Fusão Nuclear: O que é, como ocorre e quais as suas vantagens

Imagem de Peter Schmidt por Pixabay

O que é fusão nuclear?

A fusão nuclear é um processo em que dois ou mais núcleos de átomos leves se unem para formar um núcleo mais pesado, liberando uma grande quantidade de energia. Esse fenômeno ocorre naturalmente no interior das estrelas, como o Sol, que produz luz e calor a partir da fusão de átomos de hidrogênio em átomos de hélio.

A fusão nuclear é fissão nuclear? 

A fusão nuclear é diferente da fissão nuclear, que é a quebra de núcleos pesados em núcleos menores, também com liberação de energia. A fissão nuclear é usada atualmente em reatores nucleares e bombas atômicas, mas tem o inconveniente de gerar lixo radioativo e depender de combustíveis escassos, como o urânio.

Quais as vantagens da fusão nuclear?

A fusão nuclear, por outro lado, tem várias vantagens potenciais, como:

  • Usar combustíveis abundantes e baratos, como o deutério e o trítio, que podem ser extraídos da água do mar e do próprio reator;
  •  Produzir menos radioatividade e lixo nuclear do que a fissão;
  •  Liberar mais energia por grama de combustível do que a fissão;
  •  Ser mais segura e controlável do que a fissão, pois não há risco de reação em cadeia descontrolada.

Quais grandes desafios da fusão nuclear?

No entanto, a fusão nuclear também tem grandes desafios para ser realizada de forma eficiente e sustentável. Um dos principais é conseguir vencer a força de repulsão entre os núcleos positivos dos átomos, chamada de barreira de Coulomb. Para isso, é preciso submeter os átomos a altíssimas temperaturas e pressões, que podem chegar a 100 milhões de graus Celsius.

Outro desafio é confinar o plasma (estado da matéria formado pelos átomos ionizados) em um espaço adequado e evitar que ele perca energia para o ambiente. Para isso, são usados dispositivos chamados de tokamaks, que são anéis toroidais onde se aplica um campo magnético para manter o plasma estável.

Quem descobriu a fusão nuclear?

A fusão nuclear foi descoberta teoricamente no início do século XX por físicos como Albert Einstein, Niels Bohr e Arthur Eddington, que estudaram as reações nucleares e a origem da energia das estrelas. A primeira fusão nuclear artificial foi realizada em 1932 por John Cockcroft e Ernest Walton, que bombardearam núcleos de lítio com prótons acelerados.

Aplicações da fusão nuclear

A primeira bomba de hidrogênio (baseada na fusão nuclear) foi detonada pelos Estados Unidos em 1952, com uma potência equivalente a 10 milhões de toneladas de TNT. A União Soviética fez o mesmo em 1953, e depois em 1961 explodiu a maior bomba de hidrogênio da história, com 50 megatons de TNT.

A primeira tentativa de usar a fusão nuclear para fins pacíficos foi feita em 1958 pelo projeto americano Matterhorn B, que construiu o primeiro tokamak experimental. Desde então, vários países desenvolveram seus próprios reatores de fusão nuclear, como o JET (Reino Unido), o TFTR (EUA), o JT-60 (Japão), o T-15 (Rússia) e o KSTAR (Coreia do Sul).

O maior projeto atual de fusão nuclear é o ITER (Reator Experimental Termonuclear Internacional), que está sendo construído na França com a participação de 35 países, incluindo o Brasil. O objetivo do ITER é demonstrar a viabilidade científica e tecnológica da fusão nuclear como fonte de energia limpa e ilimitada. O ITER deve entrar em operação em 2025 e atingir a ignição do plasma em 2035.

Fusão nuclear como acontece?

Para que a fusão nuclear aconteça, é preciso vencer a força de repulsão eletrostática entre os núcleos, que tendem a se afastar por terem cargas positivas. Isso requer uma temperatura muito elevada, da ordem de milhões de graus Celsius, capaz de romper a barreira de Coulomb.

Quais modelos de fusão nuclear?

Um dos modelos de reator mais promissores é o tokamak (China), que consiste em uma câmara toroidal (em forma de rosquinha) onde o plasma (gás ionizado) é confinado por um campo magnético e aquecido por correntes elétricas. Existem vários projetos de tokamaks em desenvolvimento no mundo, como o KSTAR na Coreia do Sul, o JT-60SA no Japão e o ITER na França.

Fusão nuclear na China

A China tem feito progressos significativos na pesquisa de fusão nuclear com o seu reator Tokamak. O reator Experimental Advanced Superconducting Tokamak (EAST), também conhecido como “Sol Artificial” da China, tem operado desde 2006.

Em um novo recorde mundial, o projeto “sol artificial” da China sustentou uma reação de fusão nuclear por mais de 17 minutos. No experimento mais recente, o plasma superaquecido atingiu 126 milhões de graus Fahrenheit, que é cerca de cinco vezes mais quente que o sol.

O reator EAST foi projetado para ser usado como uma fonte quase ilimitada de energia limpa na Terra. O reator EAST, em formato de rosquinha, é referido como um sol artificial porque simula o processo de fusão dentro das estrelas.

Além disso, a China tem outro reator Tokamak, o HL-2M. Este é o maior e mais avançado dispositivo de pesquisa experimental de fusão nuclear da China. Os cientistas esperam que este dispositivo possa potencialmente desbloquear uma poderosa fonte de energia limpa.

Esses avanços são passos significativos para a construção de reatores de fusão termonuclear de alta eficiência e baixo custo. A fusão nuclear poderia ser a fonte de energia mais limpa disponível porque replica a física do sol ao fundir núcleos atômicos para gerar grandes quantidades de energia em eletricidade1.

A fusão nuclear é uma das grandes promessas da ciência para resolver os problemas energéticos e ambientais da humanidade. No entanto, ainda há muitos obstáculos técnicos e econômicos para torná-la uma realidade prática. Por isso, é preciso continuar investindo em pesquisa e desenvolvimento nessa área, bem como em outras formas de energia renovável e sustentável.

Inteligência Artificial (IA) Generativa: Conheça o conceito, como funciona e qual a utilidade para o meio corporativo

Imagem de Pexels por Pixabay

Você já deve ter presenciado algum exemplo de Inteligência Artificial (IA) Generativa. Talvez não esteja ligando o nome ao que viu , porém ela está mais presente do que imagina. Esse novo conceito vem ganhando espaço e otimizando tarefas no campo empresarial, além das atividades do dia a dia.  

 

ChatGPT e Midjouney são algumas opções dessa tecnologia  na vida cotidiana. Trata-se de formas que a IA tem de criar conteúdo, dados e até imagens originais. Ferramentas que utilizam esse tipo de sistema tecnológico viraram febre e forma de diversão para muitos, no entanto, sabemos como funciona? 

 

O que é Inteligência Artificial (IA) Generativa e como funciona? 

 

A IA generativa é composta por duas redes neurais que atuam em conjunto. A primeira,  é chamada de geradora e fica responsável pela criação dos dados. Já a segunda, consiste na rede que avalia essas referências criadas.  

 

Esse processo é repetido até chegar a um resultado considerado adequado. O inovador, diante dessa sistemática, é que a IA mantém uma curva de aprendizado e melhoria, sem a necessidade de interferência humana. 

 

Como  a IA Generativa pode ser utilizada no ambiente corporativo? 

 

Toda essa tecnologia pode economizar tempo e dinheiro em tarefas que antes exigiam muita mão de obra. Isso porque o gestor pode criar conteúdo personalizado e exclusivo para seus clientes e, com isso,  aumentar o engajamento e as vendas, respectivamente.  

 

No entanto, é importante observar que a IA ainda está em sua infância e há possíveis implicações éticas a serem consideradas. Por esse motivo, é importante usar essa sistemática de forma responsável e com transparência.  

 

De modo geral, a IA Generativa é um desenvolvimento empolgante no mundo da tecnologia e que as empresas devem ficar de olho.  

 

*Otto Pohlmann é CEO da Centric Solution, empresa de tecnologia que fornece soluções completas para atender aos requisitos de segurança e da LGPD, com foco em implementação, treinamento e suporte, a fim de ajudar a sustentar o desenvolvimento de negócios de todos os portes e setores – e-mail: [email protected].br. 

 

 

Sobre a Centric Solution 

 

Empresa de tecnologia que iniciou as atividades em 2005 e oferece soluções completas com foco em implementação, treinamento e suporte para ajudar a sustentar o desenvolvimento de empreendimentos de todos os portes e ramos de atividade. Adota ferramentas voltadas a help desk, servicedesk, activedirectory, cloud, IT security, network performance, compliance, data protection, aplicações e remoteapp. Também realiza treinamentos, desenvolvimento de projetos e monitoramento em tempo real, 24 x 7, de processos, negócios, redes, link e sistema de missão crítica. Com sede em São Paulo e uma equipe de 20 colaboradores, a Centric ultrapassou a marca de 3 mil clientes. Entre eles estão Banco Safra, Crefisa, Unimed, CPFL e 60% do mercado hoteleiro. 

Como iniciar carreira na área de tecnologia

Foto: Reprodução

Setor está em busca de novos talentos

Um dos principais desafios do mercado tecnológico brasileiro é a falta de mão de obra especializada para atuar em diferentes funções, como desenvolvedor, suporte de TI, analista de dados e outros. Para melhorar o cenário de contratação, as empresas têm investido em capacitação e formação de talentos para buscar, entre jovens e adultos, pessoas interessadas em ingressar na área. As oportunidades de atuação são muitas, e é preferível que o estagiário tenha flexibilidade para aprender sobre diferentes setores dentro da empresa, com suporte da equipe e gestão. Confira, abaixo, dicas de especialistas para iniciar carreira na área e histórias de profissionais que trilharam esse caminho.

Quando se trata de estágio, principalmente na área de tecnologia, o mais importante não é a experiência técnica. Para Luciano Campanhã, gestor de RH estratégico da Hexagon, durante a entrevista é importante que o candidato seja sincero e honesto em suas respostas. “Notamos que, às vezes, por inexperiência ou insegurança, as pessoas tentam impressionar e exagerar em alguns fatos, o que é desnecessário nessa etapa inicial da carreira. Para um estágio, buscamos as qualidades pessoais e não uma experiência prévia. Um bom profissional para estágio é aquele que tem bons valores e princípios, não uma vasta experiência ou realizações”. Outra dica de Luciano é reservar um tempo e escolher um local adequado para a entrevista, caso seja online. “É essencial evitar interrupções ou distrações nessa etapa”.

A cofundadora e CHRO da vertical de People as a Service (PaaS) da Triven, Lilian Carina, acredita  que o estágio é um processo muito benéfico e proveitoso para colaboradores e empresas, mas é essencial ter  um bom alinhamento de expectativas e responsabilidades desde o início. “É preciso ainda ter um responsável para acompanhá-los, orientá-los e dar feedbacks, para que possam conversar sobre as oportunidades de aprendizado e adaptabilidade em relação à cultura.  É recomendável que o estagiário tenha acesso a diferentes áreas ou tarefas”, completa. Lilian acrescenta que o setor de tecnologia tem alguns diferenciais para os estagiários, como a aceleração de aprendizagem, uma vez que nas startups há um incentivo para a prática de ideias e conhecimentos, e ambientes colaborativos, com uma cultura hands-on, o que permite a interação dos estagiários com profissionais muito experientes. O contato com a inovação constante é outro aspecto positivo apontado pela especialista para quem busca estágios em startups.

Estágio para crescer em outro setor

Em 2021, a publicitária Ana Carolina Brigo trocou um emprego efetivo na área de social media para atuar como estagiária na multinacional italiana Zucchetti, que desenvolve softwares de gestão. Para ela, a mudança valeu a pena. “Eu decidi descer um degrau e entrar em uma empresa que me atraiu pela possibilidade de trabalhar com algo que eu ainda não tinha experiência, com mais qualidade de vida e possibilidades de crescimento”, conta.

A aposta deu certo. Depois de cerca de um ano como estagiária, ela foi efetivada em janeiro de 2023 e hoje é assistente de marketing, atuando com anúncios no Google Ads. “Durante o estágio eu tive a oportunidade de aprender de verdade, com mentoria e treinamentos e apoio da equipe. Se eu não sabia fazer algo, tinha a liberdade de pedir ajuda, aprender e ser acompanhada nesse processo. Sempre me senti parte do fortalecimento da marca Zucchetti, porque essa ideia de que nosso trabalho faz a diferença é transmitida dentro da empresa”.

Perguntar para desenvolver habilidades

Atualmente, Gabriel Neves da Silva é consultor de negócios da RTM, hub integrador do mercado financeiro. Seu início na empresa foi como estagiário de backoffice, em 2014, na sede do Rio de Janeiro. Depois de 2 anos, foi efetivado como analista, mas, em 2017, surgiu a oportunidade de uma mudança para São Paulo. “Foi um momento importante para mim, pois entendi o quanto a RTM confiava no meu trabalho. Em 2021 eu recebi uma proposta para me tornar consultor de negócios”, detalha.

Formado em administração, Gabriel conta que entrar em um setor tão específico quanto o de tecnologia para o mercado financeiro foi desafiador, mas a cultura de colaboração dentro da empresa ajudou muito. “Lembro de uma das primeiras reuniões que eu participei. Eu não entendia vários termos que estavam sendo usados e anotei para pesquisar depois, para não interromper. No final, um diretor me chamou, perguntou se eu tinha dúvidas e ficou um longo tempo comigo me ensinando sobre o setor. Naquele momento eu percebi que tinha possibilidade de perguntar e me desenvolver”.

Aprendizado e Soft skills 

Com 23 anos de carreira na área de Tecnologia, Klayton Martins, CEO da VisãoGeo e cofundador Grupo Verante, reforça a importância do estágio como base de sua carreira profissional bem sucedida. O executivo aponta algumas características que são fundamentais para os novos profissionais: manter a postura ética e íntegra; priorizar as oportunidades de conhecimento e se dedicar ao máximo.  “Nossa trajetória profissional é construída nas ações do dia a dia. Por isso, recomendo sempre máxima dedicação às atividades que está desempenhando. Estamos sendo sempre observados e, do estágio, podem surgir oportunidades que poderão mudar a sua vida. Eu, por exemplo, conheci meu sócio, Fabiano dos Santos, numa das oportunidades proporcionadas pelo estágio em um projeto de pesquisa na Eletrosul”, relembra.

O executivo orienta ainda aos estudantes a buscarem desenvolver a habilidade de aprender rápido. Klayton explica que, no segmento tecnologia, é importante não ter medo de errar. “Pior do que errar é ficar parado. Devemos entender o papel do estágio no aprendizado e priorizar vagas que vão de encontro ao que o estudante planeja para o seu futuro”, aconselha.

Organização em ecossistemas para formação de talentos

Para startups, empresas de tecnologia e corporações, está claro que a organização e associação em ecossistemas é um caminho para superar desafios comuns. Por isso, muitas trabalham de forma conjunta para formar novos talentos para o setor. Na ACATE (Associação Catarinense de Tecnologia), entidade que reúne mais de 1600 associadas em 10 polos de inovação. Nos últimos dois anos, mais de 15 mil pessoas foram impactadas por meio dos cursos em parceria com a Acate, onde há um departamento dedicado a pensar saídas e ampliar a mão de obra no setor, como é o caso da Vice-Presidência de Talentos, coordenada por Moacir Marafon.

“O estágio nas empresas do setor de tecnologia contribui para reduzir a evasão escolar pois os alunos passam a perceber a aplicabilidade do conteúdo e, com isso, o mercado passa contar com mais profissionais disponíveis, reduzindo assim a diferença entre oferta e demanda por talentos. Adicionalmente, também é uma oportunidade para as empresas treinarem novos talentos em seu ambiente de trabalho, nas suas tecnologias, processos e cultura, preparando-os para que, quando contratados, já estejam com bom desempenho”, afirma Marafon. A ACATE apoia programas gratuitos neste sentido, como o Prototipando a Quebrada, com oficinas para jovens da periferia; o ONE, curso online de programação; e outros.

O metaverso fracassou? Entenda o que aconteceu e o que esperar do futuro

Imagem de NoName_13 por Pixabay

Com a promessa de revolucionar as relações sociais e corporativas, o metaverso se esbarrou em dois desafios para se consolidar: infraestrutura cara e a chegada estrondosa de novas inteligências artificiais (IA). A plataforma deve ser retomada no futuro, mas atualmente deixou de ser foco das gigantes da tecnologia. 

Em outubro de 2021, a maior empresa de redes sociais do mundo trocou de nome para Meta como sinalização de aposta no metaverso e o mundo voltou suas expectativas para a nova realidade virtual. O mercado financeiro não demorou a começar as especulações. Em pouco tempo, organizações dos mais diferentes setores abraçaram a ideia, mesmo ainda sem compreender bem o conceito. O movimento estimulou a criação de serviços e produtos voltados especificamente para o universo digital. 

A empresa gastou bilhões de dólares mensalmente para manter o projeto vivo e, no final, teve que realizar cortes de gastos por meio do congelamento de 5 mil processos de contratação e a demissão de mais de 20 mil funcionários. 

Com o crescente desinteresse do público, a saída da Disney do mercado de metaversos e, principalmente, o aumento de interesse e de pesquisas e desenvolvimento em IA no mundo, a Meta desistiu dos investimentos que fez ao longo dos últimos dois anos. No começo parecia promissor, mas após uma sequência de erros, este ano a empresa de Zuckerberg afirmou que “o foco para 2023 é em inteligência artificial, mensagens, criadores e monetização”.  

Hoje o olhar do mercado está sob outras perspectivas, mas o metaverso não morreu. Apesar do assunto não ser tão promissor quanto parecia há um ano, o conceito ainda atrai empresas. No Brasil, o Banco 24Horas entrou no metaverso por meio do servidor MetaSoul. Já o Grupo Carrefour anunciou uma ação com jogos no metaverso, por meio da plataforma Sandbox. 

As aplicações no metaverso de fato involuíram rapidamente. Há pouco tempo parecia que esse novo recurso estava prestes a explodir, mas o baque foi importante para revelar que essa é apenas uma tecnologia incipiente, que tem muito evoluir, e ainda pode trazer oportunidades no futuro. 

O sonho do Vale do Silício era que o metaverso fosse uma extensão da vida, onde as pessoas poderiam conviver com avatares, negociar itens e, até mesmo, se casar e comprar terrenos. A ideia de que todo mundo abraçaria a proposta de ter uma representação virtual realmente fracassou, o hype passou, mas ainda existe um potencial a ser explorado de maneiras alternativas e aliada a IA, por exemplo.  

Problemas de classificação: como utilizar IA para solucioná-los?

Foto: Reprodução

Em uma sociedade que gera mais e mais dados a cada dia, o uso de modelos de machine learning para solução de problemas de classificação tem se tornado cada vez mais comum no mundo empresarial.  

Empresas de diversos segmentos, desde finanças até saúde, têm se beneficiado do uso desses algoritmos para automatizar processos, otimizar o desempenho de equipes e até mesmo tomar decisões estratégicas.  

Os modelos de machine learning para classificação são capazes de identificar padrões em dados, aprender com eles e utilizar esse conhecimento para prever a classe de novos dados.  

Alguma das aplicações são:  

  • Detecção de fraude: as empresas podem usar técnicas de classificação para identificar transações fraudulentas, como transações de cartão de crédito, transações bancárias suspeitas ou pedidos de reembolso fraudulentos.  
  • Classificação de clientes: as empresas podem usar técnicas de classificação para segmentar seus clientes com base em diferentes critérios, como idade, renda, histórico de compras e outros fatores relevantes. Isso pode ajudar a na personalização das ofertas de produtos e serviços para diferentes grupos de clientes.  
  • Detecção de defeitos de produção: as empresas podem usar técnicas de classificação para identificar defeitos em produtos fabricados em uma linha de produção. 

Além disso, os modelos de classificação podem ser utilizados para uma ampla variedade de casos, como identificação de doenças a partir de sintomas, classificação de imagens, análise de sentimento em relação a um produto ou serviço, entre outros.  

Isso permite que as empresas tomem decisões mais informadas sobre concessão de crédito, definam limites de crédito, ofereçam taxas de juros personalizadas e reduzam a incidência de inadimplência.  

Em resumo, o uso do machine learning ajuda grandes empresas a reduzir o risco de crédito, aumentar a eficiência e tomar decisões mais precisas e informadas em relação a seus clientes, com base em dados. Além de ajudar a automatizar o processo de análise de crédito, tornando-o mais rápido e eficiente.  

É importante destacar que a utilização de modelos de machine learning para classificação deve ser sempre acompanhada de uma análise crítica dos resultados obtidos. É fundamental verificar se as previsões feitas pelo modelo estão de acordo com o esperado e, em caso contrário, investigar os motivos e buscar melhorias no modelo ou nos dados utilizados.  

Sobre a 4intelligence  

A 4intelligence é especialista em ciência da decisão. Desenvolvem soluções para dar suporte a tomadas de decisões baseadas em análise de dados, por meio de modelagem econométrica e inteligência artificial. A tecnologia possibilita a estruturação e customização de processos decisórios em larga escala, visando que respostas acuradas sejam entregues sempre que houver mudanças no cenário econômico, num fluxo constante. Além disso, a empresa já recebeu mais de 120 prêmios pela acurácia de projeções, dentre os quais se destacam os do Banco Central, do Ministério da Fazenda, da Agência Estado e da Consensus Economics.  

Pode o streaming de games substituir os consoles?

Foto: Reprodução

Há pouco mais de 20 anos, um tipo de comércio era abundante no mundo todo: as locadoras de filmes. Alugar DVDs nos finais de semana para devolvê-los apenas na segunda-feira era praticamente uma tradição. Esse mesmo ritual se repetiu também com os games, que por muito tempo ficaram limitados a mídias físicas como cartuchos, CDs, DVDs e Blu-Rays. Utilizar a locação de conteúdos de entretenimento era uma maneira muito mais econômica de consumi-los, sem precisar pagar o preço cheio por aquele produto. Com a chegada do streaming, as locadoras foram desaparecendo, aos poucos, do cotidiano das pessoas, que se renderam à praticidade e ao conforto da era digital.

Desde a chegada dos serviços de streaming de jogos no Brasil em 2021, o mercado de games pode estar rumando para este mesmo movimento. A transmissão online de jogos eletrônicos com qualidade e controles responsivos facilita o contato de todo tipo de jogador com os jogos, até os menos experientes ou familiarizados com esse universo. A tecnologia, intuitiva e de fácil acesso, permite aos usuários jogarem online, sem necessidade de download e preocupação com armazenamento, tudo direto da nuvem. Além disso, as parcerias das plataformas de streaming com os maiores players da indústria, como Xbox e a Nvidia (já disponíveis no país), colocam os melhores títulos do mercado à disposição, incluindo clássicos e grandes lançamentos.

Outra grande vantagem do streaming de games é a sua disponibilidade. Por ser algo 100% online, o usuário pode acessá-lo de qualquer dispositivo eletrônico como smartphones, notebooks e Smart TVs, utilizando apenas um joystick por Bluetooth. Não é necessário ficar preso ao catálogo do serviço que assinar, já que existem plataformas que permitem a compra do jogo para evitar preocupações como uma atualização de catálogo que pode retirar justamente o título que você estava curtindo. Sem contar a diminuição no valor investido para jogar,uma vez que, uma Smart TV, por exemplo, é o suficiente para aproveitar seus jogos favoritos. O mercado ainda possui televisores que combinam outros devices para melhorar a experiência do jogador, como o espelhamento do minimapa em um tablet ou monitor externo para deixar o campo de visão mais limpo, mira embutida para uma gameplay em jogos de tiro mais precisas e até mesmo um menu especial para acompanhar taxa de quadros e outras informações de desempenho que os consoles normalmente não exibem.

O sucesso desses serviços é outro ponto de atenção, pois já são 31,7 milhões de usuários pagantes no mundo que, juntos, gastaram cerca de 2,4 bilhões de dólares. Até 2025, a expectativa é que as métricas cresçam para 86,9 milhões de usuários pagantes, com a soma de 8,2 bilhões de dólares, segundo estimativa do instituto Newzoo em 2022. Quando comparamos a expectativa de crescimento entre consoles e streaming a diferença também é expressiva, conforme dados do Insider Intelligence em pesquisa realizada com profissionais do setor. O resultado demonstra que o streaming é o formato com maior tendência de crescimento até 2025 (cerca de 40%), enquanto os consoles têm uma projeção de apenas 10%.

Economia, praticidade e acessibilidade são os três principais elementos do streaming de games que, quando combinados, podem ser os principais responsáveis pelo encerramento de mais uma tradição que está completando meio século de existência.

*Thiago Cesar Silva é Diretor de Marketing para a divisão de Consumer Electronics na Samsung Brasil. 

Sobre a Samsung Electronics Co. Ltd.

A Samsung inspira o mundo e molda o futuro com ideias e tecnologias transformadoras. A empresa está redefinindo o mundo de televisores, smartphones, dispositivos portáteis, tablets, equipamentos digitais, sistemas de rede, memória, sistema LSI e soluções de semicondutores e LED. Para saber as últimas notícias, visite a Samsung Newsroom em https://news.samsung.com/br.

Pix automático deve substituir débito em conta, apontam especialistas

Foto: Reprodução

Nova modalidade do sistema instantâneo de pagamentos deve chegar no próximo ano; saiba como irá funcionar na prática

O mais recente levantamento do Banco Central confirma que o Pix está cada vez mais presente na rotina dos brasileiros: em 2022, foram realizadas 2,9 bilhões de transações Pix, um crescimento de 107% em relação a 2021, quando o volume foi de 1,4 bilhão. Agora, uma nova modalidade da ferramenta deve turbinar ainda mais o seu uso, trazendo a possibilidade de agendamentos de transações.

Trata-se do Pix Automático, previsto no relatório de gestão do Pix, divulgado no início de setembro pela autoridade monetária. Apesar de constar em estudos, a sua viabilização já está em fase adiantada: uma consulta pública permanece disponível ao mercado, por meio do Grupo de Trabalho de Negócios do Pix, para tratar das questões operacionais do novo benefício. O objetivo do BC, segundo especialistas, é ampliar ainda mais o acesso da população aos serviços bancários.

A advogada especializada em Regulatório e Meios de Pagamento e sócia do escritório Barcelos Tucunduva (BTLAW), Mariana Prado Lisboa, detalha que o novo produto deve ser utilizado por concessionárias de serviços públicos e empresas com produtos ou serviços de pagamentos recorrentes. Nessa lista, entram instituições de ensino, academias, serviços de streaming, planos de saúde, seguros, condomínios, clubes e operações de crédito.

“A utilização do Pix para essas novas realidades é um caminho sem volta. A população já aderiu a esse sistema, confia no modelo e espera que cada vez mais consiga reduzir custos, comparados a outros instrumentos, além de trazer melhor experiência aos usuários pagadores e recebedores”, avalia.

O advogado especializado em Direito Bancário e professor da FAAP e Insper, Marcelo Godke, destaca que o consumidor poderá programar o Pix automático para o pagamento das contas corriqueiras, substituindo o tradicional débito automático em conta.

“A pessoa vai poder pré-agendar o pagamento de uma fatura do cartão de crédito, por exemplo, ou assinatura de um serviço pago mensalmente. É cada vez mais comum os boletos virem com o código de barras para pagar e, ao mesmo tempo, com um QR code do Pix. A diferença é que vai poder programar a partir daí”, esclarece Godke. Hoje, o pagamento via Pix é realizado de maneira instantânea, sem a possibilidade de agendamento.

Off-line
Outra modalidade prevista como uma evolução do Pix é o off-line, que deve abranger o pagamento de pedágios e transporte público. Mariana ressalta que essa medida está na agenda futura do BC, pois a falta de acesso à internet em algumas regiões do país é hoje um impeditivo para utilização do sistema instantâneo de pagamentos

 “A possibilidade de realização da transação sem a necessidade da conexão será uma melhoria incrível. Nas praças de pedágios e em rodovias o pagamento off-line, por aproximação, trará uma melhor eficiência e experiência ao usuário pagador”, avalia.

Para Godke, esse movimento previsto pelo Banco Central é um caminho natural porque a tendência é de o Pix substituir os cartões de débito, antes usado nos pagamentos de pequenos valores, como pedágios e tarifas de transporte. “Era esperado, mas não nessa velocidade, porque o BC não achava que seria com essa tamanha rapidez”.

Mariana Prado ainda destaca outras novidades. “As compras parceladas por Pix são outro exemplo de melhoria já em estudo pelo Banco Central. A ideia é estabelecer mecanismos de garantia vinculados as transações parceladas. Com isso, o risco de crédito do recebedor diminuirá e o pagador poderá realizar compras parceladas com custo menor do que por outros instrumentos, como o cartão de crédito, em que as taxas pelo parcelamento da compra são maiores justamente em razão do risco de crédito do recebedor, tecnologia envolvida e número de intermediários na cadeia do pagamento”, adianta a especialista.

Sobre as fontes:
Mariana Prado Lisboa é advogada, sócia na área de Meios de Pagamento e Fintechs do escritório Barcellos Tucunduva, com ampla experiência na área regulatória. Possui extensão em Arbitragem na Fundação Getúlio Vargas e é especialista em Direito Empresarial pela Escola Paulista de Direito (EPD).

Marcelo Godke, especialista em Direito Bancário, Mercado de Capitais, Direito Empresarial, Integridade Corporativa, Governança, M&A, Societário, Project Finance, Contratos Domésticos e Internacionais. Bacharel em Direito pela Universidade Católica de Santos, especialista em Direito dos Contratos pelo CEU Law School. Professor do Insper, da Faap e do CEU Law School, mestre em Direito pela Columbia University School of Law e sócio do escritório Godke Advogados. Doutor em Direito pela USP (Brasil) e Doutorando pela Universiteit Tilburg (Holanda).

Metaverso, ChatGPT….O que podemos esperar da tecnologia até 2030?

ChatGPT na comunicação é confiável?

Imagem de Enrique por Pixabay

Vinícius Gallafrio, CEO da MadeinWeb, acredita que a Inteligência Artificial ganhe ainda mais força nos próximos anos, especialmente no agronegócio

O Metaverso ganhou evidência em outubro de 2021, devido a grande aposta de Mark Zuckerberg. Além de mudar o nome da controladora do Facebook, Instagram e Whatsapp,  investiu um altíssimo valor no que seria o “futuro da comunicação”. Menos de dois anos após o boom, pouco se ouve falar, não só por causa do alto custo da tecnologia, mas porque outras novidades, como o ChatGPT, tornaram-se protagonistas de debates e manchetes de veículos ao redor do mundo. Em meio a tantas mudanças, fica a reflexão: podemos prever o que virá pela frente?

“Em partes, sim. A Inteligência Artificial, por exemplo, deve ganhar ainda mais força nos próximos sete anos por sua versatilidade. Projeções da McKinsey dão peso a essa expectativa de crescimento e consolidação, já que mostram a geração de US$ 13 trilhões em termos globais. Os setores bancários e tributários, por exemplo, ganham maior eficiência, precisão e satisfação ao cliente”, afirma Vinícius Gallafrio, CEO da MadeinWeb e Mobile, provedora de TI e transformação digital. 

O agronegócio também é beneficiado e pode ganhar agilidade nunca antes vista. Por ser uma atividade quase “artesanal”, exige do produtor muita “mão na massa”.No entanto, em toda a cadeia produtiva, onde quer que haja a captura ou manipulação de algum dado para uma tomada de decisão, é possível utilizar a IA para promover mais agilidade no processo, eficiência e elevar a performance. É possível predizer produção de lavouras, ranquear fatores de influência que ajudam ou não no crescimento de animais e otimizar a logística de distribuição de insumos e produtos acabados

De acordo com o executivo, outra tendência que deve ganhar ainda mais força até 2030 são os desenvolvimentos em prol da cibersegurança. Hackers, malwares, phishing, pharming são responsáveis por atividades criminosas que geram prejuízos milionários. “Para ter uma ideia, entre janeiro e agosto do ano passado, foram registradas quase 13 milhões de tentativas de fraudes no comércio eletrônico brasileiro, de acordo com o Censo da Fraude, da Konduto. Em paralelo, deve ocorrer uma educação contínua para os usuários e colaboradores. Sendo assim, as empresas devem apostar na criação de conteúdos que ajudem a identificar golpes e promover uma navegação na internet ainda mais protegida”, analisa. 

Mudanças no mercado de trabalho

Desde o início da pandemia, o mercado de trabalho tem respondido às mudanças tecnológicas e incorporado alternativas que permitem gestão remota.  A migração para a nuvem se popularizou exatamente por isso. Hoje, o Brasil está em oitavo lugar no ranking da Asia Cloud Computing Association (ACCA), que nomeia os países que oferecem melhores condições para computação em nuvem no mundo. Aliado a isso, perspectivas da Gartner mostram que a maior parte das empresas também adotará a tecnologia nas operações nos próximos anos.  

“Essa modernização faz com que as empresas avaliem alguns pontos, como o legado tecnológico, atualizando processos e sistemas que já não cumprem mais o papel necessário, sem falar em uma necessária mudança de cultura dentro da própria organização. Como benefício indireto, ainda contribui com a preservação ambiental por meio de operações mais sustentáveis e com menos desperdício”, diz Vinícius. 

E o Metaverso?

Mesmo que não tenha tanto espaço na mídia quanto antes, devemos acompanhar o Metaverso de perto, pois corrobora com outras tecnologias em alta, como a IoT (Internet das Coisas), especialmente quando falamos da indústria de jogos. 

“Aos que desejam prever as próximas tendências, fica o alerta: a tecnologia é cíclica. O que perdeu o brilho em um dia, pode irradiar mais forte que o sol em outro. Avaliar os lançamentos e analisar o potencial a longo prazo faz toda a diferença para empresas que querem chegar mais longe”, conclui.