IA generativa deve elevar a produtividade mundial em até 7%, segundo Morgan Housel

Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

Renomado escritor americano participou do Congresso Internacional Planejar 2023 e expôs otimismo em relação a tecnologia financeira

Morgan Housel, autor do livro “A Psicologia Financeira” e sócio da The Collaborative Fund, foi um dos palestrantes do Congresso Internacional Planejar 2023, realizado na última terça-feira (10). Em sua apresentação, ele defendeu que a Inteligência Artificial pode ser uma grande parceira dos planejadores financeiros, pois pode auxiliá-los a prestar um atendimento mais personalizado e empático aos seus clientes.

Em sua visão, os profissionais do setor precisam se atualizar e incorporar a IA como uma ferramenta para aprimorar a comunicação e o entendimento das demandas dos investidores. “Antigamente, os planejadores financeiros detinham o monopólio da informação sobre o universo das finanças, e a transmitiam aos seus clientes conforme o seu interesse. Hoje, a informação está democratizada e acessível para todos, e o papel dos planejadores se transformou”, explicou o escritor. Assim, a mudança deve ser ainda mais radical à medida que a inteligência artificial evolui.

Com ela, a tendência é que o planejador se torne mais um psicólogo do que um técnico, na visão de Housel. Isto é: será necessário ouvir com atenção os problemas e anseios do cliente, e o planejador terá de deixar de lado os termos técnicos para orientar de forma mais humana.

Na mesma palestra, o especialista falou sobre as tendências e as aplicações da IA. Para ele, essa tecnologia ainda é percebida como um brinquedo por muitos dos seus usuários e, inclusive, por alguns investidores do setor. Entretanto, algumas funcionalidades práticas da IA já estão em evidência, e podem facilitar – e muito – a vida humana, de acordo com Housel.

Esse processo ocorre porque a área ainda está em sua fase de maturação e muita coisa ainda evoluirá neste período. “Não temos nenhuma ideia de onde a IA vai chegar. Mas eu passei muito tempo da minha carreira tentando compreender como as pessoas reagem à tecnologia, e a resposta costuma ser sempre a mesma”, afirmou.

Para o especialista, é comum que as novas tecnologias não sejam compreendidas em toda a sua extensão quando surgem. Ele afirma que as grandes invenções da história, como a escrita, o avião e a televisão, demoraram muito para se consolidar e trazer benefícios reais para a sociedade. O mesmo deve acontecer com a inteligência artificial. Em sua perspectiva, a IA generativa deve elevar a produtividade mundial em até 7% – o equivalente a cerca de US$ 4 trilhões por ano – em todo o planeta. “Provavelmente, estamos subestimando o que a IA pode fazer por nós”.

Nem tudo são flores!

Por outro lado, nem todos compartilham do mesmo otimismo. Walter Longo, publicitário e também palestrante do evento, alertou que a IA é um tsunami que vai varrer muitas atividades humanas e exigir uma adaptação rápida e constante. Ele acredita que há duas visões opostas sobre o futuro da IA: a dos pessimistas e a dos otimistas. Os pessimistas temem que a tecnologia substitua os humanos em diversas funções e ameace nossa existência. Os otimistas acreditam que a tecnologia ampliará nossas capacidades e nos permitirá fazer coisas novas e melhores. “Não há limite para a criatividade e a inspiração. A tecnologia não vai tirar o emprego de ninguém. Alguém usando a IA é quem vai”, explica.

Longo reconhece que a IA vai eliminar milhões de empregos, mas também vai criar outros tantos. O Fórum Econômico Mundial estima que a IA vai extinguir 85 milhões de empregos, mas vai gerar 92 milhões de novos. Por isso, o publicitário defende que as competências verdadeiramente humanas, como a introspecção, a sensibilidade e a curiosidade, serão os diferenciais no mercado de trabalho do futuro. “Em terra de robô, quem tem coração é rei”, conclui.

Getty Images lança gerador de imagens com Inteligência Artificial comercialmente seguro

Foto: Reprodução

Treinado com o melhor conteúdo criativo da Getty Images, o IA Generativa da Getty Images permite que os clientes explorem o poder da geração de imagens por inteligência artificial com proteção total e direitos de uso.

A Getty Images (NYSE: GETY), empresa global com destaque na criação e comercialização de conteúdos visuais, anunciou hoje o lançamento da IA Generativa da Getty Images, uma nova ferramenta que combina os melhores conteúdos criativos da empresa com a mais recente tecnologia de inteligência artificial para criar um gerador de imagens por IA que é comercialmente seguro. 

A IA Generativa da Getty Images é treinada na arquitetura de modelo de última geração Edify, que faz parte da NVIDIA Picasso, uma plataforma para criação de modelos de IA generativa para design visual. A ferramenta é treinada exclusivamente a partir da vasta biblioteca criativa da Getty Images, incluindo conteúdo exclusivo e da melhor qualidade, com indenização total para uso comercial. Acompanhando os demais serviços já sólidos e líderes na indústria, a IA Generativa da Getty Images, integra-se perfeitamente com a extensa biblioteca de conteúdo visual autêntico e cativante da empresa, bem como com a oferta de conteúdo personalizado, Custom Content, permitindo que todos os clientes otimizem todo o processo criativo para encontrar o conteúdo visual adequado para qualquer necessidade em um único lugar.  

“Estamos animados em lançar uma ferramenta que explora o poder da IA generativa para atender às necessidades comerciais dos nossos clientes, respeitando, ao mesmo tempo, a propriedade intelectual dos criadores de conteúdo”, disse Craig Peters, CEO da Getty Images. “Trabalhamos duro para desenvolver uma ferramenta responsável que dê aos clientes segurança nos recursos visuais produzidos por IA generativa para fins comerciais.” 

Os clientes que criarem e baixarem recursos visuais por meio da ferramenta receberão a licença padrão livre de royalties (“royalty-free”) da Getty Images, que inclui declarações e garantias, indenização sem limitações de valores, e o direito perpétuo e sem exclusividade de usar o conteúdo em todo o mundo e em todos os meios. O conteúdo gerado por meio da ferramenta não será adicionado às bibliotecas de conteúdo existentes da Getty Images e da iStock. Além disso, os contribuidores serão compensados por qualquer inclusão do seu conteúdo no conjunto de dados de treinamento. 

“Conversamos com nossos clientes sobre o rápido crescimento da IA generativa – ouvimos entusiasmo e hesitação – e tentamos ser intencionais em relação à forma como desenvolvemos a nossa própria ferramenta”, disse Grant Farhall, Diretor de Produto (CPO) da Getty Images. “Criamos um serviço que permite que marcas e profissionais de marketing adotem a IA com segurança e ampliem suas possibilidades criativas, ao mesmo tempo que compensam os criadores pela inclusão de seus recursos visuais nos conjuntos de treinamento subjacentes.” 

A IA generativa da Getty Images agora pode ser utilizada em GettyImages.com. Os clientes também podem optar por integrar o serviço aos seus fluxos de trabalho e aplicativos existentes por meio de uma API já disponível. 

Além disso, em breve, os clientes poderão personalizar a IA Generativa da Getty Images com dados proprietários para produzir imagens com o estilo e a linguagem exclusiva de sua marca. Este e outros avanços de serviço serão adicionados até o final deste ano. Atualmente, a ferramenta está disponível apenas em inglês. A expansão para outros idiomas compatíveis, incluindo o português, será realizada em fases subsequentes.” 

Saiba mais sobre a IA Generativa da Getty Images e como obter acesso, juntamente com a posição da Getty Images sobre práticas responsáveis de IA, aquí. 

Da IA Generativa a especialização de quem atua com tecnologia: 3 tendências para o mercado e o que esperar para os próximos meses

Uma pesquisa recente realizada pela empresa IBM revelou que 78% dos líderes empresariais brasileiros têm planos de investir em tecnologia nos próximos 12 meses. O levantamento mostrou ainda que essa porcentagem é maior em comparação com outros países, como Estados Unidos, Japão e Alemanha. Entre os principais temas que têm pautado as conversas sobre esse mercado estão Inteligência Artificial e o impacto nas profissões com o uso de tecnologias capazes de aprender padrões complexos de comportamento. 

Heitor Hákime, CEO da Codebit – empresa especialista em tecnologia de código e cloud computing sob medida que atua no setor há mais de 10 anos – analisa três tendências para o mercado e o que esperar para os próximos meses:

Tendência 1: Inteligência Artificial Generativa

Com o atual crescimento do tema no setor de tecnologia, se enxerga uma forte tendência sobre a pauta de Inteligência Artificial Generativa – conjuntos de algoritmos capazes de aprender padrões mais complexos de comportamento a partir de uma base de dados. Pautando diversas discussões, o assunto deve continuar em alta neste ano, desde a produção de chips computacionais focados nesse tipo de processamento, até a disponibilização e massificação de serviços utilizando esse conceito.

Além de discussões sobre seu uso em diferentes esferas, a IA Generativa oferece oportunidades, já que existe um grande campo a ser explorado com a disponibilização de ferramentas corporativas similares ao Chat GPT, que aprendem uma base de conhecimento específica e conseguem realizar diversas ações. Isso indica que profissionais que se especializarem no tema tendem a se destacar frente à novidade.

Tendência 2: IA para centrais de atendimento em canais digitais

Empresas também estão aproveitando a oportunidade em diferentes frentes de atendimento para utilizar a inteligência como aliada e se destacarem, sendo que uma das aplicações ocorre com as vendas por canais digitais, com resposta de dúvidas de colaboradores, ou até mesmo para apoiar de forma mais estruturada os call centers de empresas, dentre outras ações.

A montagem de centrais de atendimento 24 horas sempre foi um desafio para as empresas, pois requer times treinados e capacitados a responder dúvidas ou até mesmo realizar vendas em um ambiente com alta rotatividade, o que não é uma tarefa fácil.

O avanço das tecnologias de IA possibilita aos algoritmos aprenderem regras e realizarem tarefas de forma cada vez mais eficiente. Isso inclui entender dúvidas de clientes ou consumidores, submetê-las à uma base de conhecimento ou restrições contratuais e fornecer as melhores possibilidades de solução dentro do contexto apresentado. 

Neste aspecto, as vendas sempre foram um grande motor para impulsionar investimentos em tecnologia, e não é diferente com a inteligência artificial. Há um movimento de mercado para a troca do processo de aquisição única de um produto, pela opção de um serviço contínuo de assinatura. Inicialmente,  ocorreu com serviços de tecnologia ou streaming, mas agora nota-se uma tendência em assinaturas de veículos, por exemplo, ou outros ativos. Como a venda contínua pressupõe um atendimento contínuo para mantê-la, as centrais de atendimento digitais nunca foram tão importantes.

Por meio de algoritmos avançados de IA, esse atendimento vem sendo feito cada vez mais por plataformas automatizadas capazes de aprender uma série de regras e termos de uso, entender dúvidas ou solicitações de clientes ou consumidores e oferecer a melhor solução para determinado contexto. Algo que muitas vezes demandaria um profissional mais experiente para que fosse sugerido e também realizado.

Tendência 3: estabilidade nas contratações e profissionais mais preparados para trabalhar com tecnologia

Quando especialistas analisam o mercado, é esperada uma estabilidade após um momento inflacionado na pandemia, onde muitas empresas contrataram desenfreadamente inserindo em seus times centenas ou milhares de profissionais. “Vemos agora diversos movimentos de ajuste com layoffs e desligamentos. Creio que nesse segundo semestre teremos um momento de maior estabilidade com redução de desligamentos, porém baixo apetite para novas contratações” afirma Heitor Hákime, CEO da Codebit.

.Nos próximos anos o mercado deverá enfrentar um grande desafio: passar por um momento de aumento massivo de profissionais. Sempre entendido como um mercado promissor, atualmente notam-se muitos profissionais juniores ou pessoas em transição de carreira com pouca ou nenhuma experiência tentando vagas de trabalho ou estágio. “Com o movimento de ajuste pós-pandemia, creio que a absorção do mercado para esses profissionais será um desafio, pois em geral ele necessita de velocidade, e profissionais em início de carreira demandam mais treinamento e naturalmente menor produtividade”, destaca Heitor.

Sendo assim, os profissionais de tecnologia devem esperar um aumento na quantidade de pessoas buscando vagas de nível iniciante e uma estabilização das vagas atuais. A adaptação para novas ferramentas de desenvolvimento que permitem uma maior agilidade e velocidade de entrega é importante, pois o modelo de desenvolvimento está mudando rápido e é fundamental acompanhar essa onda para não ficar defasado.

Sobre a CodeBit

A CodeBit  é uma empresa especialista em tecnologia de código e cloud computing sob medida, com foco no terceiro setor e startups, fornece desenvolvimento de soluções em linguagem de programação (código) e Nuvem. Fundada em 2011 no interior de São Paulo, em Franca, nasceu de uma parceria sem acelerações ou programas de startups, e hoje conta com mais de 50 clientes e diversos cases de sucesso, como Médico Sem Fronteiras, Fundação Itaú, Instituto Natura, Instituto Ayrton Senna e Fundação Telefônica Vivo. 

Como principal parceiro da Amazon no Brasil em educação, e um dos dois mais importante parceiro de NPOs – Programa Nonprofit Credit – da AWS atualmente, a CodeBit se especializou na criação de portais e plataformas web, sistemas complexos de integração, aplicativos Android e iOS, além de hardwares e dispositivos eletrônicos. Utilizando a tecnologia como principal meio de transformar o mundo, atua no terceiro setor para viabilizar um conjunto de iniciativas com projetos de cunho social para levar mais educação, saúde e conhecimento para todos os setores da sociedade, democratizando a tecnologia. A CodeBit também oferece soluções para startups, fundações empresariais, universidades e outras iniciativas de projetos com cunho social. Até o final de 2023, a empresa projeta um crescimento de 25%.