Veículo com inteligência artificial que monitora problemas urbanos dos municípios brasileiros é apresentado no Connected Smart Cities

Foto: Reprodução

Participantes poderão conferir a tecnologia de IA que já está presente em todas as regiões do Brasil; startup fará transfers e exposição da solução durante o evento

A Mapzer, startup que nasceu para transformar municípios em cidades inteligentes com uma tecnologia 100% nacional de inteligência artificial, participa da 9ª edição Connected Smart Cities & Mobility Nacional, gerando experiências a partir de um veículo equipado com inteligência artificial que já está presente em oito estados. Por meio sensores especiais e IA, a solução faz o reconhecimento e mapeamento das necessidades de manutenção dos espaços urbanos, identificando em tempo real ocorrências como buracos em ruas e avenidas, falta de sinalização vertical ou horizontal, lixo em locais irregulares, entulho nas calçadas, tampas de bueiro quebradas, entre outros. Recentemente a startup também apresentou o mapeamento noturno de forma inédita e que já começou a ser utilizado por um município da Bahia, Luis Eduardo Magalhães.

Para o evento, a marca irá gerar experiências a partir de transfers que guiarão prefeitos e autoridades de seus hotéis para o Centro de Convenções Frei Caneca, além de expor o automóvel durante os dois dias para que o público possa ter contato com a tecnologia que já contribui com mais de 4 milhões de brasileiros. “Nosso veículo inteligente sempre se destaca nos eventos por ter uma tecnologia exclusiva. Para o CSCM iremos gerar experiências não só no local físico do evento, como antes do público chegar até lá. Nossa solução coloca a gestão urbana na palma da mão através de um software de IA e o evento é a oportunidade para aqueles que ainda não conhecem, entenderem o potencial disso para o futuro que já começou”, explica Paulo Tumasz Junior, Gerente Comercial da Mapzer.

Além do veículo, no estande da startup os visitantes poderão entender como funciona o software de inteligência artificial para uso das cidades. “Um sistema de gestão é alimentado a cada 15 ou 30 dias com as principais ocorrências identificadas e cada departamento já pré-estabelecido recebe o que é relevante para que, em seguida, possa gerar uma ordem de serviço. Por se tratar de uma inteligência artificial, aproximadamente a cada dois meses, uma nova habilidade surge a partir da análise e junção de estatísticas”, adianta o gerente. A Mapzer garante a cobertura de 100% da área urbana com prazos que variam de acordo com a especificidade de cada região: demanda, relevo, trânsito, dia da semana.

Tumasz Junior ainda revela que a empresa foi criada com base na percepção de um dos sócios e que também era unânime aos demais. “Sempre foi muito antenado nos problemas da cidade e após realizar inúmeros chamados para resolução de defasagens urbanas percebeu que um padrão acontecia e poderia ser mudado: se o aviso não partisse do cidadão, a gestão não tomava uma atitude. Ou seja, os problemas dos grandes centros urbanos, por uma série de questões, ficam sob a responsabilidade de comunicação da população que, quando liga para o canal de atendimento, já está com um nível de insatisfação elevado. A Mapzer quer inverter esse processo, tornando a gestão pública proativa. Este é o futuro quando pensamos em smart cities”, finaliza.

Além do estande e da experiência, a Mapzer também participa do Call For Papers: objetivo e aplicabilidade com a palestra Cidades Inteligentes: O poder da inteligência artificial na gestão urbana dos municípios brasileiros.

Municípios brasileiros já registram melhorias com o uso da inteligência artificial

Em setembro de 2022, a cidade de Hortolândia, município do estado de São Paulo, implantou a tecnologia da Mapzer. De lá pra cá mais de 80% dos buracos detectados pelo serviço de fiscalização foram consertados com a realização da Operação Tapa-Buraco. No ano passado, em outubro, a cidade contava com mais de 12 mil buracos registrados nas ruas e avenidas. Em novembro, pouco mais de 5 mil e em dezembro, mais de 9 mil buracos. Neste ano, em janeiro, eram mais de 12 mil; em fevereiro, mais de 9 mil; em março, reduziu para 3 mil buracos; e no mês de abril, pouco mais de dois mil buracos.

Segundo a Secretaria de Serviços Urbanos de Hortolândia, após o início da implantação do serviço, a dinâmica de trabalho se tornou mais otimizada com o desenvolvimento de novos planos estratégicos para a realização das operações. “Hoje, as equipes já saem para as ruas com a ordem de serviço em mãos para cumprir o trabalho. A estratégia melhorou a ação já que a orientação chega detalhada até com o tipo de buraco em certa rua para a execução do trabalho com excelência. A Operação Tapa-Buraco em Hortolândia acontece em ruas de todos os bairros da cidade”, explica o secretário de Serviços Urbanos, Marcos Panício. Em média, são consertados de 100 a 120 buracos diariamente.

Já em Goiânia, Goiás, o número de buracos nas ruas caiu 33% no mês de abril, em relação a março de 2023. Além disso, a empresa mapeou outros 20 tipos de ocorrência na cidade. O quesito que apresentou maior queda foi número de buracos nas vias, o que coincide com a operação tapa-buracos realizada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra), na segunda quinzena de abril, ao final do período chuvoso. De acordo com o levantamento, além dos buracos, as ocorrências que apresentaram maiores quedas foram as de irregularidades em tampas de bueiro (28%); sinalização inexistente (21%), calçada irregular (13%) e lixo irregular (8%).

Como a inteligência artificial está ajudando os alunos na educação?

Durante os últimos anos, o campo da educação sofreu uma transformação notável, e isso só graças à integração de ferramentas de Inteligência Artificial (IA).

Hoje, os recursos alimentados por IA estão revolucionando a forma como os alunos aprendem, colaboram e obtêm sucesso em suas tarefas acadêmicas.

Desde métodos de aprendizagem personalizados até técnicas de escrita aprimoradas, as ferramentas de IA estão remodelando o mundo educacional.

Apesar de tanta oposição que eles tiveram em seu lançamento, você pode ver que eles proporcionaram aos alunos oportunidades incomparáveis de crescimento e desenvolvimento.

Várias maneiras de como a inteligência artificial está ajudando os alunos na educação moderna!

Aqui explicamos um pouco de como a IA tem ajudado estudantes em todo o mundo.

  1. Aprendizagem Personalizada

Uma das contribuições mais importantes e notáveis das ferramentas de IA para a educação é a capacidade de oferecer experiências de aprendizagem personalizadas.

As salas de aula tradicionais muitas vezes lutam para atender às diversas necessidades de aprendizagem dos alunos fracos. As plataformas educacionais baseadas em IA usam análise de dados para compreender os pontos fortes, fracos e estilos de aprendizagem dos alunos.

Essa abordagem baseada em dados permite que professores/tutores adaptem planos de aula, tarefas e materiais de estudo para atender às necessidades específicas de cada aluno, melhorando assim a compreensão e a retenção.

  1. Sistemas de aprendizagem adaptativos

Os sistemas de aprendizagem adaptativa orientados por IA analisam o desempenho dos alunos em tempo real e ajustam o nível de dificuldade do conteúdo de acordo.

Esses sistemas não oferecem desafios fáceis nem difíceis, garantindo que os alunos estejam consistentemente engajados e motivados. Os algoritmos de IA ajustam o conteúdo à medida que o aluno progride, garantindo ótimos resultados de aprendizagem.

  1. Assistentes Virtuais e Chatbots

chatbots com tecnologia de IA tornaram-se ferramentas valiosas no fornecimento de suporte imediato aos alunos.

Esses ajudantes digitais podem tirar dúvidas, esclarecer dúvidas e orientar 24 horas por dia, 7 dias por semana. Ao oferecer soluções instantâneas, os alunos podem superar obstáculos em sua jornada de aprendizagem sem serem limitados pelo horário comercial tradicional.

  1. Avaliações melhoradas

As avaliações tradicionais muitas vezes não conseguem medir a compreensão e as habilidades holísticas do aluno.

As ferramentas de IA permitem a criação de avaliações mais abrangentes que avaliam o pensamento crítico, a resolução de problemas e a criatividade.

Essas ferramentas podem analisar redações, projetos e outras tarefas, fornecendo informações valiosas sobre as habilidades dos alunos, além da memorização mecânica. Dessa forma, eles podem melhorar suas deficiências.

  1. Aprendizagem e Tradução de Línguas

As plataformas de aprendizagem de idiomas com tecnologia de IA oferecem experiências interativas que melhoram a pronúncia, o vocabulário e a gramática.

Além disso, as ferramentas de tradução baseadas em IA quebram as barreiras linguísticas, facilitando a comunicação e a colaboração entre estudantes de diversas origens linguísticas.

Hoje os alunos podem aprender facilmente diferentes idiomas com essas ferramentas e a um preço acessível.

  1. Realidade Virtual e Realidade Aumentada

As tecnologias de VR e AR baseadas em IA envolvem os alunos em experiências de aprendizagem interativas, melhorando sua compreensão de conceitos complexos.

Estas tecnologias tornam a aprendizagem mais envolvente e memorável, desde a exploração de locais históricos até à dissecação de organismos virtuais.

Os alunos agora podem experimentar uma experiência de aprendizagem em tempo real e adotar uma abordagem prática em vez de confiar na teoria. Isso pode melhorar sua experiência geral de aprendizagem e ajudá-los a se preparar para a vida prática que terá pela frente.

Ferramentas exemplares baseadas em IA que ajudarão os alunos na educação em 2023

Mencionamos aqui algumas ferramentas notáveis que estão ajudando estudantes de todo o mundo a enfrentar seus empreendimentos acadêmicos.

  1. Ttalkpal.ai
    Esta é uma famosa plataforma alimentada por IA, onde você encontrará diferentes ferramentas projetadas para faculdades e universidades.Essas ferramentas podem ajudar os alunos a obter orientação sobre muitas dúvidas que possam ter.Por exemplo, se quiser aprender a escrever e arquivar aplicações em português, você pode usar esta ferramenta.Esta ferramenta de IA fornece aos alunos todas as informações importantes que os professores ou autoridades universitárias forneceram.Você encontrará chat ao vivo, integração de mídia social, cutucada por SMS e muitos outros recursos nesta ferramenta. Se você é fraco em português, este é um dos recursos com melhor custo-benefício para aprender.
  2. Rephraser.co
    O rephraser.co, na nossa opinião, é uma das ferramentas que melhor ajuda para estudantes nativos de português.Como o nome nos diz, esta ferramenta de reescritor online reafirma o conteúdo já escrito em diferentes palavras, estilos e tons. Os alunos podem usar o modo de fraseado “Acadêmico” desta ferramenta e parafrasear suas redações,tarefas e outros trabalhos em segundos.A ferramenta gera novos textos, mantendo intactos o contexto original e as formalidades acadêmicas. O novo conteúdo parafraseado estaria livre de erros humanos e plágio.A ferramenta utiliza tecnologias de aprendizado de máquina e processamento de linguagem natural, tornando o conteúdo parafraseado natural e próximo de um escritor nativo de português.
  3. Languagetool.org
    Esta é outra ferramenta alimentada por IA que está ajudando estudantes de todo o mundo a melhorar a qualidade de seus rascunhos escritos. Esta ferramenta é bastante útil quando se trata de revisão e edição.Os alunos podem usar esta ferramenta e encontrar erros gramaticais, ortográficos, de estilo, estruturais e de pontuação.A ferramenta pode digitalizar facilmente seu conteúdo em segundos e destacar todos os erros em códigos de cores diferentes.As palavras e frases destacadas podem ser alteradas e parafraseadas utilizando as sugestões automatizadas da ferramenta. Este é um dos recursos mais populares para melhorar e aprender a legibilidade de textos.

Conclusão

A integração de ferramentas de IA na educação marca uma era inovadora de aprendizagem e envolvimento dos alunos.

Desde instrução personalizada até avaliações melhoradas e automatização de tarefas, estas tecnologias estão a mudar os modelos de educação tradicionais.

À medida que a IA continua a evoluir, podemos dizer com segurança que o seu potencial para revolucionar a educação só aumentará.

Na nossa opinião, prometerá um futuro melhor, onde os alunos serão capacitados para atingir todo o seu potencial académico com a ajuda de ferramentas de IA.

Direitos de imagem x Inteligência Artificial: entenda o que a legislação vigente diz sobre o tema

A advogada Thereza Castro explica quais os direitos da família nesses casos.

Imagem de Julius H. por Pixabay

Com infinitas possibilidades que impactam vários setores da vida que conhecemos, a Inteligência Artificial, é sem sombras de dúvidas um dos assuntos mais debatidos e comentados de 2023. Após a veiculação de uma campanha da Volkswagen que contava com a já falecida cantora Elis Regina, o assunto ficou em alta nas redes sociais e levantou o debate sobre os direitos sobre o uso de imagens geradas pela IA. 

“O direito de imagem é garantia fundamental regulada pela Constituição Federal em seu artigo 5º, X, sendo um direito de personalidade ele é inviolável e não cessa com a morte, por falta de disposição expressa, e tendo jurisprudências como referência,  entende-se que os legítimos para proteger e autorizar uso em relação a imagem pós mortem são os herdeiros”, explica Thereza Castro, advogada com foco em direitos autorais.

Segundo a advogada especialista, em casos de uso indevido de imagem como o da cantora, a legislação concede a legitimidade ativa para interpor ação indenizatória contra a violação, tanto em vida, a pessoa, quanto à morte, aos herdeiros. “Esse recurso é sempre ponderado em relação a outros direitos fundamentais protegidos, porém seu uso deve ser moral. Mas no caso específico, além dos direitos morais envolvidos nos voltamos para os direitos patrimoniais, pois falamos de uso comercial da imagem”, comenta Thereza. 

Sendo assim, cabe  aos herdeiros a legitimidade para se opor ao uso sem autorização, inclusive em casos do uso com fins comerciais sem autorização, o que não é o caso de Elis, como esclareceram já seus herdeiros, mas já aconteceu em jurisprudência estabelecida para a herdeira de Lampião e Maria Bonita em uso publicitário da imagem de ambos por uma instituição financeira, contra qual a herdeira vitoriosa, bem como utilização que possa lhe atingir a boa fama, a honra ou a respeitabilidade. 

Thereza explica que não se fala nesses casos em detenção de imagem, mas na autorização de uso, dada nesse caso pelos herdeiros. “Por se tratar de um direito personalíssimo não há que se falar em detenção de uso de imagem, o que temos é uma autorização de uso/transmissão para fim específico por tempo determinado. Os direitos de personalidade, por sua natureza, são irrenunciáveis e intransmissíveis”, complementa. 

Nesses casos os direitos autorais são tratados de forma apartada, pois estão relacionados a IA e a empresa a qual ela pertence, mas quando falamos de uso de Inteligência Artificial para gerar imagem “deepfake” como no caso, onde a máquina imita imagem de alguém que existe, seja pessoa viva ou falecida, não se pode usar do direito autoral para detenção dessa criação, já que embora criada pela máquina se refere a alguém. Por si só essa tecnologia guarda diversas questões de discussões e desafios para o direito. 

“A tecnologia vem nos impondo a necessidade de repensar o direito, e ainda mais, pensá-lo para a realidade atual sem disposições ainda especificas para IA por exemplo. Atualmente que se pode fazer para garantir cumprimento de vontade futura considerando a possibilidade de imagens da pessoa serem geradas por inteligência artificial após seu falecimento, é deixar em sua última disposição de vontade, ou seja em seu testamento, as condições específicas de permissão ou não deste uso, e suas limitações”, finaliza a advogada

Inteligência artificial na saúde: parceria entre setor público e privado leva tecnologia de ponta ao SUS para acelerar diagnósticos e detectar emergências

Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

A inteligência artificial está presente em nossas vidas há muito tempo, e o setor que mais tem recebido investimentos neste sentido ultimamente é o da saúde. Em muitos países, entre eles o Brasil, a digitalização da saúde já vai muito além da telemedicina, com a IA sendo utilizada para aumentar a velocidade e a precisão de diagnósticos e triagens, como na detecção de tumores e lesões, no desenvolvimento de novos medicamentos e tratamentos personalizados para os pacientes. Os projetos de pesquisa, desenvolvimento e lançamento de novas tecnologias com funções cada vez mais avançadas para a área da saúde estão a todo vapor.

A transformação digital está revolucionando a rotina dos hospitais e unidades de saúde, oferecendo mais possibilidades aos profissionais e muito mais bem-estar aos pacientes e familiares. A tecnologia da informação leva mais praticidade e facilidade à gestão dos hospitais e clínicas, colocando à disposição dos gestores todas as informações necessárias para as tomadas de decisão.

Segundo o relatório Artificial intelligence index report 2022[1] da Universidade Stanford, no mundo todo foram investidos US$ 11,3 bilhões em pesquisa e inovação com inteligência artificial para a saúde em 2021 pelo setor privado, 40% a mais que no ano anterior. Nos últimos cinco anos, foram US$ 28,9 bilhões investidos, colocando o setor de saúde como o principal foco de investimentos privados em IA, superando setores mais tradicionais no uso de tecnologia da informação, como o financeiro e o varejo.

No mesmo sentido, um estudo recém-divulgado pela Market Research Future[2] prevê que o mercado de inteligência artificial deve superar os 12 bilhões de dólares até 2030, com crescimento anual acima de 50%.

Nos EUA, a Microsoft anunciou recentemente um programa de pesquisa clínica que utilizará a inteligência artificial para diagnosticar e tratar o câncer de pâncreas com mais eficácia. O programa vai empregar a tecnologia da empresa para analisar uma grande quantidade de dados de pacientes para desenvolver planos de tratamentos personalizados, de acordo com as necessidades de cada paciente.

E o Brasil também está incluído nesta revolução tecnológica da saúde, inclusive com atendimento gratuito pelo SUS. Um exemplo é o algoritmo de detecção de sangramento intracraniano, desenvolvido por uma empresa israelense, que é oferecido a alguns hospitais públicos de São Paulo e Goiás pela FIDI, instituição sem fins lucrativos fundada em 1986 por médicos professores integrantes do Departamento de Diagnóstico por Imagem da Escola Paulista de Medicina, atual Universidade Federal de São Paulo (DDI-UNIFESP), para promover o desenvolvimento científico e acadêmico.

O software utiliza um algoritmo de inteligência artificial para analisar e identificar padrões de imagem em tomografias computadorizadas que possam sugerir quadros graves, como o AVC hemorrágico. Desta forma, o médico pode analisar mais rapidamente os exames realizados e notificar uma possível emergência, permitindo que pacientes subam na fila de atendimento automaticamente, tendo um tratamento mais rápido em um momento em que cada segundo pode fazer a diferença.

A fundação ainda oferece aos hospitais o command center – uma central técnica associada a uma plataforma digital que possibilita a realização de exames de tomografia computadorizada e ressonância magnética a distância, em tempo real. Com esta tecnologia, a operação do equipamento na sala de exames é monitorada por uma equipe remota de tecnólogos em radiologia, que controlam de forma automatizada a execução dos exames. A tecnologia promove benefícios como redução dos custos, aumento da qualidade dos exames, mais rapidez e praticidade, menor exposição de colaboradores à radiação, redução no índice de reconvocação de pacientes, cobertura de folgas e ausências, entre outras vantagens.

Esta parceria é também exemplo de sucesso no trabalho conjunto entre as esferas pública e privada, sendo responsável por cerca de 12% de todos os exames de imagem realizados gratuitamente pelo SUS em todo o país.

Com a tecnologia e a expertise do atendimento na rede pública, instituições deste tipo passam a ser também uma opção para hospitais e clínicas particulares otimizarem seus centros de exames de imagem, reduzindo custos e maximizando as receitas.

Uma questão que não pode deixar de ser levantada é a do custeio do desenvolvimento e implementação da inteligência artificial. Nos Estados Unidos, a agência regulatória FDA já aprovou mais de 500 algoritmos para utilização na área da saúde, sendo 396 deles para a radiologia, mas o ritmo de adoção e implementação destas tecnologias é muito mais lento. Isso acontece principalmente porque os hospitais e clínicas precisam saber a relação custo-benefício das inovações, quanto elas vão economizar, qual será o ganho de produtividade e os benefícios para os clientes. Caso contrário, é muito difícil convencer os tomadores de decisão a realizar investimentos em uma área que já é bem atendida pelos profissionais sem a assistência de novas tecnologias.

O ponto principal nesse sentido é cada instituição encontrar as ferramentas certas de inteligência artificial e a melhor proposta de valor para suas necessidades. No exemplo da radiologia, a inteligência artificial pode ser utilizada para fazer uma triagem entre casos mais simples e mais complexos, além de detectar anormalidades que passariam despercebidas pelo olho humano, o que pode aumentar a eficiência da análise por parte dos profissionais de radiologia, que podem dedicar mais tempo aos casos mais complexos. A IA não pode ser apenas custo, precisa ser parte da solução.

Um hospital é um empreendimento complexo, cheio de variáveis, onde o tempo é sempre crucial, e seu funcionamento diário traz situações que precisam ser compreendidas, controladas e resolvidas rapidamente. Com a inteligência artificial, é possível ter uma visão geral dos diversos setores e processos e oferecer respostas rápidas e efetivas a situações como controle de acesso, engajamento de pacientes, automação de processos, gestão de leitos, sinergia entre os núcleos, logística e muitos outras.

Quando a tecnologia é utilizada para promover a saúde, e a união de esforços entre as esferas pública e privada faz com que esta tecnologia chegue até a população que mais precisa, quem ganha é a sociedade como um todo. 

* Simone Vicente Reis é CEO da FIDI – Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem, organização social de saúde filantrópica que preza pela excelência e pelo atendimento humanizado, sendo referência em soluções para diagnóstico por imagem, com tecnologia de última geração e equipe altamente qualificada. 

Referências 

[1] – Disponível em: <https://aiindex.stanford.edu/wp-content/uploads/2022/03/2022-AI-Index-Report_Master.pdf> 

[2] – Disponível (em inglês) em: <https://www.marketresearchfuture.com/reports/healthcare-artificial-intelligence-market-5681> 

Livro escrito com a ajuda do ChatGPT aborda a inteligência artificial na educação

Nova obra de Ronaldo Casagrande, voltada para professores da educação básica, já está disponível para download gratuito e propicia um mergulho na era da Inteligência Artificial (IA)

Livro “Navegando por águas inexploradas orientando educadores para a revolução da inteligência artificial”

Desde o lançamento do ChatGPT, em novembro do último ano, a popularização da Inteligência Artificial tem despertado inúmeras inquietações. E não é para menos: segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Casagrande com mais de 9.000 educadores de todo o Brasil, 73% dos professores pesquisados acreditam que a IA terá um alto impacto na educação nos próximos anos. É um cenário desafiador e repleto de incertezas.

Para auxiliar os professores a lidarem com essa questão, Ronaldo Casagrande, vice-presidente do Instituto, está lançando o livro “Navegando por águas inexploradas: orientando educadores para a revolução da inteligência artificial”. Trata-se de um guia prático e inovador sobre inteligência artificial na educação especialmente elaborado para os professores da educação básica e que já está disponível gratuitamente para download em todo o território nacional

Durante a elaboração da obra, Ronaldo contou com a colaboração do próprio ChatGPT – uma ferramenta de inteligência artificial que, no livro, foi denominada de “Bartolomeu Cognição”. “Imagine só, a tecnologia em si sugeriu até mesmo o título do livro! É uma verdadeira jornada pelo universo fascinante da I.A., escrita com a ajuda dessa própria tecnologia que está transformando o mundo”, explica ronaldo.

Fascinado pelo assunto, Ronaldo tem se dedicado intensamente a pesquisas sobre Inteligência artificial nos últimos anos. A primeira experiência com o tema aconteceu em 2006, durante o doutorado – época em que a I.A. ainda era um território restrito a centros de tecnologia e ambientes acadêmicos. Foi nesse contexto que ele implementou um algoritmo totalmente novo, utilizando inteligência artificial, com o objetivo de prever se alunos da instituição de ensino na qual era diretor se tornariam inadimplentes ao longo de suas trajetórias acadêmicas. A ideia era antecipar problemas financeiros e tomar medidas preventivas para que esses estudantes não abandonassem os estudos. “E, adivinhe só: a primeira versão do sistema teve um índice de acerto superior a 75% nas suas predições”, conta Ronaldo.

Essa experiência fez Ronaldo perceber que a inteligência artificial teria um impacto gigantesco no futuro, tanto para as pessoas quanto para as organizações. “Agora, 17 anos depois, com a quantidade exponencial de dados digitais disponíveis e o avanço impressionante na capacidade de processamento das máquinas, a IA está mais pronta do que nunca para transformar o mundo. E é exatamente por esse cenário decidi escrever este livro, com o propósito de auxiliar os professores nessa jornada cheia de descobertas e desafios”, explica o autor.

A OBRA – O livro é lançado em um momento mais que oportuno: com a chegada recente do ChatGPT ao mercado, Ronaldo identificou a urgência de preparar os professores para enfrentar as mudanças iminentes. Foi assim que surgiu a ideia de utilizar a própria IA como ferramenta para escrever o livro. Com seu conhecimento no tema e o auxílio poderoso da inteligência artificial, Ronaldo criou um conteúdo autêntico de extrema relevância para educadores, em tempo recorde. Ronaldo destaca que todo o conteúdo gerado pela inteligência artificial passou por uma rigorosa curadoria, garantindo a qualidade e relevância obra.

O AUTOR – Ronaldo Casagrande é engenheiro eletrônico por formação e sempre esteve em sintonia com o ambiente educacional, inspirado especialmente por sua mãe, que foi professora de escola pública. A paixão pela matemática e a física o guiou até a graduação, mestrado e doutorado em engenharia, onde teve seu primeiro contato com a Inteligência Artificial. Hoje, como vice-presidente do Instituto Casagrande, instituição da qual é fundador, ele participa da gestão da maior organização de formação online de educadores e gestores educacionais do Brasil. Além disso, é conferencista, palestrante e consultor especializado no campo da tecnologia e gestão.

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S E R V I Ç O

Livro “Navegando por águas inexploradas: orientando educadores para a revolução da inteligência artificial”, de Ronaldo Casagrande. Ed. dos Autores, 2023. 136 páginas.

👉🏽DOWNLOAD GRATUITO EM https://bit.ly/LIVRO-RONALDO.

Importância do ChatGPT no mercado de trabalho pode ter o peso do “pacote Office”

Além de transformar processos e execução de tarefas, novas tecnologias abrirão caminho para a ascensão de profissões especializadas em chatbots.

Importância do ChatGPT

Imagem de CreativeCanvas por Pixabay

Entendidas como as maiores inovações tecnológicas desde a criação da própria internet, soluções como o ChatGPT já transformam as relações de trabalho. Um recente estudo desenvolvido pela Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, descobriu que cerca de 80% da mão-de-obra daquele País poderá ter, pelo menos, 10% das suas tarefas afetadas por sistemas de GPT. A mesma pesquisa foi além e identificou que cerca de 19% dos trabalhadores serão afetados em pelo menos 50% do seu trabalho, em razão da nova Inteligência Artificial.

Ainda é cedo para mensurar o real impacto que essas ferramentas terão no futuro e o quão imprescindíveis elas serão para o mercado, mas é possível apontar mudanças em todo o trajeto profissional, desde a qualificação até a execução das tarefas.

“Os processos de formação para uso dessa tecnologia já são um fator preponderante para atender às novas demandas de toda a cadeia produtiva. Acredito que ela ainda terá a mesma importância que ferramentas como Word e Excel têm hoje para qualquer empresa, pois com a revolução nas profissões, será necessário cada vez mais preparar os profissionais para as grandes modificações dentro da nova estrutura gerada para o mercado de trabalho”, afirma Álvaro Manzione, sócio fundador da Beedoo, maior plataforma da América Latina para comunicação, capacitação, e engajamento de equipes de atendimento, de campo e da indústria, que trabalha com IA para disponibilizar aos seus parceiros dados estratégicos e insights como indicadores de desempenho.

Francisco Borges, consultor da Fundação de Apoio à Tecnologia (FAT) em Gestão e Políticas Públicas voltadas ao Ensino acrescenta que, neste provável cenário, além de transformar processos e execução de tarefas, a inteligência artificial abrirá caminho para o surgimento de novos postos de trabalho.

“É importante que profissionais e empresas percebam esta nova realidade de mercado, onde dados transformados em informações são insumos essenciais para qualquer segmento. É como a inteligência de negócios funciona, auxiliando na tomada de decisões. Por que não pensarmos, portanto, na ascensão de profissões como desenvolvedores, gerentes, técnicos, consultores e analistas específicos de ChatBot? O certo é que estes precisarão de treinamentos focados para a formação de mão-de-obra especializada”, diz.

Por outro lado, ações de regulamentação de inteligências artificiais, em todos os âmbitos, podem desacelerar algumas dessas mudanças. No Brasil, há projetos de lei no Senado e na Câmara dos Deputados em tramitação para tratar dos princípios, direitos e deveres para uso da IA no País.

Temas como limites para atuação do poder público por meio das IAs, uso de câmeras para identificação dos membros do corpo social, avaliações individuais de riscos, fiscalização, segurança e responsabilidade, tráfego, abastecimento de água, eletricidade, educação, bem como as autoridades competentes que farão o controle dos sistemas, estão entre os que serão tratados nessas propostas.

Da IA Generativa a especialização de quem atua com tecnologia: 3 tendências para o mercado e o que esperar para os próximos meses

Uma pesquisa recente realizada pela empresa IBM revelou que 78% dos líderes empresariais brasileiros têm planos de investir em tecnologia nos próximos 12 meses. O levantamento mostrou ainda que essa porcentagem é maior em comparação com outros países, como Estados Unidos, Japão e Alemanha. Entre os principais temas que têm pautado as conversas sobre esse mercado estão Inteligência Artificial e o impacto nas profissões com o uso de tecnologias capazes de aprender padrões complexos de comportamento. 

Heitor Hákime, CEO da Codebit – empresa especialista em tecnologia de código e cloud computing sob medida que atua no setor há mais de 10 anos – analisa três tendências para o mercado e o que esperar para os próximos meses:

Tendência 1: Inteligência Artificial Generativa

Com o atual crescimento do tema no setor de tecnologia, se enxerga uma forte tendência sobre a pauta de Inteligência Artificial Generativa – conjuntos de algoritmos capazes de aprender padrões mais complexos de comportamento a partir de uma base de dados. Pautando diversas discussões, o assunto deve continuar em alta neste ano, desde a produção de chips computacionais focados nesse tipo de processamento, até a disponibilização e massificação de serviços utilizando esse conceito.

Além de discussões sobre seu uso em diferentes esferas, a IA Generativa oferece oportunidades, já que existe um grande campo a ser explorado com a disponibilização de ferramentas corporativas similares ao Chat GPT, que aprendem uma base de conhecimento específica e conseguem realizar diversas ações. Isso indica que profissionais que se especializarem no tema tendem a se destacar frente à novidade.

Tendência 2: IA para centrais de atendimento em canais digitais

Empresas também estão aproveitando a oportunidade em diferentes frentes de atendimento para utilizar a inteligência como aliada e se destacarem, sendo que uma das aplicações ocorre com as vendas por canais digitais, com resposta de dúvidas de colaboradores, ou até mesmo para apoiar de forma mais estruturada os call centers de empresas, dentre outras ações.

A montagem de centrais de atendimento 24 horas sempre foi um desafio para as empresas, pois requer times treinados e capacitados a responder dúvidas ou até mesmo realizar vendas em um ambiente com alta rotatividade, o que não é uma tarefa fácil.

O avanço das tecnologias de IA possibilita aos algoritmos aprenderem regras e realizarem tarefas de forma cada vez mais eficiente. Isso inclui entender dúvidas de clientes ou consumidores, submetê-las à uma base de conhecimento ou restrições contratuais e fornecer as melhores possibilidades de solução dentro do contexto apresentado. 

Neste aspecto, as vendas sempre foram um grande motor para impulsionar investimentos em tecnologia, e não é diferente com a inteligência artificial. Há um movimento de mercado para a troca do processo de aquisição única de um produto, pela opção de um serviço contínuo de assinatura. Inicialmente,  ocorreu com serviços de tecnologia ou streaming, mas agora nota-se uma tendência em assinaturas de veículos, por exemplo, ou outros ativos. Como a venda contínua pressupõe um atendimento contínuo para mantê-la, as centrais de atendimento digitais nunca foram tão importantes.

Por meio de algoritmos avançados de IA, esse atendimento vem sendo feito cada vez mais por plataformas automatizadas capazes de aprender uma série de regras e termos de uso, entender dúvidas ou solicitações de clientes ou consumidores e oferecer a melhor solução para determinado contexto. Algo que muitas vezes demandaria um profissional mais experiente para que fosse sugerido e também realizado.

Tendência 3: estabilidade nas contratações e profissionais mais preparados para trabalhar com tecnologia

Quando especialistas analisam o mercado, é esperada uma estabilidade após um momento inflacionado na pandemia, onde muitas empresas contrataram desenfreadamente inserindo em seus times centenas ou milhares de profissionais. “Vemos agora diversos movimentos de ajuste com layoffs e desligamentos. Creio que nesse segundo semestre teremos um momento de maior estabilidade com redução de desligamentos, porém baixo apetite para novas contratações” afirma Heitor Hákime, CEO da Codebit.

.Nos próximos anos o mercado deverá enfrentar um grande desafio: passar por um momento de aumento massivo de profissionais. Sempre entendido como um mercado promissor, atualmente notam-se muitos profissionais juniores ou pessoas em transição de carreira com pouca ou nenhuma experiência tentando vagas de trabalho ou estágio. “Com o movimento de ajuste pós-pandemia, creio que a absorção do mercado para esses profissionais será um desafio, pois em geral ele necessita de velocidade, e profissionais em início de carreira demandam mais treinamento e naturalmente menor produtividade”, destaca Heitor.

Sendo assim, os profissionais de tecnologia devem esperar um aumento na quantidade de pessoas buscando vagas de nível iniciante e uma estabilização das vagas atuais. A adaptação para novas ferramentas de desenvolvimento que permitem uma maior agilidade e velocidade de entrega é importante, pois o modelo de desenvolvimento está mudando rápido e é fundamental acompanhar essa onda para não ficar defasado.

Sobre a CodeBit

A CodeBit  é uma empresa especialista em tecnologia de código e cloud computing sob medida, com foco no terceiro setor e startups, fornece desenvolvimento de soluções em linguagem de programação (código) e Nuvem. Fundada em 2011 no interior de São Paulo, em Franca, nasceu de uma parceria sem acelerações ou programas de startups, e hoje conta com mais de 50 clientes e diversos cases de sucesso, como Médico Sem Fronteiras, Fundação Itaú, Instituto Natura, Instituto Ayrton Senna e Fundação Telefônica Vivo. 

Como principal parceiro da Amazon no Brasil em educação, e um dos dois mais importante parceiro de NPOs – Programa Nonprofit Credit – da AWS atualmente, a CodeBit se especializou na criação de portais e plataformas web, sistemas complexos de integração, aplicativos Android e iOS, além de hardwares e dispositivos eletrônicos. Utilizando a tecnologia como principal meio de transformar o mundo, atua no terceiro setor para viabilizar um conjunto de iniciativas com projetos de cunho social para levar mais educação, saúde e conhecimento para todos os setores da sociedade, democratizando a tecnologia. A CodeBit também oferece soluções para startups, fundações empresariais, universidades e outras iniciativas de projetos com cunho social. Até o final de 2023, a empresa projeta um crescimento de 25%.

Inteligência artificial: 7 filmes que retratam possíveis futuros

O cinema já vem explorando diferentes realidades em que a humanidade e as máquinas interagem.

Inteligência artificial 7 filmes que retratam possíveis futuros

Imagem de Tumisu por Pixabay

O conceito de inteligência artificial (AI, em inglês) não é novo, mas está mais atual do que nunca. O lançamento do ChatGPT movimentou diversos segmentos no mundo todo, com um sistema que responde às perguntas do usuário com base nas informações disponíveis na internet até 2021. Desenvolvido pela empresa OpenAI, a sigla do nome do modelo de linguagem significa “Generative Pre-trained Transformer”, ou Transformador pré-treinado generativo, em tradução livre. Ou seja, basta fazer uma pergunta e o sistema traz uma resposta em questões de segundos. 

O que hoje já é realidade, há muito vem sendo explorado pelo cinema em obras que antes eram consideradas distópicas. Filmes que exploram temas como a criação de inteligência artificial, a relação humano-robô, a ética e as implicações sociais e políticas dessa tecnologia são recorrentes na história e trazem reflexões importantes para a sociedade. De acordo com o professor de História do Colégio Marista Maringá, Elton Silva, diversos autores exploram a temática em diferentes versões. “Se considerarmos pessoas cujas ideias estavam à frente do seu tempo, faz sentido citar como por exemplo Aldous Huxley com seu livro Admirável Mundo Novo, ou o George Orwell com o livro 1984. As questões éticas, benefícios e limitações que as tecnologias nos trazem são sempre reflexões relevantes para melhorarmos enquanto sociedade e não incorrer novamente em erros históricos”, reflete.

Para o professor, se forem isoladas alegorias utópicas como teletransporte, as viagens no tempo ou o trânsito livre de um ser humano entre diferentes mundos e dimensões bizarras, por exemplo, podemos treinar nosso olhar para identificar as possibilidades daquilo que, no passado, foi vislumbrado como puro delírio, e que na atualidade se apresenta como projeto realizável. “Esse exercício que envolve pesquisa, entretenimento e abstração pode se mostrar muito mais divertido e prazeroso do que se pensa”, conclui.      

Aqui estão alguns filmes famosos sobre inteligência artificial:

“Ex Machina” (2014)

Caleb é um jovem programador que ganha um concurso para passar uma semana na casa de Nathan Bateman, presidente da empresa onde trabalha. Lá ele encontra Ava, uma robô com inteligência artificial, muito sofisticada e evoluída, mas que pode estar sendo usada de formas que ultrapassam a ética. Em uma trama complicada, com áreas cinzentas, Caleb terá dificuldades de saber quem está certo e em quem pode confiar para sair vivo. 

“Ela” (2013)

Um retrato romântico da interação entre homens e máquinas, ou neste caso, sistemas operacionais. No filme, o escritor Theodore Twombly (Joaquin Phoenix) se recupera do fim de seu relacionamento quando conhece o sistema operacional personalizado dotado de inteligência artificial. Com a convivência próxima e íntima, ele logo se apaixona por Samantha, como é chamada. Como se fosse um relacionamento à distância, eles vivem em uma realidade distópica, mas cada vez mais possível. 

“O exterminador do futuro” (1984)

Em um futuro próximo, em que as máquinas dominam o mundo e humanos são subjugados, há uma guerra entre os dois lados. Para resolver essa questão, um andróide (Arnold Schwarzenegger) é enviado ao passado para matar a mãe do líder dos rebeldes. Mas os humanos também enviam um representante para protegê-la e garantir o futuro da humanidade. 

“The Matrix” (1999)

Um clássico que revolucionou a ficção científica e métodos de filmagem na época, ainda é relevante e estimula reflexões. Neo (Keanu Reeves) é um hacker que é chamado ao movimento de resistência na luta contra a dominação das máquinas. Tido como um messias, escolhido para libertar a humanidade, ele passa por diversas provações, em que duvida até de si mesmo, para salvar seus companheiros e se confirmar como o escolhido.

“A.I. Inteligência Artificial” (2001)

O longa de ficção científica de Steven Spielberg, com base em um projeto de Stanley Kubrick, trata da possibilidade de máquinas terem sentimentos. Em um futuro pós apocalíptico, uma empresa cria um robô em forma de criança, batizado de David. Ele é programado para substituir o filho de um casal e amá-los para sempre, mas acaba tragicamente em um mundo em que máquinas de todos os tipos tentam sobreviver à mercê da sociedade.

“Blade Runner – o caçador de andróides” (1982)

O longa se passa no futuro, em 2019, quando robôs mais fortes, ágeis e inteligentes que os humanos são usados como escravos na colonização em outros planetas. Quando um grupo deles faz um motim, policiais de elite chamados de Blade Runner, são convocados para acabar com qualquer tipo de androide. Quando cinco deles chega à Terra, um ex-Blade Runner (Harrison Ford) tem a missão de caçá-los. 

“I, Robot” (2004)

O filme retrata a realidade de 2035, quando o uso dos robôs como empregados é comum e eles seguem a Lei dos Robóticos, que previne que qualquer mal seja feito aos humanos. Mas quando Dr. Miles é morto e o principal suspeito é o robô Sonny, as coisas parecem sair da harmonia. O detetive Del Spooner (Will Smith) é chamado para investigar o caso e desvendar o que realmente aconteceu e o porquê. 

Sobre os Colégios Maristas

Os Colégios Maristas estão presentes no Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e São Paulo com 21 unidades. Nelas, os mais de 25 mil alunos recebem formação integral, composta pela tradição dos valores Maristas e pela excelência acadêmica. Por meio de propostas pedagógicas diferenciadas, crianças e jovens desenvolvem conhecimento, pensamento crítico, autonomia e se tornam mais preparados para viver em uma sociedade em constante transformação. Saiba mais em www.colegiosmaristas.com.br.