por várias camadas ocultas de neurônios que processam os dados de entrada de forma muito mais sofisticada e eficiente do que os algoritmos tradicionais de Machine Learning, e por isso, exigem muito mais capacidade de processamento de máquina e uma arquitetura de rede neural mais complexa.

O processo para “ensinar” um algoritmo de Machine Learning com exemplos do resultado esperado, é denominado aprendizado supervisionado, e basicamente é composto pelas etapas de treinamento e teste.

É uma plataforma de Inteligência Artificial que utiliza modelos de redes neurais gerados com a técnica de Deep Learning, cujo fluxo de análise é executado automaticamente por meio de um sistema BPM que permite visualizar e gerenciar todas as etapas desse processo.

O Neuron foi treinado com dados cadastrais, dados de medição, dados de faturamento e resultados de inspeções.  O objetivo é que o modelo gerado pela rede consiga detectar em novos dados, casos de anomalias, ou seja, casos com suspeita de irregularidade. Como a rede tem capacidade de aprendizado rápido e consegue analisar um volume imenso de dados, incapaz de ser analisado na mesma velocidade por um ser humano, a assertividade dessa solução se mostra muito maior do que os métodos tradicionais. Além disso, foi implementada uma funcionalidade de busca automatizada de informações externas que enriquecem as análises que precisam de dados atualizados para prover melhores resultados.

Por utilizar um sistema BPM para automatizar o processo de análise, o fluxo do Neuron, além de conseguir indicar suspeitas de irregularidade com muita precisão e apresentar gráficos dos dados instantâneos, dados de faturamento, memória de massa, entre outros, também ajuda a apontar medidores com defeitos, firmware desatualizados e erro de configuração de equipamentos. Os principais benefícios são: agilidade, assertividade, automatização; flexibilidade; potencialização; e robustez.

A Inteligência Artificial em conjunto com a modelagem de processos automatizados em um sistema BPM, possibilita desenvolver modelos cada vez mais complexos de análise de dados com capacidade de processar grande volume de informações de forma escalável e contínua evolução.

Sol artificial na Terra?

Você já imaginou como seria ter um sol artificial na Terra? Pois é exatamente isso que a China está tentando fazer com seu reator de fusão nuclear, o HL-2M Tokamak, que foi colocado em funcionamento em dezembro de 2020.

Neste post, vamos explicar o que é a fusão nuclear, como funciona o tokamak e quais são os benefícios e desafios dessa tecnologia.

O que é fusão nuclear?

A fusão nuclear é um processo em que dois átomos leves se unem para formar um átomo mais pesado, liberando uma grande quantidade de energia. É assim que o Sol e as estrelas produzem sua luz e calor, fundindo núcleos de hidrogênio em núcleos de hélio. A fusão nuclear é considerada uma forma de energia limpa e praticamente inesgotável, pois não gera resíduos radioativos nem emissões de gases de efeito estufa.

No entanto, para realizar a fusão nuclear na Terra, é preciso criar condições extremas de temperatura e pressão, que só existem no núcleo do Sol. Para isso, os cientistas usam uma máquina chamada tokamak, que é uma câmara a vácuo em forma de anel onde o gás é aquecido a mais de 100 milhões de graus Celsius, transformando-se em um estado da matéria chamado plasma. O plasma é composto por elétrons e íons carregados eletricamente, que se movem rapidamente e se chocam uns com os outros. Para que esses choques resultem em fusão, o plasma precisa ser confinado e controlado por poderosos ímãs, que impedem que ele toque nas paredes da câmara e perca energia.

O que é HL-2M Tokamak e como funciona?

O HL-2M Tokamak é o reator de fusão nuclear mais avançado da China, e um dos mais potentes do mundo. Ele é capaz de gerar temperaturas de 150 milhões de graus Celsius, dez vezes mais quentes do que o centro do Sol. Em abril de 2023, ele bateu um recorde ao manter um plasma estável por 403 segundos, superando em 101 segundos a marca anterior, alcançada em 2017. Esse é um passo importante para chegar ao objetivo final da fusão nuclear: produzir mais energia do que consome.

A China tem investido pesadamente em seu programa de fusão nuclear, e pretende usar essa energia comercialmente até 2050. O país também participa do projeto ITER (Reator Experimental Termonuclear Internacional), uma iniciativa internacional que visa construir o maior tokamak do mundo na França, com previsão de entrar em operação em 2025. O ITER terá capacidade para gerar 500 megawatts de potência com apenas 50 megawatts de entrada, o que seria um marco histórico para a energia de fusão.

Quais os desafios dessa tecnologia?

Apesar dos avanços recentes, a fusão nuclear ainda enfrenta muitos desafios técnicos e científicos, como aperfeiçoar os materiais e os sistemas de resfriamento do tokamak, aumentar a eficiência e a segurança do processo, reduzir os custos e os riscos ambientais, e integrar essa fonte de energia à rede elétrica. Além disso, há questões éticas e políticas envolvidas na pesquisa e no uso da fusão nuclear, como a distribuição equitativa dos recursos e dos benefícios, a proteção contra o uso militar ou terrorista dessa tecnologia, e a participação pública no debate sobre seus impactos sociais e ambientais.

A fusão nuclear é uma das grandes promessas da ciência para o futuro da humanidade. Ela pode oferecer uma solução sustentável para a crescente demanda por energia no mundo, contribuindo para o combate às mudanças climáticas e para o desenvolvimento econômico e social. No entanto, ela também requer muita responsabilidade e cooperação entre os países e as instituições envolvidas nessa área. Por isso, é importante acompanhar os avanços e os desafios dessa tecnologia, que pode mudar radicalmente a forma como produzimos e consumimos energia.